Autora: Patricia Cornwell
Editora: Paralela
Páginas: 304
Classificação:  3/5 estrelas

Na maioria dos livros com mistério ou assassinatos, o narrador costuma ser policial ou outro personagem que decidiu perseguir a verdade, mas em Post-Mortem nós temos uma visão de alguém que muitas vezes é esquecido ou só aparece para acrescentar algo.

Kay Scarpetta é uma médica-legista  em Richmond, uma das cidades com maior índice de assassinatos e que agora está sofrendo com um serial killer e é através dela que o leitor conhece o desenrolar da trama.  Eu gostei muito do realismo que a autora deu a Kay, ela não tem medo de sua profissão, mas tem medo das consequências dessa, sua dificuldade em se relacionar com sua sobrinha, além  de se esforçar ao máximo para descobrir quem é o assassino. Em certos momentos fiquei irritada com algumas atitudes dela, principalmente por implicar com um dos personagens que eu gostei muito, mas, no fim, eu posso dizer que nossa relação ficou agridoce.

Os mortos nunca me incomodaram. Sinto medo dos vivos.

Nesse primeiro volume, a cidade de Richmond é aterrorizada nas sextas-feiras por um assassino em série, ele ataca as mulheres na calada da noite e parece que não há nenhum pista para os policiais. A Doutora Kay Scarpetta terá que trabalhar arduamente para conseguir descobrir quem é o assassino, e o maior problema é que ela só tem uma pista, um pó que ela não consegue identificar. Para piorar, ela tem que lidar com o fato de que alguém próximo a ela está tentando sabotar a investigação.

E com o desenrolar da trama, ficou claro o contraste entre o mundo hoje e há algumas década. Além de abordar o preconceito que as mulheres sofriam — não que ainda não sofram, mas já foi pior –, também me causou uma certa estranheza encarar uma tecnologia em seus anos vindouros. Claro que também foi divertido conferir como tudo funcionava antes dela.

Um personagem que me identifiquei bastante foi o Tenente Pete Marino. Mesmo com seu jeito orgulhoso e desorganizado, ele é dedicado ao seu trabalho e as pessoas que estão ao seu redor. Outro ponto positivo foi o romance não ser o alicerce da trama, pelo contrário. É sempre bom encontrar uma personagem que não precisa de um homem para ser feliz.

E como nem tudo é perfeito, em Post-Mortem não foi diferente. Foi incomodo a superficialidade do suspense. Se em alguns momentos tudo corria lentamente, em outros tudo acontecia de uma hora para outra, deixando um ar forçado na história. A história também pipocou de homens preconceituosos e irritantes. Mas o que mais impactou foi a relação entre Kay e Lucy, não encaixou bem e acredito que ela deveria ter sido melhor explorada.

Esse foi um livro que pode não estar entre os piores do ano, mas também está longe de ser um dos favoritos.

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Publicado em 17/04/2013
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Comentários
  1. Mareska disse:

    Tenho preguiça de romances policiais, mas sempre adoro as sinopses!

  2. Rayme disse:

    adoooro este tipo de livro, e nunca tinha visto nada sobre ele…
    confesso que se encontrasse ele na livraria, não iria nem parar para prestar atenção, porque essa capa não é nem um pouco atrativa –‘

  3. Deb mesmo com suas 3 estrelas pro livro ainda estou com minhas expectativas lá em cima ahahahha. EU ADORO thrillers policiais, claro que chega momentos que nada te surpreende na trama: vai rolar romance com o/a policial e alguém da equipe/parente da vítima/suspeito do crime/o próprio criminoso e criminoso vai estar muito perto ou não vai estar na lista de suspeito, mas de qualquer forma vou sempre gostar de thrillers!
    Quem narra é a Kay? Já gostei rs. E achei linda a capa toda trabalhada no neon para identificar o pó ou digital ou qualquer coisa do crime (?). HAHAHAHA Bem específica eu tô hoje né?

    bjooos!

  4. camila rosa disse:

    Eu acho que esse livro deve ser bem legal, pois eu adoro esses livros de suspenses, adoro ficar curiosa.E tenho certeza de que essa é uma boa pedida, tomara que eu tenha a oportunidade de ler esse livro.

