Autora: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Páginas:
272
Classificação:
3.5/5 estrelas

Começamos a segunda parte da Trilogia da Névoa com um tenente inglês em fuga para tentar salvar duas crianças da morte. Ele sabe que essa noite será seu fim, mas antes de partir para o destino incerto que é a morte ele espera salvar os filhos da mulher que sempre amou. E quando ele entrega as crianças para a avó, Aryami Bosé, ela acaba por decidir separar os bebês, e enquanto Ben é mantido em um orfanato, sua irmã Sheere leva uma vida errante junto a sua avó.

Já não tinha nenhuma esperança, nenhum motivo para seguir vivendo.

Dezesseis anos depois, o homem que perseguiu as crianças está de volta, e dessa vez não pretende ir embora de mãos abanando. Os irmãos, com a ajuda dos seis amigos de Ben, que formam a Chowbar Society, começam uma busca para tentar entender o passado dos pais dos gêmeos e o que aconteceu para que uma ameaça mortal pairasse sobre a família. O que eles descobrem é uma tragédia que acabou com a vida de centenas de crianças, queimadas na inauguração de um projeto feito pelo pai dos gêmeos, e então os adolescentes começam uma aventura pelos labirintos da história para entender a maldição e o que o homem que os persegue tem haver com tudo isso.

Mais uma vez a maldição do segundo livro toma força, e, diferente do livro anterior, O Palácio da Meia-Noite não me conquistou tão facilmente. O livro é maior, e toda a ação e aventura só foram tomar força lá pela metade da obra, enquanto isso eu tive que aguentar muita explicação que só me deixou ainda mais confusa, principalmente porque eu tentava mesclar a história do livro anterior com a atual.

Entretanto, são varias as diferenças com o livro anterior. Além de se passar em uma época diferente, anos antes dos acontecimentos com a família Carver, o cenário também é completamente diferente: Calcutá, na Índia. Ou seja, a cultura e religião é diferente, e vemos uma cidade baixo a miséria, e foi isso que me deu força para seguir em frente. Tem lugar melhor para constratar o bem e o mal senão uma cidade permeada de miséria e desperança? Foi para essa batalha secular que o autor voltou suas forças, e, mesmo que ele tenha esquecido que um livro também é feito de bons personagens, eu gostei do resultado final.

Houve um tempo em minha vida em que acreditava que nada tinha mais força do que o amor. É verdade que o amor tem força, mas ela é minúscula e empalidece diante do fogo do ódio.

Mais uma vez Zafón nos apresentou uma história cheia de mistérios, com um cenário tão bem descrito que você se sente jogado na trama, em certos momentos eu jurava estar ouvindo vozes de crianças gritando também, mas ainda não é a escrita genial pela qual o autor ficou conhecido, mas é visível que ele estava chegando lá, e até mesmo sua performance mediana emocionou e trouxe lágrimas aos olhos ao falar sobre sacrifícios e amizade.

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Publicado em 02/06/2013
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Comentários
  1. AI, Gezuuis, eu ainda não li nenhum livro desse homem. Tô com dois aqui pra ler, mas queria terminar o q estou lendo. rs

  2. Eu posso dizer que adoro o Zafrón, a forma como ele escreve é mais que perfeita! Estou ansiosa por comprar este livro:)

    bj,
    easypeasyag.blogspot.pt

  3. bianca guimaras disse:

    interessante….

  4. Naty C disse:

    Eu já não crio mais expectativas por segundos livros, pq decepção é o que mais acontece. Uma pena que esse livro não é tão bom, mas acho que essa habilidade do autor de narrar cenários tão bem deve ajudar muito na leitura.

  5. Mônica Oliveira disse:

    Ainda não li o primeiro livro então não tenho muito o que opinar da história , além de mostrar pela sua resenha que a história perdeu um pouco da magia e envolvência do primeiro..Não que seja ruim..só que detalhes demais acaba estragando a obra.

  6. Cristiane Silva disse:

    Eu querooo! Roendo os dedos pra ler esses livros dele, são tão legais! Adorando as resenhas dele, dá vontade de ler. Mesmo que não seja o melhor dos melhores é bem legal.

  7. Juliana Jesus disse:

    Eu não sei ainda se quero ler os livros de Zafon, parece bom, mas parece que falta algo que me conquiste. Tenho que achar alguém que me empreste pra ver se vale a pena comprar.

  8. Amanda Ishi disse:

    Ainda não li o primeiro livro, mas ele parece muito bom de acordo com algumas resenhas que eu procurei ler, e apesar dos probleminhas o segundo também parece ser muito bom.
    Beijoos

  9. paulino disse:

    Nunca li nada do Zafón :oo , mas sou super interessado em ler livros deles vc acha q eu deve ler n ordem que ele escreveu ou na ordem lançada aquei no Brasil?

  10. Gabriella Alvim disse:

    Nunca li nada dele, mas estava bastante curiosa com esses livros. Parece ser interessante e fiquei ainda mais ansiosa por saber que a história é bem descrita

  11. Ainda não li nenhum livro da série, mais fiquei muito curiosa a respeito. Vou pensar seriamente se vou ler esse e os outros. Sua resenha me deu animo em conhecer. Beijos.

  12. Tenho todos os livros do Zafon em casa, mas ainda não li por preguiça, pois falta de comentários positivos não é. fico triste de ver uma nota baixa e isso vai fazer eu deixar os livros dela um pouco mais de tempo parados na estante.

  13. Nattacha disse:

    Poxa fiquei triste que a nota desse livro foi mais baixa…. Na verdade acho que foi expectativa demais para um segundo livro né, que pelo que andei lendo, não é bem uma série isso, tipo um livro da seguimento ao outro….. Enfim, tenho Marina dele aqui em casa para ler, mas nunca peguei porque me contaram o final, e fiquei meio assim. Queria começar com algo TOP já xD Mas com certeza a leitura desse livro dele é valida, assim conhecemos como ele começou a trilhar toda a carreira dele, pois já nesses primeiros livros já vemos suas marcantes caracteristicas né!
    :*

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