boneco de neve

Autor: Jo Nesbø
Editora: Record
Páginas:
 420
Classificação:
 4/5 estrelas

Um thriller de tirar o fôlego, onde é impossível saber quem é o verdadeiro culpado e quem é o mocinho, o mais novo livro de Jo Nesbø com o personagem Harry Hole promete viciar novos leitores enquanto leva a loucura quem já era apaixonado pela escrita do autor.

Em uma noite fria de novembro, um garoto acorda para encontrar um boneco de neve e descobrir que sua mãe desapareceu. E quando outro nevada acontece e um boneco de neve com a cabeça de uma mulher é encontrado, o cenário é pior do que esperado inicialmente. Oslo, na Noruega, está em pânico com os recentes desaparecimentos que vem ocorrendo, e esse logo se torna o mais recente caso do inspetor Harry Hole.

Aparentemente, o boneco de neve é a peça chave para encontrar o assassino das mulheres, mas o caso se mostra mais pessoal com a carta anonima recebida pelo policial e os desaparecimentos, conforme os pontos são ligados, se mostram bem mais antigos do que esperado. O serial killer aparentemente é um psicopata esperto, onde as pistas levam a lugar nenhum e, logo, fica difícil distinguir quem é o verdadeiro culpado.

Enquanto isso, Hole também precisa lidar com sua vida amorosa e com um provável romance, mesmo quando sentimentos por uma antiga paixão não tenham desaparecido como um passe de mágica. Sua vida, que já era um caos, está em um declive escorregadio, e parece só piorar.

Para quem ainda é novato na escrita do autor — esse é o sétimo livro envolvendo o personagem, apesar de não ser obrigatório ler na ordem –, inicialmente, talvez, haja  uma dificuldade em pegar o tranco e se acostumar com os nomes diferentes, além da cultura na Noruega ser bem singular se comparada a nossa, mas nada que impeça a leitura e, pouco a pouco, dá gosto conferir o mais novo mistério criado por Nesbø.

É tudo tão crível que dá para sentir o medo e o frio, a situação pavorosa que as mulheres passaram, enquanto nós, e o próprio protagonista e sua parceira, tentam montar o quebra cabeça que se revela e entender qual a ligação entre todos os casos e quem assassinou e por quê.

Os personagens também foram realmente bem construídos. Hole não é perfeito, muitas de suas atitudes são bem idiotas. Na verdade, o ponto mais forte do personagem é exatamente esse: ele não é perfeito, nem almeja isso; e não só ele como outros personagens entram em conflito com o que acreditam e o que deve ser feito, e adorei. Adorei a forma como o autor mais uma vez trabalhou os valores humanos, a luta entre o bem e o mal e que é característico dos humanos serem falhos.

Os escritores nórdicos mais uma vez provaram que, quando o assunto é suspense, eles são os melhores. Ainda não é um Stieg Larsson, mas dá para sentir que Jo Nesbø está a um passo de chegar lá.

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Publicado em 08/11/2013
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