[box_light]Edição: Ed.  Bolso
Autora: Janet  Dailey
Título Original:  Touch The  Wind
Editora: Bestbolso
Gênero do mês: Mocinho sequestra mocinha
Personagens: Sheila e Ráfaga[/box_light]

Amado por muitos, odiados  por  tantos outros, esse é A Carícia do Vento. Há um ano atrás tentei lê-lo e após algumas páginas com uma mocinha boba e criançona além de um marmanjo folgado, eu desisti, já sabendo que algum dia retomaria a leitura. Pois bem, o momento chegou. Aliás, coloquei o livro de propósito na lista de Maratona de Banca para forçar-me a lê-lo.

A história: Sheila é a filha única e muito mimada de pais ricos que encontra-se apaixonada por Brad, um caça dotes, e acaba fugindo com ele pois sabe que seus pais nunca aceitariam a união do casal. Bem, como todos sabem, boca de mãe é santa e Brad mostra-se exatamente o cara previsto por sua família, um estúpido que merece uma bala no peito. E enquanto Sheila percebe isso, ela ainda não sabe que é tarde demais para voltar atrás quando o mais novo casal é interceptado pelo bando de Ráfaga. Com esse encontro, uma batalha de orgulho, ódio e paixão é iniciada.

O amor era uma armadilha, concebida pelo homem para escravizar a mulher à sua vontade

Quando Sheila e Ráfaga se olham, soltam faíscas. Quando fazem amor, é puro fogo! No início do livro, foram essas palavras que usei para definir nossa heroína, “É difícil explicar Sheila, ou melhor, tenho umas boas palavras para explicá-la mas são todas de baixo calão.” Conforme as páginas passavam, me encontrei torcendo por uma Sheila totalmente diferente, uma leoa cabeça-dura. Já Ráfaga é mais difícil de explicar. Para quem lê livros envolvendo índios sabe que os costumes deles são bem diferentes e mais rígidos e são esses costumes que ele segue, e apesar de entender certas atitudes tomadas por Ráfaga, confesso que estava torcendo para que Sheila espancasse o cretino.

“Você é uma sobrevivente, Sheila. […] A gente vira sobrevivente aprendendo a tirar o máximo de uma situação ruim.”

Em suma, vou ter que confessar que também fui pega pela febre que é esse livro, não demorou muito para eu não conseguir para de lê-lo. Mas eu não indicaria esse livro para qualquer pessoa, claro, e creio que é normal ter pessoas com opiniões tão diferentes sobre ele já que é um romance mais realista, um ‘livraria’ mais do que um de um romance banca, que sai da utopia sobre o homem dos sonhos para uma realidade de medos, drama e paixão.

O livro, acima de tudo, ensina que nem tudo é preto e branco. As vezes o mundo é cinza, é como o vento, que da mesma forma que acalma também mata em algum lugar do mundo. Dailey, com esse ótimo livro, nos reitera isso. E seu final me deixou afobada enquanto reiterava um pensamento que tive: a autora não seguiu padrões o livro inteiro, não seria no final que ela iria tomar juízo. Adorei! Para finalizar, uma palavra para definir o livro: caliente!

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Publicado em 30/04/2012
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Comentários
  1. Gabriela disse:

    Engraçado que você primeiramente abandonou o livro e depois não conseguiu parar de lê-lo. Amei a resenha gêmea!

  2. Leila Alves de Aguiar disse:

    Eu acho que já li esse livro, mas com outra capa. Se for o livro que estou pensando, adorei muuuiiitooooo!!!!! (corrija-me se estiver errada: ela é estuprada pelo marido, ele morre e ela é sequestrada pelo “mocinho”.)

    1. Gabrielle disse:

      É esse mesmo, Leila (;

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