Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Páginas: 155
Classificação: 3/5 estrelas

O mais novo livro de Marina Carvalho, publicado há alguns dias pela Novo Conceito em formato digital, é uma adaptação de A Megera Domada, do do dramaturgo inglês William Shakespeare, mas para quem ainda não conhece a peça é provável que você encontre o livro bastante parecido com 10 Coisas que Eu Odeio em Você, também uma adaptação do sucesso de Shakespeare.

Não quero te deixar em paz, não vou.

O romance envolve duas irmãs, Clara e Carolina. Completamente diferentes uma da outra, a vida na casa dessas irmãs não é fácil, com dramas diários a serem enfrentados pelo pai das meninas, Batista, que só quer o bem para as duas mulheres que mais ama no mundo. Entretanto, Clara quer namorar, sair e aproveitar o Ensino Médio enquanto ainda pode, e o empecilho que seu pai colocou para isso acontecer não será fácil de atravessar: ela só vai estar liberada para seus namoricos quando sua irmã mais velha arranjar um namorado também. Já Carolina têm preocupações maiores, como suas botas notas na faculdade, além de tentar ignorar que está longe de ser a filha preferida aos olhos do pai.

Bem, a partir disso vocês já devem fazer uma ideia de como a estória segue, afinal Heath Ledger levou as meninas a loucura na adaptação cinematográfica com seu papel de bad boy que deve conquistar a megera para que a irmã delicada e adorável possa finalmente sair com o cara mais rico e lindo do local. Mas Pedro, nosso garoto malvado em Ela é uma Fera!, não deixa nada a desejar (por favor, não deem bola para o cara na capa, não sei quem é aquele indigente, mas ele não chega aos pés do cara irresistível que a Marina descreveu no livro).

O primeiro pensamento a passar em sua cabeça foi: Domei a megera. Entretanto, em seguida, pensou: Sou um sortudo filho da mãe.

O que deixa a desejar, na verdade, são as poucas páginas, e já mencionei em resenhas anteriores que muitas vezes a culpa de um livro não tão bom é o pouco espaço que o autor teve para montar seu trabalho, acredito que esse também seja o caso desse livro. Tanto que demorou bastante para eu cair pelos personagens, não dava tempo pois a cada poucos parágrafos lidos já se passava para um outro cenário, com outro personagem em pauta, a sensação era de que tudo estava um pouco superficial demais. No início, me irritei com a futilidade de Clara e nem torci tanto assim por Caroline. Claro que com o desenrolar da estória isso foi mudando.

Também gostei muito de como foi abordados os sonetos de Shakespeare  e a ponta mais técnica que a autora jogou no enredo, um pouco do encanto da peça pode ser sentido nesse pequeno livro e dificilmente você não vai terminá-lo querendo conhecer mais dos sonetos e peças do dramaturgo. Gosto bastante quando isso acontece em um livro, quando o autor foca também em fazer seus leitores pensar que uma leitura mais clássica também pode ser bastante prazerosa.

Para quem sente falta da escrita de Marina Carvalho, esse livro dá uma palinha do seu talento e boa escrita, mesmo que sejam somente pouco mais de 110 páginas (no Kobo) para saciar a sede após cair de amores por Simplesmente Ana. O pai das meninas, quando aparece, se mostra super engraçado e um paizão, e Clara e Carolina são como quaisquer irmãs que, apesar das várias brigas, quando o sangue é colocado a prova, elas estão lá uma para a outra para o que der e vier.

Temia que, no momento em que pusesse as mãos nela. nunca mais conseguisse tirar.

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Publicado em 20/07/2013
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