Autor: José Louzeiro
Editora: Prumo
Páginas:
 232
Classificação:
 4/5 estrelas

Aracelli era uma menina de oito anos de idade, aparentemente contente com a vida que levava. Ela ia à escola todos os dias e os pais a aguardavam sempre no mesmo horário. Porém, um dia ela não voltou mais. Sua mãe já começava a ficar preocupada. Seu pai saiu  procurando-a em todos os lugares possíveis da cidade. Alguns dias se passaram e nada de Aracelli, dada já como desaparecida. Quase uma semana depois, seu corpo foi encontrado nos fundos do Hospital Infantil de sua cidade, Vitória. Foi nada menos que chocante o estado em que seu corpo estava: marcas de abuso sexual e com um ácido corrosivo para dificultar a identificação.

Logo que encontraram, seu pai foi identificar o corpo e, infelizmente, era a sua filha que tanto amava. Assim, começaram as investigações do assassinato de Aracelli. Sua mãe insistia em dizer que não era Aracelli quem jazia morta ali, o que acabou dificultando a solução do caso. Mas, logo seus pais desistiram da justiça e foram embora da cidade. E, então, conhecemos Rita Soares – uma cigana mãe de três crianças.  Ela estava decidida a encontrar os assassinos de Aracelli, e foi em busca do que queria.

Se até minha filha desaparece, por mais que goste dessa cidade, que me resta esperar? E se não posso esperar, pra onde poderei ir? Pra onde, se agora nem sonhos tenho mais?

No entanto, como todos sabem nem tudo é como queremos. No Brasil a justiça é algo realmente difícil de encontrar. E a impunidade do caso até hoje é revoltante. Com a narração da história podemos ver pistas sendo deixadas para trás, pessoas morrendo, pessoas importantes não sendo interrogadas… Fazendo com que até hoje a população brasileira não saiba o que verdadeiramente aconteceu com a menina.

Quando vi o livro pela primeira vez, confesso que fiquei receosa de lê-lo devido ao medo que senti ao ler sua sinopse. Imaginei como seria difícil conhecer a história real de uma menina tão inocente que teve sua vida tirada antes mesmo de poder viver. E a leitura não foi nada menos que isso, tudo o que eu imaginei da obra, foi o que realmente aconteceu conforme eu ia virando as páginas do livro.

Mas a verdade tem de ser arrastada para fora das águas escuras do lago, esticada na areia para que todos a vejam, ainda que tenha a forma mais nojenta de todos os moluscos. Ela é a mancha que ajuda a nos curar ou nos destruirá de uma vez por todas.

Em certo ponto de Aracelli, Meu Amor a história fica um pouco cansativa, mas, o que poderíamos esperar de um caso que depois de passado 40 anos ainda não foi solucionado? Só tenho a elogiar o jornalista maranhense José Louzeiro que foi comovido pela história de Aracelli e decidiu nos contar a história com clareza e sinceridade. Se você gosta de histórias reais e tem sede de justiça, não pode deixar de conhecer a história de Aracelli.

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Publicado em 19/08/2013
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