Autora: Ali Dean
Editora: Kindle Edition
Páginas:
 238
Classificação:
 4.5/5 estrelas

 

Sabe quando você corre, foge, corre mais um pouco, tudo isso tentando mudar algo… um sentimento, que é mais inoportuno e cruel que o melhor que você pode fazer é esquecer, seguir em frente e aceitar. Só que nem sempre os planos saem como planejados, porque tanto seus sentimentos são mais forte que imaginava, quanto o estímulo se mantêm ali, ou seja, ele não permite que você siga em frente. É por isso que a Pepper Jones passa, é isso que ela tenta fazer, depois de doer tanto. Ela quer se focar nas competições de cross, ela quer ser feliz, mesmo que isso signifique sem ele.

Digam olá a Pepper e a Ali Dean, autora de Pepped Up… e uma fofa!

“Por outro lado, parece que fico me consumindo por alguém que não irei ter, mas ainda, ele é o meu amigo mais antigo e eu sei que ele se importa comigo.”

O livro nos apresenta dois lados do ensino médio, o convencional, aquele que os olhos de todos vêm, e o submundo, que poucos tem acesso, onde a questão de poder, controle e força são vitais. A Pepper vive no convencional, é uma boa aluna, uma atleta muito boa, sendo até mesmo reconhecida por isso, com uma pressão em relação a isto nas suas costas. Já seu melhor e mais antigo amigo sem contar crush, Jace Wilder babe aqui,  vive em algo mais… selvagem. Ele é do grupo dos populares, os dois não se misturam na escola, mesmo que tenham crescido juntos. Só que o lado selvagem dele é mais profundo. Enfim, a Pep não sabe o quão selvagem o Jace realmente é, tudo que ela sabe é baseado em fofocas fofocas sobre orgias e festas uber selvagens… roar, e ela convive relativamente bem com seus ‘sumiços’. Mas, quando ela percebe o que realmente é a verdade, é como se tirassem o chão dela, e de repente ela entende que não conhece verdadeiramente o Jace. Então entre choques com a realidade, decepções, desentendimento, a Pep ainda tem de lidar com a pressão em relação às corridas, a sua meta principal, o campeonato nacional. Ela não precisa de mais dor, ela precisa se focar.

“Até lá, eu preciso me focar em estar saudável, não me machucar e permanecer no plano de treino. E o plano não inclui Jace Wilder.”

Bom, a Pep coloca o Jace na parede em relação a eles, ao que eles são, testando na pele se ele realmente não sente o que ela sente por ele. Afinal, ela sempre pensou que ele tinha vergonha dela, até que surge uma ameaça de fora e as coisas ficam um pouco loucas. E mesmo tendo a prova física que ele sente, ele a rejeita… e aí, as coisas passam a mudar totalmente, ainda mais quando ele confirma o quão selvagem, com quem e com o que ele lida, o submundo dele, que ele sempre escondeu dela. Os dois se afastam, mudam, as coisas mudam, ela tenta levar e ele vai para a beirada, para o limite, existindo a possibilidade de se perder. Rola uma intervenção de um amigo que os dois tinham quando cresciam, mas se afastaram. Entretanto, as coisas começam a mudar de novo, a Pep tenta seguir em frente e o Jace… bom, ele tem medo de perder ela.

“Eu posso ainda estar entorpecida, mas eu sei como se parece um fora do Jace Wilder. Eu vi ele fazendo isso muitas vezes. Mas nunca comigo.”

Admito que me surpreendi com esse livro, afinal, ele pode parece o mesmo do mesmo, mas ele consegue ser diferente, se destacar… eu gostei, mesmo. Achei legal da Ali colocar a questão de drogas, do submundo, por mais que eu fiquei beeem curiosa para conhecer esse mundo pelos olhos de alguém que estava ali dentro, pelos olhos do Jace. Daria uma enriquecida bem grande tendo o POV dele, ainda mais intenso como ele é. E talvez matasse a falha que eu senti no final, acredito que daria os pontos para fechar o buraco que ficou ali. Achei o livro quase que inteiro, bem dramático e intenso, só no final, eu senti como se tivesse perdido um pouco dessa dramaticidade e intensidade no final, isso que me deixou um pouco… perdida no final. Só que assim, eu ri, tive vontade de chorar, de bater no Jace e na Pepper. Valeu a pena. Mesmo eu tendo um pé atrás em relação à triângulos amorosos, ele não chega a realmente acontecer, e não existe uma real indecisão da Pep, mas sim uma vontade de mudar, de seguir em frente.

Ali, obrigada pelo livro e parabéns… mas pensa em fazer o POV do Jace.

“Engulo em seco. Isto até pode ser verdade. Mas não é sobre mim. É sobre controle. Sempre é.”

 

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Publicado em 09/10/2013
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Comentários
  1. Tamires disse:

    Nunca tinha ouvido falar do livro, amei sua resenha super bem elaborada! Parabéns!
    Gostei do fato do submundo e sair um pouco do convencional, acho que da uma enriquecida boa no livro, gostei da temática que memso sendo algo bem comum, tem uma pitada de tudo e mais um pouco que deixa o livro gostoso de ler.
    Não acredito que seja um best seller, claro, mas talvez me renda umas boas horas de leitura agradavel!

    beijos.

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