Autora: Marissa Meyer
Editora: Rocco
Páginas:
448
Classificação:
5/5 estrelas

Poderia começar essa resenha dizendo que Cinder era apenas mais uma garota normal até sua vida mudar completamente. Mas, não, ela não era normal, nem nunca foi. Cinder é uma ciborgue (uma espécie de robô), vive com suas duas irmãs e sua madrasta, é uma mecânica pobre, e é humilhada diariamente pela a sua família. Para piorar, sua madrasta a culpa por todos os problemas que elas têm, inclusive pela morte de seu marido.

Todos temos nossas fraquezas.

Certo dia, em sua oficina, ela teve uma visita inesperada: o Principe, Kai, pediu sua ajuda para arrumar seu androide. A partir daí, Cinder começa sentir coisas que ela nunca imaginou ser possível. Afinal, um robô não tem sentimentos, certo? Mas essa é apenas um falso estereótipo criado pela sociedade. O único problema é que Kai não sabe o seu grande segredo, e o que ele acharia dela quando soubesse? Com certeza teria nojo.

– Sua espécie ao menos sabe o que é amor? Você pode sentir qualquer coisa ou é só… programada? (…)

– É claro que sei o que é amor.

Uma doença mortal está ameaçando seu povo. Qualquer pessoa que a pegue tem a morte certa após alguns dias. E o pior acontece. A irmã de Cinder acaba sendo contaminada com a doença, após ter saído com ela. E agora sua família tem mais um motivo para odiá-la. Assim, sua madrasta decide entrega-la para ser objeto de pesquisa para os médicos – e depois disso morrer. No processo, descobrimos outro grande segredo de Cinder… E os problemas não param por ai. A Rainha Lunar está vindo para a Terra e a única maneira de impedir uma guerra é com Kai casando-se com ela.

Durante muito tempo esse livro esteve na minha lista de desejados, mas, ao contrário de muitos outros, eu não criei nenhuma expectativa com ele. Decidi que já tinha passado da hora de eu lê-lo, afinal tinha que descobrir o motivo de ter uma nota tão alta em sites como o skoob e goodreads. E o que me animou mais foi não ter criado nenhuma expectativa. Por quê? O livro inteiro foi uma grande e saborosa surpresa para mim.

Não era sua culpa ele ter gostado dela.

Não era culpa dela ser ciborgue.

Ela não pediria desculpas.

Marissa Meyer soube com grandiosidade trazer uma história clássica – que por sinal eu amo – e escrevê-la de sua própria forma, sem um plot seguido a força ou personagens irritantes apenas para seguir fielmente a história original. Ao contrário disso, os personagens da obra são incríveis, por exemplo, Cinder, que é uma doce inocente e só quer o bem para todos e no fim é apenas uma adolescente como qualquer outra. Até mesmo me arrisco a dizer que o primeiro volume da série Crônicas Lunares pode ser considerado uma Cinderela com uma história mais consistente e evoluída (e muito melhor!).

Você é um sacrifício do qual não me arrependerei.

Então, caso você ainda não tenha percebido, sim eu amei esse livro de todo o meu coração. E eu nem preciso dizer que recomendo para todos aqueles que amam a história da Cinderela e de seu sapatinho perdido. Sim, é uma obrigação ler Cinder. Afinal, nunca devemos perder o motivo que nos trouxe ao amor aos livros e a leitura. Tenho certeza que grande parte (pelo menos eu) foi por causa de todos esses contos clássicos que eu amava – e ainda amo – quando era criança, então não só é importante sempre revivermos essa experiência, mesmo que agora a história seja um pouco mais adulta e de um autor diferente, mas também é delicioso.

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Publicado em 11/03/2014
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