Suspense

Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Classificação: 5/5 estrelas

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem então rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Ao contrário de várias séries que caiem na maldição do segundo livro, Ransom Riggs eleva sua obra a outro nível. A sequência da trilogia Orfanato da Srta Peregrine começa exatamente a partir do ponto em que o primeiro terminou. A surreal saga das crianças peculiares finalmente teve a sua vez no Brasil, ostentando uma edição luxuosa de capa dura, publicada pela editora Intrínseca.

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Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras  
Páginas:
 400 
Classificação:
 5/5 estrelas

Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos. Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.

Não é por acaso que Stephen King é considerado o Rei do Terror. Esse simpático senhor é autor de nada menos do que dezenas e dezenas de histórias do gênero, entre outros, como suspense e drama. Mas com Mr. Mercedes, King decidiu quebrar duas de suas raízes de construção: dividiu sua história em uma trilogia e abriu mão do sobrenatural, o que aconteceu em raras ocasiões. Lançado recentemente pela Suma de Letras, o livro mexe ainda mais com o leitor pelo sabor de realidade que proporciona. Mesmo com diversos seres fantásticos que o nosso imaginário construiu como objetos de horror, ainda é de nossos próprios semelhantes que sentimos mais medo. O ser humano, armado constantemente de rótulos e comportamentos privados, sempre será uma caixinha de surpresa, por isso Mr. Mercedes nos causa uma sensação de vertigem.

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Autora: J.A. Redmerski
Editora: Suma de Letras  
Páginas:
 248 
Classificação:
 4/5 estrelas

Esse livro é o terceiro da série Na Companhia de Assassinos, e ainda que você possa lê-lo sem ler os anteriores, indico fortemente que não faça isso.

Em O Cisne e o Chacal vamos mergulhar fundo na história de Fredrik Gustavsson e a caçada que inicia para encontrar, e matar, sua esposa, Seraphina, a mulher que ele mais amou na vida — o que só fez sua traição ainda pior.

Meu belo cisnei. Minha salvadora e minha perdição.

E a única pessoa que pode levá-lo diretamente à ela é Cassia, uma doce e inocente garota que pode ser a chave de tudo. Mas Cassia está ferida após escapar de um incêndio, e não se lembra de nada. Fredrik não tem escolha a não ser manter a mulher por perto, porém, depois de um ano convivendo com seu jeito delicado e piedoso, ele se descobre em uma batalha interna entre o que sente por Seraphina e o que sente por Cassia. Porque ele sabe que, para manter o amor de uma, a outra deve morrer.

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Autora: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora:  Hoover Ink
Páginas: 90
Classificação: 2/5 estrelas

Nesse volume, Silas e Charlie estão mais próximos de resolver o enigma em volta do motivo de perderem a memória repetidamente. Após acordar, Charlie mais uma vez não faz a mínima ideia de quem é. Porém, dessa vez, Silas não perdeu a memória dos últimos dois dias. Qual seria o motivo? O que ele fez diferente de Charlie que o levou a isso?

O primeiro pensamento de Silas é não contar essa novidade a Charlie para não assustá-la, mas seria essa a decisão correta a se tomar? No pouco tempo que lhes restam, ambos procuram com unhas e dentes a resolução do mistério que lhes acercam.

“Quem quer passar o resto da vida sem saber quem é?”

“Eu poderia passar todos os dias conhecendo você novamente, Charlie, e eu não ficaria cansado disso.”

Depois de cerca de oito meses do lançamento da parte dois, finalmente a nossa ansiedade acabou e temos em mãos a terceira e última parte da série. Porém, após tanto tempo esperando, confesso que foi um pouco difícil me recordar dos pequenos detalhes da história de Silas e Charlie. Mas aos poucos eu consegui me lembrar e o que restou foi a expectativa do que seria o tão aguardado final dessa série incrível.

Porém, em 92 páginas, as autoras Colleen Hoover e Tarryn Fisher conseguiram acabar com a série que estava se tornando uma de minhas preferidas. O enredo que elas criaram era muito bom. A forma como escreveram o mistério e descreveram o passado dos personagens foi espetacular. Mas, ao verem toda a expectativa criada nos fãs, elas ficaram sem ideias (uma que realmente valesse a pena) para a resolução do livro.