  5. Mônica Oliveira disse:

    Parece ser uma leitura interessante, com um ponto de vista diferente dos que estamos habituais, mas , suas 3 estrelas me desanimaram um pouco e também não é o tipo de leitura na qual estou habitual.

  6. Nunca li nada dessa autora, mas fiquei curiosa.

  7. Vanilda Procopio disse:

    Eu gosto de mistério e suspense mas acho que tem que ser tudo bem amarrado. Isso das coisas demorarem a acontecer e depois surgirem de uma hora pra outra não acho legal. Não conheço a ainda nenhum livro da autora.

  8. Maicon disse:

    Não curto romance policial, mas a resenha é interessante.

  9. Diana andrade disse:

    estou acabando a trilogia millennium agora e estou me sentindo orfã…seria muito bom achar outro romance policial para preencher o vazio 🙂

    1. Debora disse:

      Olha, Diana, eu recomendo os livros da Camilla Läckberg, que são romances policiais maravilhosos e passam na Suécia. Acho que dá uma amenizada na saudade do Stieg.

  10. Rafaela S. disse:

    Agora fiquei na dúvida. Adoro livros policiais estilo Agatha ou Harlam. Estava querendo ler algo da Patricia =/ Mas depois de ler sua resenha eu desanimei :/

  11. Fabiéle Fernandes disse:

    Hum… interessante… não inspirou minha leitura!

  12. Paty disse:

    Adoro livros de serial killers! Poxa que pena que o livro não é assim uma brastemp, porque pelo visto tinha tudo pra ser… Mas se tem uma coisa que não dá pra perdoar em livros policiais é a história começar a correr demais e ficar forçada =/ De qualquer maneira fiquei curiosa pra ler Ps: Achei a capa bem capenga, rs.

  13. vannessa queiros disse:

    Oi Débora, gosto de ler livros assim com mistério,ação,suspense,serial killers,uma trama eletrizante e reviravoltas!Gostei de sua sinceridade quando mencionou:Esse foi um livro que pode não estar entre os piores do ano, mas também está longe de ser um dos favoritos.
    Nossa, adorei o personagem da Kay como médica-legista,porque gosto da série Body of Proof.

  14. Viviane dos Anjos disse:

    Eu curto o gênero suspense policial também e pela resenha esse livro Post Mortem parece ser bem fraco,e achei engraçado esse contexto da história onde o assassino em série que mata às sextas-feiras? tipo por acaso ele é o Jason Meyers?Talvez eu até o leria,mas somente uma vez!!

  15. Dani Marjorie disse:

    Eu realmente sou curiosa sobre os livros dessa autora, inclusive tenho alguns na minha lista, mas sua resenha me deixou meio frustada. Tirou um pouco da ânsia que eu tinha de ler os livros dela, pois adoro suspense e gosto de ser muito surpreendida com a leitura desse tipo.

  16. Nattacha disse:

    Esse livro parece-me uma leitura interessante por toda a realidade que autora colocou em sua protagonista, geralmente nesses livros os protagonistas pensam ser invencíveis e muitas vezes são mesmo, nem sofrem nadinha xD muahahaha Mas o que eu gostei mesmo foi de ver que começaram a lançar essa série da Patricia Cornwell desde o primeiro livro. Porque eu fiquei passada quando vi outra editora lançando Scarpetta que é o decimo-algumacoisa livro da série, tipo: como assim? enfim, pelo menos a Paralela está fazendo um trabalho bacana com os livros agora!
    Apesar de o livro ter seus pontos fracos também, eu gostei dele, e espero poder conferir esse trabalho!
    :*

  17. Dalila Souza disse:

    Scarpetta é uma série, não é?!

    Também cansei dos suspenses (infelizmente).

    Não sei se me perdi no meio da resenha, mas quem é Lucy?

  18. Gabriela Alves disse:

    Huuum , não curti , não sou grande fã de thrilers

  19. Thais Fogaça disse:

    sempre quis ler essa serie, mas sempre tinha algo me impedindo -um outro livro- no fim acabei desistindo, depois dessa resenha fiquei bem mais desanimada para encarar!

  20. Gizeli R. Meister disse:

    Agora fiquei na dúvida rsrsrs. Adoro livros policiais estilo Agatha ou Harlam.

    Ótimo texto!

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