[RESENHA LEYA] “Noiva Despida” – Nikki Gemmell


Autora: Nikki Gemmell
Editora: LeYa
Páginas: 352
Classificação: 3/5 estrelas

Até onde se iria por um desejo louco? Sejamos sinceros, quem não tem aquele desejo suprimido que precisa só de um empurrãozinho para ser realizado? Eu tenho alguns, dentre realizados e não-realizados. E é justamente desse processo que eu simplifiquei com a palavra “empurrãozinho” o que A Noiva Despida aborda.

De pegada leve, rápida e com capítulos curtinhos (são mais de 100 capítulos nesse livro de apenas 350 páginas), A Noiva Despida me pegou de assalto com um estilo que à muito não via: o livro traz toda sua história em forma de um livro de regras (e que regras rs), realmente um manual.

Ela era a esposa perfeita, mãe exemplar, uma mulher irrepreensível. O que dizer do diário explosivo que ela deixou para trás? Nas suas páginas ela revela detalhes surpreendentes da sua jornada de descoberta e libertação sexual.

Não se sabe quem é “ela”. Não temos um nome no livro, não se sabe realmente sua identidade. E foi nisso que a autora Nikki Gemmell ganhou a todos e principalmente ao rapaz que vos escreve: o livro fala com o leitor. Eu fiquei catatônico quando me toquei do quão perfeito isso soou para esse livro.

As idéias da autora, que usa um pseudônimo por motivos que não cabe a mim julgar, são frescas e ela mesma define como uma mistura entre “ficção e não-ficção, fantasia e fato, uma colcha de retalhos”. Em diversas páginas se pode ler “ele fala com você” ou “lhe serve o café” e “você gosta dessa sensação”.

Observei muita gente no meu trabalho que me perguntava, depois de meio minuto de espanto por eu ser homem e estar lendo esse livro (preconceitos à parte, nada demais homens lerem esse tipo de literatura. É revigorante sair de ação medieval, fantasia e policiais não-ficcionais), “mas é parecido com 50 Tons de Cinza?”. Galera, infelizmente 50 Tons de Cinza virou parâmetro para essa nova literatura. Assim como Drácula para vampiros e Senhor dos Anéis para fantasia medieval. Não se apeguem à essa ideia de comparar A Noiva Despida com a trilogia 50 Tons. Vale muito a leitura sem qualquer sombra de dúvidas.

A autora vai longe e a editora Leya acertou em cheio com a compra dos direitos desse livro. Em um universo de livros do gênero que agora batizam de “erótico para mamães”, A Noiva Despida é um grande achado e com certeza vale a leitura.


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Gabrielle

"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão: Ignorância é Força"

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  1. Interessante. É, infelizmente essa coisa de ficar comparando 50 tons de cinza com qualquer livro erótico está acontecendo, me deixa nervosa as vezes. O gênero não surgiu com o livro.
    Enfim, gostei da resenha, adicionei na minha lista.

  2. Depois de 50 tons meio que ficou batido esse genero e confesso que nem curti 50 tons então meio que deixei de lado essa temática porque o mercado simplesmente abriu as portas para isso e agora explora e explora…
    Valeu pela resenha Gabs..mais acho que passo esse

  3. Resenha interessante, gostei da possibilidade do leitor,ter a sensação de ter acesso a tudo que o narrador sente e pensa.
    Tem mistério,sedução,infidelidade…
    Uma dica intrigante para que o leitor descubra o que aconteceu,estratégia válida e inovadora da autora.

  4. Parece que essa moda de livros eróticos veio para ficar…
    Mas eu até gosto dessas histórias que são “feitas” de regras…
    Capítulos curtos são uma benção pra quem tem pouco tempo devido a correria do dia a dia.
    Quando eu tiver tempo vou conferir!
    😉

  5. Valeu gente *-* O livro realmente é muito bom e como a Jéssica Paixão disse aqui em cima: pra quem não tem tempo de ler muito, tipo quem vos escreve (rsrsrs), é um prato cheio.

  6. Ainda não li, mais hoje em dia todo livro erótico é comparado a Cinquenta tons, enfim acho que o importante é inovar, ainda não li mas a resenha me deixou curiosa em relação ao livro

  7. Eu particularmente não gostei da historia nao é meu gênero de livro favorito, então é bem provável que eu não leia.
    Ótima resenha.
    Bjos

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