Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação por Rafa e Gabrielle: 5/5  estrelas

Essa é uma resenha DUPLA. Em vermelho estão os trechos de Gabrielle e em preto Rafael.

‘Quão difícil pode ser resenhar Cidade das Almas Perdidas?’ Um dia inocentemente eu me perguntei. Muito. Esse é o quinto e penúltimo livro da saga Os Instrumentos Mortais (ou TMI pros íntimos hehe) então suspendemos apresentações.

FINALMENTE estamos chegando ao fim do Ciclo JacexClary. Antes uma trilogia, parte dos leitores que acompanhavam a saga desde o início ficaram loucos com essa ideia da, ora amada ora odiada, Cassandra Clare, aumentar para seis livros, eu inclusive. Mas é difícil dizer adeus, assim como é difícil aguentar mais desse lenga lenga entre o casal de protagonistas.

[pode haver SPOILERS adiante pra qualquer outro livro da Cassandra, vai saber né]

Nesse livro, Clary esta atrás de seu ex—irmão, e atual namorado, Jace, depois dos eventos nada felizes de Cidade dos Anjos Caídos, e acabamos por descobrir que Jace esta… mudado. Ele e Sebastian estão ligados de maneiras profundas, a ponto de, se Sebastian se cortar, Jace sangra juntamente. Para piorar, agora está sob influência de  Sebastian que esta de volta do túmulo.  Sim, como Cassie Clare gosta de ressuscitar personagens, diga-se de passagem.

A Clave não esta nada feliz com isso, então Clary e seus amigos e agregados resolvem entrar nessa busca por si só.  Será que a Clave pouparia Sebastian, apenas pra não ferir um de seus iguais? O que seria sacrificar um dos seus, que aparentemente esta agindo em conjunto com o mal, pra deter um demônio que vem causando muitos distúrbios pros Caçadores de Sombras? Pior, o apocalipse está próximo e tudo indica que Sebastian está orquestrando-o. Então lá se vão nossos amigos, Simon, Isabelle, Alec e CLARO, ÓBVIO, Magnus *glitter* Bane (coração com a mão). Clary, sozinha, entra em um jogo perigoso, enquanto o Time do Bem busca ajuda e respostas em paralelo, se envolvendo em aventuras como invocar demônios até Anjos perigosos. E tudo que podemos dizer é que a coisa vai ficar feia…

Bem, esse livro foi mais um jogo de emoções. Por um lado, eu odeio tanto Jace. Não estou levando em consideração os motivos por trás de suas maquinações, assim como com Will em As Peças Infernais, mas vale salientar que deve ter algo de errado com esses Herondale, e tudo que eu desejava no início desse livro era um personagem como Jem, meu amor, para equilibrar a balança. Como tal pessoa não apareceu, os outros casais de protagonistas mais do que brilharam e deram um show para compensar o fato de Jace e Clary e a briga incansável deles contra o mal.

Eu nem preciso dizer que esse livro é extremamente intenso, argh!, até agora é meu favorito, ocupando o lugar de Cidade de Vidro, e aqueles que ainda temem em dizer que Cassandra devia ter parado no terceiro, só digo uma coisa: step back, bitches… Clary continua a mesma, com todos aqueles ‘defeitos’ que todos parecem julgá-la, de só fazer burrada, impulsiva, cabeça dura etc… Enfim, que blues dizer bem verdade, eu GOSTO demais da Clary e suas personalidade, acho ela corajosa pra c*ralho —desculpem— e muito inteligente. Jace nesse livro esta muito bleeeeehhh, demais demais mesmo! Eu confesso gostar dele também, mas sinceramente… Mas não se assuste! O brilho todo do livro ofusca essa chatice e você passa por cima, pois Sebastian cobre essa falha. Ah, Sebastian. —olhos brilham, coração acelera, duo frio, me contraio todo… Hmm, esquece…— EU GOSTO DO SEBBY ME JULGUEM, SOCIEDADE!

Sebby é mau. Muito mau. Deixa Valentine no chinelo, rsrsrs (I miss u papai Valentine). Enquanto Valentim era apenas um fanático com uma visão limitada e muito do preconceito, Sebastian é um demônio. De verdade. Sem amor, arrependimentos e limites. I LOVED.

Já eu não posso dizer muito do Sebastian. Eu adoro como ele é todo complexado com a família dele, a paixão doentia pela irmã, ele é tão intenso e o melhor arquivilão da autora até agora. Sempre que leio um trecho com ele fico imaginando formas dos produtores da adaptação (que foi medonha, diga-se de passagem) estragar algo tão perfeito, porque eles estragam. Se conseguiram com o Jace, conseguem com ele também. Outro personagem que tem todo meu amor é Simon. Aaaah, Simon… ele é tão, tão, tão, aaah. E continua melhor, acontecem coisas nesse livro que me deixam com a pulga, sinto que pode acontecer algo bem ruim com ele no próximo livro,  o que só me deixa mais louca para lê-lo. Já os casais, de todos os draminhas passados, Magnus e Alec foi a dupla que mais me condoeu. Ainda estou sofrendo e sinto que o próximo livro será épico em grande parte por causa deles. Vamos ver…

Cade os Sizzy shippers de plantão? Pois é, temos muito Sizzy nesse livro, algumas situações desagradáveis, mas Isabelle esta começando a desmoronar também. E Malec? Ah Malec… —  suspira tristemente. Tive vontade de dar um chute cruzado que nem da Syndel em Mortal Kombat III (nerd moment) na cara de vários personagens nesse livro, entre eles: a Clave toda, Alec, Maureen (lembram dela? Pois então…), Camille, Jace, Azazel, Magnus,  entre outros, apenas por indignação.

Temos algumas coisas novas e interessantes nesse livro, como as Irmãs do Ferro, introdução de personagens que futuramente ganharam mais destaque (quem acompanha a Cassandra sabe que ela pretende escrever mais algumas séries sobre os Caçadores de Sombras, a mais próxima sendo The Dark Artifices em 2014 se não me engano …), como o pequeno Jules Blackthorn que tem uma pontinha no começo do livro, com sua irmã, Helen — que faz par com Aline Penhallow e formam assim o meu OTP master… Só isso. Se você, assim como eu um maníaco do parque, sentiu falta daquele INCESTO, ele está de volta amigos. CORRAM!

Eu sei que essa resenha está um pouco longa, mas esse livro não merece nada menos que isso. Cassandra Clare novamente mostra porque vende tanto apesar de tudo e que Os Instrumentos Mortais PRECISAVA SIM ser estendido, é como um ciclo se fechando e para isso é preciso acabar com todas as pontas. Antigas decisões retornam em busca de satisfação, o passado bate de frente com o presente e cada um dos personagens deve se perguntar para onde eles estão caminhando com suas loucas decisões, se vale a pena o preço a pagar por tudo.

Leiam, leiam Cidade das Almas Perdidas o mais rápido possível! Já se preparem para fortes emoções, corações partidos, lágrimas, sangue, ação, risadas, e um puta clímax no final que forma um agonizante gancho pro último*enxuga lágrima* livro, que só sai em Maio de 2014.

Preto para caçar pela noite,
Branco é a cor da tristeza e da morte.
Ouro para a noiva a caráter vestida,
E vermelho é a cor de invocar um feitiço.

ps: prefiro em inglês, porque isso é uma rima de caçadores de sombras e bem… Tem que rimar!

“Black for hunting through the night,
For sorrow and death.the color is white.
Gold for a bride in her wedding gown,
And red to call enchantment down.”

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Publicado em 30/10/2013
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