Um juiz de Macaé, Rio de Janeiro, pediu para recolher livros eróticos. Isso mesmo, galera. Em sua opinião, livros desse teor deveriam ser lacrados para que não fosse possível olhá-los antes da compra.

O juiz Raphael Baddini de Queiroz Campos basou-se no artigo 78 do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990. “O ECA determina a forma de comercialização desse material, que deve ser lacrado.” Ainda segundo o jornal, o juiz disse não esperar que sua iniciativa de fiscalização seja tomada como exemplo. “Não temos intenções outras quando cumprimos a lei. Estamos protegendo as crianças e adolescentes de Macaé.

A Intrínseca não se pronunciou sobre a decisão, mas a Geração Editorial, responsável pela publicação de Algemas de Seda, de Frank Baldwin, e pela antologia de autoras brasileiras 50 Versões de Amor e Prazer, declarou em seu blog que, seguindo a determinação do Ministério da Educação, informa devidamente nas capas dos seus livros eróticos que a leitura deles é recomendável para maiores de 18 anos, da mesma forma que  o cuidado de não expor imagens explícitas nas capas e no material de divulgação dessas obras.

O que acham dessa decisão? Faço das palavras da jornalista Ligia Braslauskas, do R7, as minhas:  num País em que o número de leitores ainda precisa galgar muitos degraus para que a leitura seja um hábito e tenha resultado efetivo na educação, a medida de recolher e lacrar livros é, no mínimo, contraproducente. Quem dera o maior problema do Brasil fosse a grande venda de livros eróticos. Quem dera o juiz de Macaé tivesse mandado recolher armas em vez de livros..

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Publicado em 18/01/2013
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Comentários
  1. Babi Lorentz disse:

    Ah, pelo amor de Deus.
    Sim, sou a favor da classificação indicativa nos livros, mas não acho que eles devam ser lacrados. Concordo com as palavras da jornalista.
    Fiquei feliz com a venda dos livros eróticos porque muitas pessoas que nunca leram nada começaram a ler a partir do ano passado quando houve o boom da literatura erótica.
    Eu tenho amigas, primas e outras familiares que não liam nada, mas que depois de lerem a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, começaram a me pedir outros livros emprestados, sem necessariamente serem de literatura erótica.
    Juiz idiota. Fim.

  2. Carissa disse:

    Concordo com a Babi. Num país como o nosso o que importa se os livros são eróticos? As pessoas têm é que começar a ler.

  3. Juliana Pires disse:

    Como eu moro nesse fim de mundo, posso dizer que tem UM MILHÃO de outras providências para se tomar aqui, do que lacrar livros eróticos. Acho sim que os livros precisam ter um aviso de conteúdo para maiores na capa, já que estão em alcances de todos, mas lacrar, acho que temos outras coisas com que nos preocupar, não só aqui em Macaé, como no país todo.

    bjk

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