Já deve ter dado à perceber que não há escassez de romances distópicos para jovens atualmente. O gênero passou a ser uma tendência, e agora está alcançando um ponto de saturação. Mas, segundo os críticos, mesmo que recentemente você tenha lido muitos romances pós-apocalípticos, abra espaço em sua prateleira para Puros, primeiro livro da saga de mesmo nome de Julianna Baggott, porquê, conforme eles dizem, ele é único. Sombrio e descontroladamente construtivo, conta a história de Pressia, uma garota de 16 anos gravemente queimada pelas Detonações, uma catástrofe produzida pelo homem que mudou o curso da história. As Detonações dividiram o mundo em dois: onde há Pressia e outras pessoas feridas que vivem em um perigoso e cinzento mundo, e os Puros, que vivem protegidos na Domo.

Os direitos de produção já foram comprados pela Fox depois de uma guerra de lances para ver quem sairia vencedor. Se você pensa que Lisbeth Salander (Trilogia Millenium) foi uma heroína de aparência bizarra, é porque você ainda não conheceu Pressia!

A editora Intrínseca estará lançando o livro em agosto. Já o segundo volume, Fuse, está previsto para ser lançado em 19 de fevereiro nos Estados Unidos.

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.

Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.

Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.

Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

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Publicado em 26/07/2012
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