Autor: Niel Bushnell
Editora: Jangada
Páginas:
 442
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Não sei se alguma vez vocês já leram algo que gira em torno de viagem no tempo, mas já posso adiantar que em todas as vezes que li boa parte da história é um pouco louca, confusa com tantas linhas se encontrando — afinal, o que é futuro, passado ou presente quando você não permanece em lugar algum?

O futuro nunca está escrito em pedra.

Bem, com esse livro não é diferente.  Em Túneis da Morte, o primeiro volume de uma saga  com uma boa dose de viagem no tempo, fantasia,  além de amizade e perdão, nossos protagonistas Jack e Davey devem lidar com uma realidade completamente mutável. Tudo começa quando Jack precisa enfrentar ficar longe de seu pai, que não presta, e ao tocar em um lápide incrivelmente acaba por voltar alguns anos no tempo, onde encontra um desconhecido que lhe diz que possivelmente ele é a chave para salvar um mundo que Jack sequer imaginou existir.

A partir disso, ele retorna ainda mais no tempo para tentar entender porque seres estranhos o perseguem e querem capturá-lo. Agora em plena Segunda Guerra Mundial, Jack lida com os problemas já conhecidos da época enquanto conhece um novo mundo onde seus piores pesadelos são realidade, o mesmo mundo que pode fazer realidade seu maior sonho.

Esse livro me lembrou tanto um outro que li que até senti uma certa nostalgia. Não, eles não são similares ou plágio, mas uma particularidade do gênero viagem no tempo nunca mudará: aceite o que acontece, é confuso, voltar ao passado e ter a possibilidade de mudar o futuro e até seu próprio nascimento é uma possibilidade, um inimigo antigo amanhã pode se tornar um grande aliado, assim como um grande amigo pode causar uma das maiores traições, e lide com isso para se safar de uma boa dose de dor de cabeça. Pior, em Túneis da Morte vários mundos são apresentados, como é comum acontecer em fantasias, e mencionar termos que só existem no livro nem vale a pena porque, sério, vocês não vão entender, mas Niel Bushnell soube construir e moldar peça por peça ao ponto de resultar em algo completamente cabível e gostoso de se conferir.

Claro que há alguns buracos que ficaram para serem preenchidos, mas nada que uma sequência não resolva, o problema, acredito, é se posicionar para um fim. Eu, como grande parte dos leitores, imagino um final feliz, mas ver isso acontecer nesse livro onde o passado, presente e futuro se entrelaçam em vários nós é difícil. Afinal, onde exatamente está o felizes para sempre? Ele já aconteceu em alguma realidade paralela? E se vai acontecer, isso muda o futuro que já aconteceu? Confuso e dor de cabeça na certa, como já disse, e colocações filosóficas a parte o que posso dizer é que sim, o livro está longe de ser épico, um cinco estrelas, mas ao mesmo tempo ele pode chegar lá, o autor envolve o leitor para que cada vez mais a vontade de saber o que Jack tem de tão especial aumente, e se, em fim, ele amadurece o suficiente para perceber que algumas coisas, infelizmente, não podem ser alteradas, por mais poderoso que você seja.

“Eu vou viver para sempre!”
“Não deseje uma coisa dessas. Mesmo livros grandiosos sempre acabam, e eles são melhores por causa disso. Você acha que uma bela história fica melhor se ela nunca terminar?”

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Publicado em 25/06/2014
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