Autor:  Mitch Albom
Editora:  Arqueiro
Páginas:
 240
Classificação:
 3/5 estrelas

Em O Guardião do Tempo, de Mitch Albom, o autor narrou, paralelamente, a história de três pessoas, uma completamente diferente da outra. Dhor é de um tempo antigo, onde o tempo ainda não era contado, e sempre foi obcecado por enumerar tudo, e esse foi seu maior pecado. Milhares de anos no futuro, temos Victor e Sarah. Um quer que o tempo passe mais rápido, outro quer que tudo pare. Mesmo sem nunca terem se encontrado, os três são peças chaves nas vidas uns dos outros.

A morte estava chegando.
Mas ela teria uma surpresa.

Dhor é uma pessoa pacata, sem muito interesse na vida, que de tanto enumerar percebeu que o início e fim do dia não eram decididos com uma guerra entre deuses, como muitos do seu tempo imaginavam, mas sim uma questão de horários fixos, posição da lua, etc, e por suas escolhas foi amaldiçoado a perdurar para sempre. Entretanto, um dia lhe é dado a chance de se redimir, e para isso ele deve encontrar duas pessoas e ensinar-lhes que o tempo deve ser compreendido.

Não posso me estender muito mais do que isso, porque esse livro é realmente curto, as páginas passam voando e em razão de o autor não se aprofundar muito fica complicado introduzir o livro sem soltar um ou outro spoiler. Aliás, é pela forma que Albom decidiu conduzir seu romance que acabou se mostrando difícil formar uma ligação com algum personagem. O Guardião do Tempo possui uma narrativa bem diferente, e não chegou a me atrair completamente.

Ferirmos a nós mesmos para infligir dor aos outros é só mais um modo de gritarmos pedindo amor.

Desde que descobri esse livro, ainda em 2012, eu também esperava uma grande fantasia, afinal o Pai Tempo é um bom assunto para se ter em mãos e trabalhar, entretanto o que eu encontrei não foi um livro que se aprofundou tanto na fantasia, e sim nos personagens evoluírem enquanto humanos, em entenderem a preciosidade que é dispor de tempo.

Eu adorei Dhor, entretanto Victor e Sarah deram um show de egoismo e futilidade, apesar de que no caso da garota é perdoável, pois ser adolescente não é fácil mesmo. Meu modo de ver esses dois últimos personagens só mudou mesmo com a conclusão da estória, e mesmo ela não tomando o rumo que eu esperava, eu gostei bastante das últimas páginas, de o autor nos fazer meditar que muitas vezes fazemos a diferença em pequenos detalhes.

Mitch Albom escreveu um livro que discute sobre o sentido da vida, de como a utilizamos e como nos achamos donos de nosso futuro. Ainda que eu não tenha achado o conjunto da obra tão bom, eu gostei de conferir como o autor colocou em palavras sentimentos como perseverança e amor.

— Só me diga… — a voz dela embargou-se. — Quando para de doer?

— Às vezes, nunca.

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Publicado em 03/07/2013
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Comentários
  1. Silvana disse:

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  2. bianca guimaras disse:

    Mitch com certeza é autor que deve estar na estante de qualquer leitor avido, esse livro vai pra lista!

  3. Vanilda Procopio disse:

    É a primeira resenha que leio do livro e achei muito interessante. Tem um toque de fantasia que me agrada muito e além disso, acho que dá pra pensar em algumas coisas da nossa vida. A narrativa tem um formato diferente? Será que isso deixa o livro m pouco menos atrativo?

  4. Yasmin disse:

    Nossa,o enredo desse livro é mto interessante.Adoro quando o autor discute sobre o sentido da vida e é verdade como nós,meros seres humanos, achamos que somos donos do nosso futuro. Vou querer lê-lo,com certeza. Bjo 🙂

  5. Rafaela S. disse:

    Gosto muito do Mitch Albom e já li dois de livros dele, A última grande lição (gostei muito) e As Cinco Pessoas Que Você Encontra no Céu. Eu gostei da escrita, faz o leitor dar uma avaliada na vida e olhar pra dentro de si. Adoro isso numa leitura! Estava louca pra ler O Guardião do Tempo, só é uma pena você não ter achado o conjunto da obra muito bom, mas acho que vou lê-lo mesmo assim.
    Beijos

  6. Gabriela disse:

    Eu já tinha visto esse livro em algum lugar o único problema é que eu não sei bem aonde… Talvez na Saraiva, quem sabem…
    Bem, enquanto eu lia sua resenha, gostei bastante do tema abordado, quero dizer, de o escritor mostrar o sentido da vida no livro, a evolução dos personagens, e deve ser por isso que me interessei pelo livro, acho que vou comprá-lo 😀

  7. Hannah disse:

    Pela sinopse não tinha parecido muito promissor, mas com o desenrolar da resenha até me empolgou 🙂

  8. Oliveira disse:

    Esse livro não me parece que iria me agradar, não animo de forma nenhuma lê-lo.

  9. Gabriella Alvim disse:

    Admito que o livro não me chamou a atenção, mas gostei dos quotes escolhidos. As palavras foram bem colocadas e isso chamou bastante minha atenção.
    Apesar de tudo, acho que me aventuraria a ler o livro sim, porém, não seria uma prioridade

  10. Não me interessei muito pelo livro.
    Bjs, Rose.

  11. Taís disse:

    não me interessei mt, n é minha cara

  12. Naty C disse:

    Quando vi a capa desse livro pensei que fosse um de auto-ajuda. E apesar dele não ser, o enredo em si não me animou muito a ler, e essa narrativa diferente que você citou não me fez mudar de opinião.

  13. Isabelle disse:

    A resenha não me deixou animada pelo livro, mas ainda sim o titulo me atrai demais! quem sabe algum dia.

  14. Nattacha disse:

    fiquei na duvida se gosto do livro ou não. Porque o autor escolheu um tema tão cheio de conteúdo para retratar no livro, mas não soube aproveitar isso da melhor forma possível. Por outro lado, gosto quando histórias paralelas são narradas num mesmo livro, é quase como se fosse dois/três em um dependendo de quando personagens temos xD e claro que é sempre bacana acompanhar a evolução humana. Mas não estou certa se esse seria o tipo de leitura para o meu momento, um dia quem sabe eu leio!
    :*

  15. Luiz Fernando disse:

    Saudações!

    Ao passear pela FNAC, avistei o livro meio perdido entre outros, e resolvi comprar. Darei início a leitura hoje, e após, voltarei para dar uma opinião. Tive boas referências a seu respeito.

    Abraços!

  16. Ruh Dias disse:

    Não gostei desse livro. Não diria que foi uma perda de tempo porque realmente o Dhor é uma personagem interessante, mas fico pensando que, se outro escritor tivesse desenvolvido a idéia, o produto final seria muito melhor.
    Ótima resenha, aliás. Realmente, é um livro difícil de contar sem dar spoilers, mas acho que você fez um ótimo trabalho.
    Ruh Dias
    perplexidadesilencio.blogspot.com

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