Histórico

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas:
 304
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Anos e anos atrás, Julia Quinn estava entre as primeiras autoras que me proporcionaram o prazer de descobrir o gênero romance de época, e ainda que eu não aponte ela como a melhor entre todos os autores que já li desde então, confesso que tenho um certo apego por ela e toda a escrita doce que a acompanha.

O Conde Enfeitiçado foi meu retorno a uma de suas séries de maior sucesso. Eu não acompanho mais Os Bridgertons com tanto fervor. Na verdade desde seu primeiro livro, eu comecei a lê-la fora de ordem (comecei pelo terceiro), logo dou graças a Deus por essa família seguir  uma ordem alfabética em seus nomes, assim não me perco tão facilmente — vou seguir essa ideia para meus filhos também um dia, quem sabe. E o que eu já posso adiantar do livro é que o começo não é muito fácil, mas melhora, eu prometo.

Era algo na forma como ela se movia.
Algo na maneira de respirar.
Algo na sua forma de existir.
Ele achava que jamais superaria aquilo.

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Autora: Marie Rutkoski
Editora: Farrar Straus Giroux
Páginas:
 328
Classificação:
4/5 estrelas

Era uma vez uma menina, que já estava desanimada com suas leituras sempre tão repetitivas, histórias chatas e romances impossíveis. Era uma vez uma série, uma sequência de livros que prometiam mais do mesmo.

“Minha alma é sua”, disse ele. “Você sabe disso.”

A garota, ainda assim, decidiu ir em frente. Leu só algumas páginas. Depois, ela leu 100, 200, terminou o primeiro livro, começou o próximo, e, em dois dias, terminou toda a série e aprendeu que nem tudo é o mesmo, que há histórias que surpreendem e brilham, principalmente quando a dor de cada personagem se torna a sua própria. Terminei essa trilogia querendo esquecê-la para então poder passar por tudo novamente.

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Autor: Jessie Burton
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Classificação: 3.5/5 estrelas

Vi esse título pela primeira vez na votação de melhores do ano do Goodreads em 2014. Na época, fiquei encantada com a capa, mas com um pé atrás porque estava na categoria de melhor ficção histórica, que não é lá meu gênero favorito. O grande diferencial? O livro também era indicado como fantasia e fantasia já é bem mais a minha praia, então sempre ficou ali, na fila, meio à espreita. No final do ano, a Intrínseca trouxe o título para o Brasil e eu enfim agarrei a chance da leitura.

A primeira coisa a se mencionar é que ele está mesmo muito melhor classificado como ficção histórica do que como fantasia, de fato. O pouco de “sobrenatural” que há no livro, para mim, não é sobrenatural em absoluto, embora haja espaço para interpretação. Miniaturista, na verdade, é um caso bem clássico de um livro que cada leitor vai ler de uma maneira diferente, então pode ser que outra pessoa veja as coisas de outra forma, mas fiquei com a impressão de que tudo podia ser racionalizado.

“Mulheres a bordo trazem azar”.

“Elas só trazem o azar que os homens dão a elas”.

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Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Arqueiro
Páginas:
368
Classificação:
3/5 estrelas

Tigana, de Guy Gavriel Kay, é o primeiro livro de uma duologia que propõe uma aventura cheia de camadas para o leitor desvendar. Antes publicado pela Saída de Emergência, o título agora faz parte da Arqueiro, editora do Grupo Sextante.

O fundo principal da história se baseia em sentimentos como o amor e o ódio extremos, a defesa dos valores e origens enraizadas dos personagens, retratando de forma bela e crua a busca de seus personagens pela vingança em nome de “Tigana”, que após sua derrota sumiu do mapa e apenas seus antigos habitantes lembram de sua existência e nome.

Aquilo durou desde aquela primeira noite por toda a primavera, e durante o começo do verão. O pecado dos deuses, como era chamado o que fizeram.

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Autora: Deborah Harkness
Editora: Rocco
Páginas:
 560
Classificação:
5/5 estrelas

Eu quero começar essa resenha parafraseando Marcel Proust quando ele diz: “Gostamos de sair um pouco de nós mesmos, de viajar, quando lemos”. Ah, Deborah! Muito obrigado por me fazer sair de mim mesma em todas as vezes que estive imersa em cada um dos três livros dessa sua trilogia. Obrigado pelos personagens maravilhosos e os cenários incríveis aonde você me levou, do passado ao presente, do moderno ao clássico, da alegria ao choro, da raiva ao amor. Essa série é para mim a que tem o melhor nível de pesquisa que já encontrei, uma precisão dos detalhes assombrosa, de forma que você se sente verdadeiramente vivenciando a cena e os diálogos. Eu estou tão emocionada com o fim dessa série que nem sei se terei condições psicológicas de fazer essa resenha, mas vamos lá!

Os segredos, assim como os mortos, nem sempre permanecem enterrados.

Depois dos acontecimentos de Sombra da Noite, Diana Bishop e Matthew de Clairmont retornam ao presente para enfrentar as consequências de sua volta ao passado e velhos inimigos. Só que esse retorno traz mais surpresas do que Diana poderia imaginar e a verdadeira ameaça ao seu futuro ainda está para ser revelada e a busca pelo Ashmole 782 e suas páginas assume ainda mais urgência quando ela aparece.

