Bruxos e Bruxas

Autor:  James Patterson e Ned Rust
Editora: Novo Conceito
Páginas:
 288
Classificação:
 2/5 estrelas

E quando você pensa que não há como uma saga ficar mais escabrosa, sem sentido e charme algum, me aparece o segundo volume de Bruxos e Bruxas para provar que tudo é possível, até mesmo um grande autor como James Patterson manchar seu nome com uma saga tão medíocre.

Nesse segundo livro, continuamos acompanhando a história dos irmãos Allgood e sua incansável luta contra o Único Que É O Único — alguma relação com Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado? Não? Certeza? Okaay.  Entretanto, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos…

Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor… Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty… Ou para, finalmente, matá-la.

Eu imagino que essa saga surgiu a partir de um desejo de James Patterson de reunir em alguns poucos livros tudo o que os jovens mais amam ler: distopia, fantasia, magia e paranormal. E ele deve ter pensado “oh, que ideia brilhante,” e até poderia ser, mas então ele decidiu que com tantos projetos os livros seriam escritos com co-autores e, sinceramente, hoje, me pergunto se ele lê antes de dar seu aval para a publicação.

Atualmente dividida em cinco livros, nessa segunda parcela o que encontramos é uma história que não avança muito, correndo em círculos e mais círculos e, sério, para onde estamos indo, caros autores? E então temos um humor barato, que em certos trechos até me fizeram rir, mas que no geral mostra-se bastante forçado. Não bastasse isso, o toque final, e que vem me incomodando desde o livro anterior, é o cenário sem eira nem beira, onde espera-se que acreditemos em todas as mirabolices inventadas, onde tudo aconteceu em um estalar de dedos, sem um real trabalho por parte dos escritores. Sério, se eu saísse de casa amanhã e falasse para alguém “se esconda pois um regime autoritário quer te matar”, na melhor das hipóteses eu levaria uns tapas bem dados, na pior eu seria encaminhada para um local onde pessoas especiais tomam remédinho e mal se recordam do próprio nome.

A sensação é que todos os ingredientes foram juntados — a distopia, romance, bruxaria e fantasia — e jogados ao enredo. Aliás, o romance é algo que nem merece espaço aqui nessa resenha. O mais triste é que não li outros livros do autor e temo que sua imagem esteja irremediavelmente manchada em meu jovem coração.

Então, meus caros amigos, o que eu posso dizer, em poucas palavras dessa saga é: James Patterson, onde você estava com a cabeça?

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Publicado em 18/10/2013
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Comentários
  1. Paulo disse:

    A-LE-LUI-A! Achei que só eu estava com um pé atrás em Bruxos e Bruxas. Todo mundo amando e eu… bem, eu de boca fechada. A escrita é incrivelmente besta, coisa que alguém de 14 anos escreve. Os personagens são forçados e é tudo uma bagunça.

  2. Jonathas Augusto Ramos Viana disse:

    ola, me chamo jonathas e há muito, acompanho esse blog e gostaria de entrar pra equipe de resenhistas pq adoro fzr resenhas. Gostaria q considerassem a proposta e me informassem. mto obrigado, desde já agradeço

  3. Lara Duarte disse:

    Olá!! Parabéns pela resenha! Eu estava com uma esperança muito grande de este livro ser melhor que o primeiro, uma pena que foi pior.
    Li apenas um livro do autor do qual gostei muito, mas Bruxos e Bruxas me decepcionou. Não tenho vontade alguma de ler a continuação.

    Beijos

  4. Mareska disse:

    Eu sei onde ele tava com a cabeça, mas acho melhor ficar quieta. Nem me dei ao trabalho de pegar esse segundo pra ler. Essa série começou horrível e agora é só ladeira abaixo. Sério. Impossível salvar esse negócio.

  5. André disse:

    James Patterson deixou de ser um escritor e passou a ser uma empresa. Muitos livros publicados com o nome do mesmo. Que escritor conseguiria escrever tantos em tão pouco tempo? Só conheço o Stephen King. A qualidade cai, mas os número na conta bancária crescem.

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