Autora: Lev AC Rosen
Editora: Novo Conceito
Páginas: 
544
Classificação:
4/5 estrelas

Violet Adams não é como as garotas de sua idade. Na verdade ela não é como nenhuma. Violet tem um sonho: ela ama a ciência. Vive e respira por isso. Dessa forma, Violet não quer arrumar um homem para se casar cedo, como é aconselhada a fazer. Ao contrário disso, ela quer entrar na faculdade e estudar. Porém a faculdade de Illyria só aceita garotos. Violet encontra a solução perfeita quando seu pai faz uma viagem de um ano a trabalho.

Junto com seu irmão gêmeo, ela viaja para Londres e se veste como ele para conseguir sua vaga na faculdade. Mas não é tão fácil quanto ela imaginava. Fingir ser um garoto foi o maior desafio de sua vida, principalmente quando sua amiga Cecily (que ela conheceu na faculdade) começa a se apaixonar por ela, e Violet pelo primo de sua amiga, o duque. Mas ela acaba em uma grande confusão de gênero e de sentimento. Vale a pena destruir corações para ir atrás de um sonho?

Em geral, as mulheres são fisicamente mais fracas, que é uma razão pela qual elas há tanto tempo são relegadas a uma condição de segunda classe. Elas são consideradas frágeis.

Esse steampunk é fan-tás-ti-co!!! Imagine quantas confusões temos dentro desse plot maravilhoso devido à coragem de Violet – o que nos dá muitas risadas. Além de todo o humor que temos nessa obra, o que mais me chamou atenção foi a determinação da personagem. No século 19 as mulheres eram desvalorizadas e esquecidas. Seu único papel mediante a sociedade era se casar, ter filhos e cuidar da casa. Mas, Violet mostrou ao mundo que isso é mentira. Que nós podemos ser muito mais do que isso (e somos!). Me apaixonei pela força de vontade de Violet.

Ela mostraria ao mundo – ou pelo menos ao mundo científico – que as mulheres eram iguais aos homens em todos os sentidos.

Além disso, Lev Ac Rosen abordou outro ponto que foi um casal gay. O irmão de Violet mantinha relações com seu empregado – o que seria um choque para toda a família – e eu gostei do autor ter falado sobre o assunto, visto que, o tema é tão temido pela maioria dos autores. Temos diversos papeis sendo invertidos, papeis que a sociedade naquela época era contra, mas que o autor mostrou ao contrário. Esse foi, sem dúvidas, o melhor do livro.

Que amor mais verdadeiro pode existir do que o amor à primeira vista?

Com uma narração em terceira pessoa, Rosen, infelizmente, se alongou muito em sua obra. O que nos levou a 544 páginas. Me desculpem, mas sou contra a tantas páginas em um livro. Principalmente quando há tanta informação desnecessária. Sendo mais sucinto, tenho certeza que o autor conseguiria ter atingido seu objetivo com muito mais eficiência.

Sempre acreditara que a melhor coisa a se fazer pela vida era viver sem medo, e era exatamente como fazia.

Apesar disso, é um ótimo livro e recomendo a todos sem exceção (menos aos que não têm paciência, devido ao número de páginas). Principalmente a aqueles que amam o gênero steampunk e que lutam a favor das mulheres que não são meras donas de casa, e, sim, a força que molda o mundo.

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Publicado em 19/02/2014
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