Em seu volume final, Harkness traz o poder e a paixão, o sentido da palavra família e suas inquietações, ações passadas e suas consequências no presente. Através de casas ancestrais e laboratórios universitários, cruzando conhecimento antigo e ciência moderna, desde as montanhas do Auvergne aos palácios de Veneza, o casal finalmente aprende o que as bruxas descobriram tantos séculos atrás.

Logo de inicio eu tenho que avisar que em O Livro da Vida várias perguntas são respondidas e algumas não, mas não se aflijam pessoas! Talvez isso se deva ao fato de que autora deixou uma abertura para escritas futuras sobre esse universo, o que achei plausível, veja bem: existem livros que não merecem ou não tem conteúdo suficiente para expansão do seu universo, o que não se aplica aqui, Diana, Matthew e seus descendentes ainda têm muito por contar, as possibilidades são infinitas. *risos de felicidade*

Se você realmente ama alguém, você vai apreciar o que eles desprezam mais sobre si mesmos.

Novos e velhos (e apaixonantes eu diria) personagens surgem nesse livro, alguns estão definitivamente no meu coração para sempre, como Fernando, Gallowglass, Cris, Ysabeau, eu gostaria muito de ter/ler algo sobre Gallowglass, não apenas um livro, mas uma série completa! E os diálogos estão cada vez melhores! Eu amo cada vez mais os De Clairmont e sua “interessante” constituição familiar. *risos histéricos*

Diana tem que lidar com perdas, ganhos, e algumas batalhas internas. Eu particularmente fiquei muito feliz com o vinculo que ela tem com Philippe Clairmont, era algo que eu já suspeitava e veio a se concretizar de uma forma muito bonita e sagrada, Deborah nos mostrou o quanto esse personagem foi importante e decisivo para o futuro de sua família e da série, e os momentos em que ele apareceu foram emocionantes. *chora*

E por fim, quero que vocês me perdoem por não me aprofundar demais nos comentários, talvez porque eu mesma não consiga expressar o quanto estou tocada por esse livro e essa série, ao final eu senti uma enorme sensação de contentamento que a muito eu não sentia em minhas leituras. Nem preciso dizer que Deborah foi perfeita em sua escrita e narrativa e mais uma vez eu me curvo ao seu enorme talento. Espero ansiosamente no futuro ter um deslumbre dos Bishop-Clairmont e do fantástico mundo e personagens da trilogia All Souls novamente!

Eu vejo você, mesmo quando você se esconder do resto do mundo. Eu ouço você, mesmo quando você está em silêncio.


Autora: Hélène Grémillon
Editora: Aeroplano
Páginas:
256
Classificação:
4.5/5 estrelas

Após a morte de sua querida mãe, Camille começa a receber cartas de condolências. Quando finalmente tem coragem, ela inicia a leitura delas, e descobre, entre elas, uma carta que não é exatamente como outras. É destinada a ela, mas, se trata de uma história sobre duas pessoas: Louis e Annie. Ambos se conheceram na infância e cresceram juntos, porém se separaram quando Annie virou amiga de uma senhora que se mudou para o vilarejo deles.

Camille não entende o motivo de estar recebendo tais cartas. Ela acredita ser um engano, que estejam enviando para a pessoa errada. Mas como não tem nenhuma informação de remetente, ela não sabe o que fazer. E se as cartas, na realidade, fossem para ela mesmo? Camille começa a acreditar nisso quando a história das cartas progride e ela percebe algumas semelhanças com a sua vida. E se as informações contidas nessas cartas mudassem tudo que ela sabe sobre a sua vida até aquele momento?

Recebi esse livro como cortesia da editora Aeroplano e não sabia muito bem o que pensar sobre ele. Na verdade, não esperava muito dele. Mas, ao pesquisar, descobri que O Confidente é um sucesso na Europa e que foi escrito pela jornalista Hélègene Grémillon.

Nunca sabemos como é morrer até morrermos de verdade.

Não contei muitos detalhes da história, acredito que uma das melhores maneiras de o ler é sem saber muito sobre o que irá acontecer.  Durante a leitura, eu não fazia a menor ideia do que aconteceria a seguir e há todo momento eu tinha uma surpresa diferente. Esse foi um dos maiores motivos por ter gostado tanto dele.

O Confidente tem sua narrativa feita em primeira pessoa por Camille e também pelas cartas que a mesma recebe, escritas por um desconhecido. Dessa forma, conseguimos entender melhor a história que ocorreu no passado e o que a personagem está sentindo e como está reagindo a isso. Fiquei impressionada pela força dela, ao lidar com a morte da mãe, com o que está descobrindo e com sua gravidez. Ao invés de ficar se lamentando, ela conseguiu enfrentar tudo e sozinha.

Não são os outros que nos infligem as piores decepções, mas, sim, o choque entre a realidade e o entusiasmo da nossa imaginação.

O sentimento que a autora conseguiu nos passar através dessa história foi incrível. Até agora não sei como lidar com todo o enredo e o que faria se fosse eu no lugar da personagem. O Confidente é uma história completa, repleta de sentimentos e emoções, com personagens fortes e intrigantes, como plano de fundo a segunda guerra mundial e o maior amor que pode existir: o amor entre mãe e filho.


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