Autor: Shelly Crane
Editora: Kindle Edition
Páginas:
 193

Uma das minhas promessas de ano novo foi não procurar novos New Adults, só continuar as séries NA que eu já estava lendo. Brincadeiras a parte, eu não procura por mais NA MESMO. Mas na minha caça de livros para ler, eis que me surge um que a sinopse me chama atenção, um NA. Bom, pela sinopse parecia fugir no mesmo blábláblá de sempre, então dei uma chance. E graças a esse livro posso dizer que comecei minhas leituras do ano muito bem. Pois mesmo sendo um NA, ele consegue fugir do roteiro padrão… sim, tem um casal onde ambos são ‘quebrados’, mas não no usual dos NA. Dou minha cara a tapa por ter ficado com um pé atrás, a escrita da Shelly é muito boa, fluida, objetiva, enfática onde precisa, detalhada quando necessário. Os personagens bem construídos, elaborados e mesmo sofridos, guerreiros.

As vezes, saber quando se deve deixar ir é tão importante quanto saber quando se deve segurar firme.

Em Wide Awake que é o primeiro de uma saga que leva o mesmo nome conhecemos Emma e Mason. Emma sofreu um acidente, ou melhor, Emma foi atropelada e deixada para morrer, ficando em coma por seis meses. Quando finalmente Em acorda, ela não lembra de nada, mas nada mesmo, ela não sabe quem é, como ela é, onde ela está… nada. Seus músculos fracos por ficar seis meses na cama, e é aí que entra o Mason, ele é terapeuta ocupacional e trabalha no hospital onde Em está internada, ele que acompanha as conquistas dela, o processo dela de voltar a andar, de reconquistar parte de sua independência. Só que um cai pelo outro, para a Emma, é algo gradativo mesmo que rápido, e para Mase também. Mas, como em todo romance existem barreiras aí, e a principal delas, a que é de vital importância é a memória da Emma.

Parecia que estava chegando em uma encruzilhada. Um momento de ir em frente ou retroceder. Uma situação de direita ou esquerda. Eu precisava sair deste lugar e começar a tentar descobrir o que eu realmente queria. Tentar ser uma garota que eu não conheço, ou tentar ser feliz e viver  a minha vida como a garota que eu sou agora. Eu não tinha nem ideia de como resolver esse problema, ainda.

Em resumo, sem dar ou pelo menos tentando não dar muito spoiler. Emma luta com a questão de quem é ela, e cara, como dói ler esse processo dela. Mase tem seus fantasmas, e um irmão que por fugiu de casa e se tornou um viciado, pesado mesmo. É lindo ver o desenrolar da história, as conquistas individuais de cada um e deles como um casal. Sem contar com a reviravolta na trama, que não é uma, mas algumas. Enfim a personagem da Em me tocou, muito, e admito que se ela fosse a pessoa que era antes do acidente, ou tivesse uma amostra de como ela era realmente, não a fachada, seria muito interessante, afinal, ela era a queen beeatch da escola. Sim, a Em ainda está no ultimo ano do ensino médio e o Mase formado com uma super sobrecarga tanto emocional, como de responsabilidades.

O que realmente me chamou para ler esse livro, foi a amnesia da Emma, a luta dela para se encaixar em uma família que buscava a garota que ela era antes, uma que ela não conheceu, a transformação e amadurecimento dela é… lindo. O livro é inteiramente narrado por ela, tirando uma parte de epilogo que o Mase narra. Esse casal me conquistou, não tem nada de doentio, absurdo, ou destrutivo… é uma combinação de companheirismo, amor, amizade, conquistas e dedicação. E palmas para Crane que soube passar isso, e nos deu esse uber livro.

Fato inútil número dezessete

Maçãs são mais eficientes que cafeína para despertar.

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Publicado em 23/01/2014
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Comentários
  1. Renata Mota disse:

    Amei a indicação!! Onde posso encontrá-lo pq no site que a Aline passou não achei o arquivo 🙁

  2. Daniel disse:

    Poderia colocar nos livros em ingles o nivel de dificuldade da leitura?

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