Autora: Sarah Fine
Editora: Amazon Children’s Publishing
Páginas: 433
Classificação: 4/5 estrelas

Para onde vão os suicidas? Será que a vida após a morte leva finalmente paz à eles? Segundo Sanctum, não. Pelo contrário, se você se matar, vai ver onde os verdadeiros monstros estão.

Eu gostaria que pudesse ter amado a si mesma, tanto quanto ela amava todo mundo.

A melhor amiga de Lela terminou com sua vida e desde então ela vem sonhando com Nadia em um lugar sombrio e povoado de criaturas grotescas. E após sofrer um acidente, Lela também morre, porém seu destino, por incrível que pareça, é o Paraíso. Mas quando ela vê Suicide Gates, logo ela decide que chegou o momento de salvar sua amiga, assim como ela também a salvou quando viva.

Enquanto luta para encontrar Nadia, Lela é capturada pelos Guardas e conhece Malachi, o líder, que está disposto a tudo para tirá-la da cidade. Ele sabe algo que Lela não sabe — a cidade sombria não é o pior lugar em que Lela poderia acabar, e ele não vai parar enquanto não salvá-la desse destino.

É perigoso se apaixonar no inferno.

Esse é um livro que te ganha logo no prólogo! O livro começa com Lela explicando que jamais iria ao inferno por uma abelha rainha da  escola, porém quando conhece Nadia e é defendida pela mesma, ela termina o prólogo dizendo “se no segundo dia de escola você me perguntasse se eu iria ao inferno por uma abelha rainha, eu acreditaria em você,” tanto que ela foi, literalmente.

Às vezes eu estou tão cansada. Eu só quero dormir. E, às vezes, eu não quero acordar.

Na obra de Sarah Fine, três personagens se destacam: Lela, Nadia, e Malachi. Lela foi abusada em vários momentos de sua vida e é a garota que nenhuma mãe quer como amiga para sua filha. Ela já foi presa, e até já tentou matar alguém. Nadia é linda, brilhante e amada por todos, e por incrível que pareça é ela quem mostra um futuro para Lela, e Malachi (suspiros)… palavras não são suficientes para explicar esse protagonista, mas, em suma, ele sofreu enquanto era vivo e continua a sofrer em sua vida após a morte. O que os três têm em comum é que tornam-se uma fera para defender àqueles que amam.

Ela era minha melhor amiga, a garota que cavou seu caminho através de minhas defesas, me fez confiar nela, me fez acreditar que tudo ficaria melhor. Mesmo assim, ela… se foi.

Cada capítulo foi muito bem escrito, e as cenas românticas, apesar de acontecerem no inferno, me causaram inveja. Com habilidade, a autora tratou um assunto sombrio como o suicídio de forma leve, sem deixar de mostrar que o que te espera do outro lado depende de suas ações enquanto vivo. Se houve um momento em que ela falhou foi ao não revelar mais sobre as motivações de Nadia, mas a forma que explorou a amizade e personagens, e a surpresa envolvendo o final, tornaram Sanctum um livro melancólico e prazeroso.

A primeira vez que um cara me diz que eu sou bonita estou no inferno e que ele está delirando.

Esse é o início de uma ótima trilogia, adaptável à todos os gostos, com uma heroína forte e um príncipe encantado incomum. Tem como não recomendar?

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Publicado em 17/11/2012
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Comentários
  1. Patricia Lima disse:

    A premissa é bem diferente do que estou acostumada, mas ao mesmo tempo, você me deixou curiosa. Colocarei na lista =)

    Bjs!

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