Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 416

Entre as várias distopias que encontramos no mercado, algumas se destacam mais, sejam lançamentos ou clássicos, e no caso da segunda alternativa temos 1984, de George Orwell. Essa não é uma história de felizes para sempre, mas de uma voz no meio do povo que se destaca e começa a mudar toda uma sociedade.

Até que ponto nos agarramos as nossas ideias e sonhos, amores e família? Esse livro mostra o lado mais podre da sociedade e, mesmo a publicação da obra tendo acontecido há anos atrás, partes do mesmo se mostram fatos de nossa vida cotidiana. Em minha visão, 1984 é o pai dos distópicos.

Você escolheria o modo de vida mais fácil… ou a verdade?

No livro, o cenário é uma sociedade que vive sob os olhos do Big Brother, onde a escrita e as notícias são publicadas baseando-se no controle da população. A vida é mais fácil quando alguém te diz onde ficar e trabalhar, se você deve ou não ter filhos, amar alguém e quem amar e em quem acreditar. Mas se você sabe coisas, sabe a verdade, o que você faria? Se rebelaria quando ninguém mais parece se importar?

Para quem assiste o reality show de mesmo nome, já tem uma prévia do que é esse livro, apesar de beirar ao ridículo comparar tal programa de tevê ao bestseller. George Orwell, entre as várias mensagens que passa, a que mais impressiona é o trecho onde menciona que sempre há alguém que vai se levantar e dizer não, e basta isso para que a revolução comece. A genialidade que o autor passou em seus livros perdura por anos, e ainda hoje Orwell é encontrado na lista de mais vendidos.

 Guerra é paz, ignorância é escravidão, ignorância é força.

Pelo que eu já escrevi desse livro até o momento, você já deve ter percebido que algo bateu com algum distópico que você já leu. O livro de Orwell possui tudo que define uma distopia e mais um pouco: medo, crueldade, desespero, esperança, porém o sentimento é mais forte e cru, aliás muitos podem não gostar desse livro.

Não esperem um conto de fada e sim uma história digna de ser lida. Uma coisa que Winston Smith, o protagonista do livro, disse é fato. Alguém, tem sempre alguém, que vai se rebelar um dia. Uma rebelião não começa com um grupo de pessoas gritando no centro da cidade. Começa com um pensamento. Ou com vinte centavos.

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Publicado em 17/06/2013
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Comentários
  1. Luciane Souza disse:

    “Uma rebelião não começa com um grupo de pessoas gritando no centro da cidade. Começa com um pensamento.”
    Perfeito!

    1. Gabrielle disse:

      Não tem como não cair de amore, Luci!

  2. Andressa disse:

    Olá!
    Eu li esse livro alguns anos atrás, é um dos meus preferidos e eu simplesmente nunca consegui esquecê-lo, principalmente do final! Comprei ele este mês de presente para o meu namorado que, apesar de não ter o hábito de ler, está amando!
    Ótima indicação
    Beijos!

    1. Gabrielle disse:

      Eu também não esperava aquele final, foi um baque para mim e se tornou meu xodó!
      Beijão, Andressa

  3. Dreamer disse:

    Oi Gabrielle.
    Realmente, um livro completamente atual. Somos vigiados o tempo todo, em todos os lugares. Estou farta de tanto ler a frase “Sorria, você está sendo filmado.” E estou farta dos cookies de rastreamento que enchem a memória do computador. Vejo que há muitos se rebelando e tomara que as coisas mudem, do jeito que está não dá mais para aguentar. Não li o livro ainda, mas já anotei na minha lista de livros desejados.
    Um ótimo domingo para você.
    Beijos.

    1. Gabrielle disse:

      É mil vezes pior em 1984, Dreamer, mas é por esse caminho mesmo.

  4. Sheyllas disse:

    “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força.”
    “Uma sociedade hierárquica só é possivel na base da pobreza e da ignorância.”

    Duas das frases preferidas desta obra prima!!

    Sou apaixonada por esse livro e acho o autor um gênio!
    Tenho vontade de ler todos dele.

    Sem dúvida essa é a melhor ‘distopia’. E um clássico (fascinante).

    Beijo

  5. Eduardo disse:

    De fato, “1984” pode ser considerado o “pai” das distopias; há outros livros sobre o tema, mas esse é considerado a maior referência, e mais lembrado, lamentavelmente, em função do “Big Brother”.

