Autor: Hannah Jayne
Editora: Companhia Editora Nacional
Páginas:
264
Classificação: 4/5 estrelas

Vamos colocar da seguinte forma: garota tem namorado que é considerado o golden boy da escola, popular, jogador de futebol americano, bonito. Entretanto, esse mesmo namorado é um bully, e abusivo.

Morto.
A palavra pulsando em sua mente.

Ela, antes de estar com ele, não era popular, era uma garota normal com boas notas, uma boa atleta, lidando com a separação dos pais, a mudança de cidade da mãe, o novo casamento do pai, a madrasta e uma irmã a caminho. Esta garota não contou para ninguém sobre sua relação com seu namorado, e ela achou que esse segredo ficaria sendo assim, um segredo.

Entretanto, em uma determinada noite, depois dos dois brigarem, ele sofre um acidente de carro e, PIMBA, ele morre. Ela deveria ser a namorada em luto, sofrendo pela morte do namorado, só que no fundo ela tem um sentimento meio ambiguo em relação a morte dele. claro, não é por nada… o cara era extremamente abusivo com ela, e não abusivo em termos sexuais, mas físicos e psicológicos

Aí nossa garota volta para escola, e quando ela abre o armário dela, ela encontra um envelope e dentro dele tem um recorte de jornal do acidente do namorado e um recado onde está escrito De nada.

Ela leu aquelas palavras em voz alta, e elas pareceram encher o carro, tirarando todo o ar dali. Sawyer mordeu seu lábio inferior, voltando seu olhar para o pedaço de jornal com o artigo e de volta para o recado. Pelo que eu sou grata?

Este é o inicio de tirar o fôlego de Real, Louco, Mortal da Hannah Jayne, que conta a história da Sawyer Dodds, e seu admirador secreto, que faz de tudo para mantê-la segura e feliz. E lembra o segredo que ela achou que estava muito bem guardado… é, pois é, ela tem suas dúvidas agora. Depois da morte do namorado, Kevin, e baseado em perguntas policiais, Sawyer passa a pensar, será que foi mesmo um acidente?! Mas, as mortes não param por aí, depois vem um professor dela, que foi um tanto compreensivo e querido demais com Sawyer, o Señor Hanson. E tem também a ex-melhor amiga de infância dela, e ex-namorada do falecido namorado de Sawyer, Maggie, que é outra Bully.

Maggie colocou um sorriso brilhante, digno de uma miss e estreitou seus olhos para Sawyer. “Ou considerem mandar uma para você mesmo. Ninguém além de eu e você iremos saber, e além do mais é para uma boa causa.”

E o detalhe fúnebre: para cada morte, um bilhete; até mesmo com direito de um buquê de rosas. Obviamente Sawyer começa a pirar, não saber em quem confiar, e ligar tudo isso a ela, mesmo que tenha sido dito que a morte da Maggie foi suicídio. Ela de repente passa a se ver como suspeita e mais coisas estranhas vão acontecendo, que de uma forma, vão virando as pessoas mais próximas dela contra ela.

Entre bilhetes fúnebres, bilhetes com ameaça, segredos obscuros, mortes, a gravidez da madrasta, remédio para dormir extremamente forte, um cara novo na escola que está interessado nela, um cara antigo que sofria bullying pelo falecido Kevin, Sawyer tenta encontrar o que liga ela a tais acontecimentos e quem é o admirador secreto macabro.

Frustração presa no peito dela, e ela com seus punhos esfregou seus olhos, então piscou, seu olhar procurando na paisagem ao seu redor: as casas vazias,a rua deserta, úmida, de cascalho onde ela caiu.

Este livro é um thriller, suspense, drama YA, e merece uma salva de palmas, pois ele foi muito muito muito muuuuuito bem escrito. Tão bem escrito que quando a Sawyer pulava no livro, eu pulava com ela.

Adorei a Sawyer de verdade, e, em compensação, odiei os pais e a madrasta dela, minha vontade era de gritar por causa deles. Foi o primeiro livro que li da Hannah, e eu gostei tanto que já tô de olho nos próximos. Meu único problema com o livro foi o final, ele teve um fechamento muuuuito bom e interessante, eu só senti falta de saber o que acontece depois daquele momento. Mas, isso não diminui o livro, e ah… ele me lembra muito o Bela Maldade da Rebecca James que é um dos meus preferidos por sinal. E sendo bem sincera, eu estava passando por uma fase ruim, não estava conseguindo encontrar um livro que fosse diferente, que saísse do clichê, e depois que comecei este… não consegui mais parar.

Quando ela rolou sobre seu estômago, cada músculo de seu corpo estava dolorido, picando com um medo primitivo.

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Publicado em 18/03/2014
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Comentários
  1. Dani disse:

    Nossa amei a resenha, tô precisando de um livro desse também pra sair da rotina, adoro livros com essa temática suspense, drama e quando é bem escrito melhor ainda, não conhecia nenhum trabalho dessa autora, tô animada por esse ser meu primeiro contato com ela, providenciar o meu em breve. 😀

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