Bom de Briga (Trilogia Irmãos Wolfe #2), de Markus Zusak

Na continuação do sucesso O azarão, Markus Zusak apresenta o emocionante Bom de briga. Se no primeiro título o autor traz um romance de formação de um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida, agora ele exibe dois irmãos em busca de um propósito na vida. Bom de briga retrata a evolução dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe como seres humanos. No primeiro livro, a dupla estava sempre atrás de algo errado para fazer. Dessa vez eles entram no mundo das lutas amadoras de boxe, buscando independência para suas vidas. Enquanto Ruben mostra um talento nato para a coisa, o outro tenta apenas sobreviver. Tudo que é ruim é normal no dia a dia da família Wolfe – como os silêncios, as brigas, a pobreza, a mediocridade. Eles já se acostumaram com isso e sempre têm uma justificativa para tanto. Cameron, o mais novo, é o exemplo do jovem batalhador. Desde cedo apanha e se levanta, mostrando que o que importa não é a força da pancada, mas se você tem a força necessária para se reerguer.

Puro, de Andrew Miller

1785. Jean-Baptiste Baratte, um jovem engenheiro iluminista, tido como amante de Voltaire, recebe uma missão desafiadora do rei Luís XVI – livrar-se da igreja e do cemitério de Les Innocents. No início, o protagonista percebe nessa empreitada uma chance de limpar o fardo da história, a tarefa perfeita para um homem moderno, do futuro, da razão. Ele logo sente, porém, que a igreja e o cemitério são apenas prenúncios de uma queda maior que ainda está por vir. Miller utiliza seu herói, Jean-Baptiste, e a destruição da igreja e do cemitério como formas de dramatizar uma das grandes questões do Iluminismo – qual é a situação do passado? É algo a ser valorizado e preservado ou deveria ser simplesmente esquecido? Esse aniquilamento é utilizado pelo autor como uma metáfora do progresso e da disposição de deixar o passado corrupto e tirânico para trás. Puro possui um estilo elegante, é primorosamente escrito e tem um final diferente do que o leitor possa imaginar. Um livro sobre a impureza da sociedade da época, o que o protagonista reconhece como a sujeira do mundo. Uma trama que se resume a favor da bagunça, do enfrentamento.

Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo?,  de Saul Frampton 

 Em Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo?, Saul Frampton oferece a celebração de um escritor da Renascença que talvez seja o mais alegre — e, ainda assim, profundo — daquela época. Os ensaios de Montaigne são a primeira representação sustentada da consciência humana na literatura ocidental. Ele influenciou nada menos que Shakespeare, e seus pensamentos, ainda hoje, oferecem um guia e uma compreensão inigualáveis sobre as questões simples da vida.

Amor, de Isabel Allende

 O novo livro de Isabel Allende, Amor, é uma antologia que reúne as melhores cenas de amor dos seus romances e contos, selecionadas pela própria autora. A ideia inicial partiu de seu editor e Allende logo ficou entusiasmada com o projeto. Para alguns trechos, inspirou-se nas próprias experiências amorosas ou nas de conhecidos. Ao longo da introdução do livro, a autora faz um desabafo honesto e emocionante a respeito da sua vida. Narra como foi a passagem pela infância e pela adolescência e o papel da sexualidade nessa época, além de histórias de sua fase hippie e de como foi o escândalo na sua primeira reportagem em uma revista feminina. Um dos pontos altos é quando ela descobre, aos 33 anos, a sensualidade. Em Amor, Isabel conta também como a escrita foi fundamental em sua vida, pois, segundo relata, é onde ela pode viver todas as aventuras que seriam impossíveis na vida real. Ainda na introdução, aborda a infidelidade, a vida em Beirute, no Líbano, e o encontro com seu marido atual, William Gordon

Sobrevivência Mortal (Série Mortal #20), de J.D Robb

Em Sobrevivência Mortal, a valente tenente Eve Dallas se vê diante de assassinos que agem de forma fria e meticulosa e usam recursos militares precisos e cruéis para exterminar uma família inteira. Mas uma menina de nove anos sobrevive ao massacre. A missão de Eve Dallas e sua equipe investigativa é proteger a sobrevivente e, ao mesmo tempo, descobrir quem são as pessoas que assassinaram a família.

A Montanha Prateada (As Aventuras de Jack Brenin #03), de Catherine Cooper

Tentando equilibrar as exigências da sua vida “real” e as necessidades e obrigações que tem como O Eleito de um universo mágico, Jack Brenin precisará resgatar sozinho os dois últimos dragonetes restantes na Terra. Eles foram levados e serão assados em um banquete dos Spriggans. Nora está numa missão muito importante em Annwn. Usando seu Livro das Sombras como guia e com seus amigos Camelin, o corvo, e Timmery, o morcego, Jack parte para o ataque na montanha prateada sozinho.

A vida de Jack Brenin muda no momento em que ele encontra um objeto encantado no chão. Neste terceiro volume, Jack terá que explorar o seu potencial ao máximo, tomar atitudes maduras e decisões importantes, além de enfrentar enormes desafios para ajudar seus amigos e, por fim, resolver os problemas em Annwn.

A série teve início com o vencedor do Brit Writers Awards 2010, A Noz de Ouro, e teve continuidade com O Portal de Glasruhen, chegando agora ao terceiro volume A Montanha Prateada, sendo o quarto ainda não lançado O Tesouro Perdido de Annwn.

Lolly Willowes, de Sylvia Townsend Warner

A perda do pai marcou para sempre a vida de Lolly Willowes. É por isso que, ainda criança, ela decide morar com o irmão, onde cuida dos sobrinhos e ajuda a cunhada nas tarefas domésticas. Durante vinte anos, Lolly se anula, resumindo-se a uma tia amada pela família. Solteirona com apenas vinte e oito anos, ela decide abandonar a Londres urbana e se mudar para a vila rural Great Mop, onde florescerá emocional e espiritualmente. No entanto, tudo se complica após a visita de um gato que a jovem tem certeza de que foi enviado pelas forças das trevas, pelo próprio demônio.

Espero Alguém, de Fabrício Carpinejar

Com Espero alguém, Carpinejar, mais maduro, tanto profissional quanto emocionalmente, apresenta crônicas escritas após um período difícil de sua vida: o abandono pela mulher amada. Com textos emocionantes, sinceros e, também, engraçados, o autor comprova que ninguém esta preparado para uma separação

O filho renegado de Deus, de Urariano Mota

O filho renegado de Deus, novo romance de Urariano Mota, faz uma denúncia e uma longa oração de amor para as mulheres vítimas da opressão cultural e de classes no Brasil. Para isso, tece histórias e personagens que trafegam por realidades sociais e políticas diferentes entre si, aprofundando o efeito devastador das injustiças e dos preconceitos sobre a humanidade.

O romance traz as lembranças de Jimeralto sobre a falecida mãe, após um encontro que o faz reviver o trauma pela perda. As memórias do protagonista passeiam, de modo refinado, pelos personagens da vila miserável onde ele vivia quando jovem, quase um cortiço, com descrições de episódios e de personagens que não temem momentos de adversidade.

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Publicado em 09/05/2013
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