    “Apesar de ter sido banido e questionado em alguns países, o romance é, ao lado de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e Nós de Yevgeny Zamyatin, uma das mais famosas representações literárias de uma sociedade distópica” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nineteen_Eighty-Four)

    Imagino que ele tenha sido banido e questionado justamente por ter exposto os mecanismos de uma organização social totalitária (ou pseudodemocrática, ou protodemocrática, como a nossa), e o caminho para enfrentá-la.

    É exatamente isso: “Uma rebelião não começa com um grupo de pessoas gritando no centro da cidade. Começa com um pensamento.” O poder não está nos Estados, nos governos, nas coorporações, mas fundamentalmente está em nós mesmos. É um livro que tem esse poder de fazer pensar, discordar e, eventualmente, agir. Quanto às outras obras, fica a dica…

    Eu não simpatizo muito com as ondas literárias, elas são um pouco como na música: um emplaca o hit e outros vão copiando. Isso reflete falta de criatividade e a busca pelo sucesso fácil. E com o uso da propaganda e da moda, mecanismos sutis para controle da vontade individual. Isso acontece mesmo no caso dos romances distópicos, que atualmente é uma dessas ondas. Mas ao menos há um apelo à reflexão sobre o mundo em que vivemos. Somos realmente livres? Que podemos fazer para recuperarmos nossa liberdade?

    “O totalitarismo, se não for combatido, pode triunfar em qualquer lugar.” George Orwell

    Recomendo Orwell, não “apenas” por 1984, mas pelo seu conjunto de sua obra e por suas ideias. Escreveu “A Revolução dos Bichos” e muitos ensaios interessantes.

    Esse livro também me fez lembrar de um filme, chamado “O Show de Truman” (“The Truman Show”). E também seguem nesse sentido algumas obras de Franz Kafka, como “O Processo”, “O Castelo” e “A Colônia Penal”. Não são propriamente distopias, mas têm muita relação com o totalitarismo, a burocracia, e o conflito do indivíduo perante o sistema.

    1. Gabrielle disse:

      Sim, em quesito livro, me lembra muito V de Vingança, principalmente quando você comenta que o poder está em nós mesmos. Aliás, por não ver muitos filmes, conheço só um dos que você comentou mas os outros vão para a lista, pode ter certeza. E ótimos livros o que você citou. Mas sobre essa onda, acho que o grande problema é que eles focam muito no romance e pouco no regime, na opressão, acho que por isso não chegam aos pés dos clássicos. São poucos os lançamentos distópicos que realmente gostei, ultimamente só são enfadonhos mesmo.

  6. Auristela Vilas-Bôas disse:

    Esse livro é maravilhoso e o filme também. Ele é o pai de todas as distopias, é um livro antigo e ao mesmo tempo muito atual. Inclusive utilizei em um trabalho de faculdade. Depois de ler/ver, você acaba questionando e repensando as suas ações, até que ponto a gente vai para defender ideias, até que ponto somos alienados e sugados pelos meios de comunicação. Excelente!

  7. Bruno disse:

    Por experiencia própria acho interessante comentar que como a Novilíngua foi criada com base na língua inglesa, o livro pode ser bastante aproveitado nesta versão. Tem algumas sacadas impossíveis de serem traduzidas para o português.

    Abraço!

  8. Mirna disse:

    Terminei de ler o livro há pouco tempo e o único adjectivo que consegui encontrar para defini-lo é sublime. Nunca tinha ouvido falar no autor mas recebi a indicação pela internet e pensei porque não? Obviamente que não me arrependi de o ter feito. “1984” é diferente de tudo aquilo que eu já li na minha vida( e eu sou uma pessoa bem variada no que tange à escolha dos meus livros), com a sua riqueza de detalhes e com a forma genial e ao mesmo tempo aterrorizante com que toda a sociedade e o partido INGSOC foi desenvolvido foi algo que me deixou sem palavras durante toda a leitura. Passei a entender melhor várias questões da humanidade como o controle mental, a obsessão pelo poder, a traição e a chamada sindrome de estocolmo. Tenho a certeza de nunca mais serei a mesma depois desse livro e recomendo a todos!

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