Não podemos mudar quem fomos no passado, Charlie. Mas podemos controlar quem somos no presente.

Não me entendam mal, de certa forma, Never Never: Part Three, até que foi bonitinho. Mas, não foi AQUELE FINAL que tanto esperei. Não sei dizer se alguém, ao ler as três partes de uma vez e sem ter tanta expectativa quanto todos nós tivemos, vai conseguir ter um conceito maior sobre o final, mas eu sei que eu e mais tantos outros leitores ficamos muito decepcionados.

Por incrível que pareça, ainda consegui tirar algum proveito do livro. Bom, os personagens amadureceram com tanto que passaram; Colleen e Tarryn tentaram nos mostrar a força do amor na vida das pessoas; e na última página ainda consegui soltar uma risada, com algo bem cômico que as autoras decidiram colocar lá. Mas, tirando isso, Never Never: Part Three foi uma completa decepção.

Nós queremos encontrar alguém que acredite em nós. Que tomará nosso lado e nos fará sentir menos sozinhos.


Autora: Emma Donoghue
Editora: Verus
Páginas:
 350
Classificação:
5/5 estrelas
Contem spoilers

Que a literatura tem o poder de nos transportar para dimensões paralelas, despertar uma imensidão de emoções e nos fazer questionar o universo, qualquer leitor aficionado sabe. No entanto, alguns livros –- estes mais raros, eu diria – nos marcam de maneira especial, presenteando-nos com experiências de quase catarse. Quarto, romance publicado pela Verus Editora e escrito por Emma Donoghue, é uma dessas obras únicas.

A história, que foi adaptada para o cinema no fim de 2015, em um longa aclamadíssimo que abocanhou quatro indicações ao Oscar, inclusive o de Melhor Filme, segue Jack, um menino de cinco anos confinado junto à sua mãe dentro de um quarto. Foi no Quarto onde ele viveu toda sua vida e, para a criança, lá é tudo que existe –- do Guarda-Roupa em que dorme ao Teto e à Cama e ao Tapete e ao Termostato. A Mãe foi sequestrada pelo Velho Nick quando tinha 19 anos, sete anos atrás, e trancafiada naquele cômodo, onde é frequentemente estuprada. Sob todas as dificuldades, porém, a Mãe criou Jack dando-o o máximo que pôde, concebendo um universo próprio para ele, em que não sofresse tanto… Mas a vida no Quarto não basta; nunca poderia, por mais que tentasse se enganar. Então, a Mãe elabora um complicado plano de fuga. Nada é mais o mesmo daí em diante.

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Autora: Amy Harmon
Editora:  CreateSpace
Páginas: 333

Escolhi esse livro principalmente por sua sinopse (ok, amo a autora, mas a sinopse contou, sério). A história sobre um bebê que todos adoravam, mas que foi deixado de lado ao crescer e tornar-se uma criança e então virar um adolescente — e ninguém quer adolescentes perturbados -, é tão similar com as discussões envolvendo a maioridade penal que estão sendo debatidas no Brasil que era uma leitura que simplesmente tinha que acontecer. E que leitura, Amy Harmon novamente me surpreendeu.

Esta é minha história e eu não estava preparada.

Moses foi um bebê encontrado em uma cesta, filho de uma drogada que abandonou-o e dias após foi encontrada morta, e ele cresceu para tornar-se um garoto que vê além do que os olhos comuns querem ver. Renegado por suas particularidades, por algo que ele não escolheu ser, é visível que ele sequer teve a chance, ele nunca seria aceito ou se encaixaria no que a sociedade gosta de ditar como correto. E então ele conhece alguém que não liga para rachaduras.

Georgia é uma garota teimosa, uma cowgirl que gosta de enfrentar tudo de frente e desafiar probabilidades. Moses é um garoto que ela sempre assistiu de longe, mas quando surgiu a oportunidade de ser algo mais ela foi em frente apesar de tudo que ele fez para afastá-la. A cada vez que ele lhe virava as costas, Georgia estava pronta para empurrá-lo, jogar por terra cada uma das leis de Moses e desafiá-lo a viver.

Eu quero que ele pegue a vida pelos chifres e monte nela com todo o seu valor.

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