Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro 
Páginas:
 192 
Classificação:
5/5 estrelas

Há pouco mais de um ano, resenhei esse livro pela primeira vez, uma escolha após a escrita de Abbi Glines me conquistar. E, uau, que livro, como new adult deixa pouquíssimo a desejar, mas hoje, meses depois, o encanto passou um pouco, principalmente após a catástrofe que foi o segundo livro. Claro que ainda vibrei com a Arqueiro publicando-o. Fora o capricho, sei que dificilmente vão deixar essa autora de lado após o sucesso que os livros vão fazer no coração de muitos brasileiros.

Em Paixão Sem Limite, Blaire passou os últimos três anos cuidando de sua mãe com câncer. Após perder sua irmã gêmea em um acidente, e seu pai sumir de suas vidas, ter que enfrentar sozinha a morte de sua mãe deveria ser o pior acontecimento de sua vida, mas até aí ela não contava em conhecer Rush Finlay, nem com os segredos que ele escondia.

Será que a minha vida sempre será tão cheia de perdas?

Rush é filho da nova madrasta de Blaire, e seu pai é um famoso rockstar. Acostumado a ter tudo, ele é mimado e lindo, e quando Blaire aparece em sua porta ela é tudo que ele não esperava. Ela não só teve que dar forças e lutar junto com sua mãe, como também possui porte de arma e carrega uma nove milímetros em sua bolsa. Mas, apesar de ela ser diferente e ele estar cada vez mais atraído, ele não está disposto a criar laços.

O amor não é suficiente. Todo mundo sempre diz que o amor é suficiente. Não é. Não quando sua alma está quebrada.

Li esse livro após recomendar Breathe dessa mesma autora, tão doce que o leitor corria risco de pegar diabetes ao lê-lo. E eu esperava o mesmo de Paixão Sem Limites, mas dessa vez me enganei feio. Esse livro não é o romance fofo que eu esperava, não é uma história bonita, e eu digo aleluia por isso.

Rush não é e nunca será um Príncipe Encantado.

Rush é sexy como o inferno, e Blaire é uma garota forte que faz o possível para não se lamentar e fazer o melhor com o que a vida lhe oferece. Ambos foram protagonistas de uma história tão boa e caprichada que é impossível não se envolver, não achar o pai de Blaire um idiota, e ficar triste pelas escolhas de Rush, e, no final, terminar o livro com a certeza que o destino foi uma puta com Blaire.

Era isso. O vazio deveria doer? Quando é que a dor vai embora?

Tem escritoras que escrevem bem, estão na alma delas, acho, mas tem outras que simplesmente se superam, e esse foi o caso de Abbi Glines. Ela é capaz de escrever um clichê e fazê-lo vender, disso não tenho dúvidas, mas quando ela decide ir além, ela faz com gosto. Outra coisa que adoro nela é que ela entende que há vários públicos e cada um de seus livros/sagas é voltado para um, mas, sinceramente? Se foi Glines que escreveu, pode se jogar.

— Elas agora têm uma a outra.

— Quem você tem?

— Eu tenho a mim mesma. Descobri há três anos, quando minha mãe ficou doente, que desde que eu tenha a mim e não esqueça quem sou eu estarei sempre bem.

Esse livro não é indicado para menores de 16 anos.

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Publicado em 06/01/2014
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Comentários
  1. Gileide disse:

    Gabrielle sou louca pela Abbi Glines, e por seus personagens!!!
    O Rush então, é de matar e morrer, fiquei feliz demais quando soube que seria publicado aqui!!

    Bjs

  2. Gabriela disse:

    Uau!!! Se eu já estava animada para lê-lo, agora, com certeza estou mais ainda.

  3. Bia disse:

    Péssimo livro, péssima escrita, péssimos personagens, péssimos diálogos, enfim, péssimo tudo.
    Esse foi o pior livro que tive o desprazer de ler, um livro sem pé e nem cabeça e até hoje não entendo o porquê de todo esse sucesso.
    A mocinha… Bem, não consigo achar em meu vocabulário um adjetivo que defina essa principal. O mocinho, sempre arrogante, só conseguiu demonstrar o seu “carinho” pela protagonista nas últimas páginas. Não sei como tive o sangue frio de chegar ao final da estória, creio que o que fez o livro vender foram as cenas de sexo, mas o romance sinceramente foi péssimo, não consegui criar simpatia por nenhum personagem e sim, depois de ler centenas de livros, cheguei a conclusão de que Paixão sem limites foi de longe o pior livro que li em minha vida.

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