Autora: Salustiano Luiz de Souza
Editora: Novo Século
Páginas:
 248
Classificação:
 2/5 estrelas

Depois de descobrir que sofre de um câncer, Doutor Barnes – um famoso neurocirurgião –começa a desenvolver uma pesquisa com a finalidade se eternizar, afinal ele não quer morrer por causa de uma doença. Barnes está trabalhando de uma forma onde transforma os dados do cérebro humano em arquivos de dados, codificando-os de modo que possam ser copiados e possíveis de ser lidos em computadores. Barnes consegue até mesmo copiar todos os dados da memória que forma o ser humano!

Logo se envolve de tal forma com esse projeto que fica obcecado com a ideia de poder copiar informações de seres humanos e repassa-las, encontrando assim o tão querido para sempre. O doutor começa a esconder suas pesquisas, pois pretende ser sua própria cobaia  e não quer que ninguém o impeça. No entanto, ele não faz ideia do que essa escolha poderá fazer com ele e onde  poderá leva-lo. Será que a eternidade vale mesmo tudo isso?

Por não ser muito fã de ficção científica -– apenas uma exceção ou outra –, não esperava muito do livro ao ler sua sinopse. Sua premissa não me chamou muito a atenção visto que não sou atraída por histórias onde os personagens fazem loucuras como o Dr. Barnes para encontrar a eternidade, cirurgias, troca de cérebros, corações… E infelizmente, após a leitura, O Eterno Barnes não conseguiu me agradar.

Triste missão que nos foi confiada, a de tirar a vida dos demais para nos mantermos vivos. Somos os urubus da vida e nos refestelamos com a carniça da morte.

Em toda a história somos repetidamente turbinados com dúvidas da maioria dos personagens sobre de onde viemos e como surgiu tudo. Será que realmente existe um Deus? Era a pergunta que Dr Barnes mais se fazia, chega um momento que essas dúvidas junto com a sua obsessão pela pesquisa se tornam um tanto cansativas.

Alguns outros personagens aparecem, mas não é dada tanta atenção a eles. Como, por exemplo, Tatiana, Rosemary e Alexandre são alguns dos personagens que o autor poderia ter se aprofundado mais. Mesmo sem ser fã desse tipo de história, acredito que se o mesmo tivesse sido um pouco mais bem desenvolvido, com uma narrativa mais forte, uma linguagem mais fácil para quem não entende de medicina ou computadores, poderia ter sido um dos livros que tenho apreço de ler.

Afinal, o que é essa mágica palavra chamada amor, mais vermelho que a cor da rosa, tão cantado em versos, tão decantado em prosa?

Entretanto, você que ama o gênero e é fã de personagens que vão a busca do que querem sem medir consequências, pode ser que se você ser uma chance ao liro tenha uma surpresa mais agradável do que a minha.

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Publicado em 14/08/2013
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