Romance

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas:
 304
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Anos e anos atrás, Julia Quinn estava entre as primeiras autoras que me proporcionaram o prazer de descobrir o gênero romance de época, e ainda que eu não aponte ela como a melhor entre todos os autores que já li desde então, confesso que tenho um certo apego por ela e toda a escrita doce que a acompanha.

O Conde Enfeitiçado foi meu retorno a uma de suas séries de maior sucesso. Eu não acompanho mais Os Bridgertons com tanto fervor. Na verdade desde seu primeiro livro, eu comecei a lê-la fora de ordem (comecei pelo terceiro), logo dou graças a Deus por essa família seguir  uma ordem alfabética em seus nomes, assim não me perco tão facilmente — vou seguir essa ideia para meus filhos também um dia, quem sabe. E o que eu já posso adiantar do livro é que o começo não é muito fácil, mas melhora, eu prometo.

Era algo na forma como ela se movia.
Algo na maneira de respirar.
Algo na sua forma de existir.
Ele achava que jamais superaria aquilo.

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Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutenberg
Páginas:
 376
Classificação:
 5/5 estrelas

A trilogia Grisha, que veio antes dessa nova série de Leigh Bardugo, não só em criação, mas também no mesmo universo, não foi a melhor coisa que eu li. De fato, eu até passei o meu Sombra e Ossos pra frente e terminei de ler a série emprestando de uma amiga. Achei o primeiro livro morno, com personagens previsíveis e um enredo que poderia ser interessante, se bem desenvolvido, mas mesmo em suas sequências não achei que a autora entregou todo o potencial que tinha. Six of Crows me pegou de surpresa justamente porque eu fiz o caminho reverso: não tinha grandes expectativas e ele foi perfeito.

A água ouve e compreende. O gelo não perdoa.

A premissa aqui é bem diferente da série anterior. Kaz Brekker, trapaceiro e ladrão que cresceu na região pobre de Ketterdam, recebe uma proposta enervante: montar uma equipe capaz de resgatar um prisioneiro da Corte de Gelo de Djerholm, em Fjerda e, se for bem-sucedido, receberá milhões pela tarefa. A palavra chave é enervante porque, embora o dinheiro seja suficiente para tranquilamente viver o resto de seus dias sem se preocupar com gastos, ninguém nunca antes foi capaz de escapar da Corte de Gelo — e no caso deles, ainda tem a questão de se infiltrar primeiro e só depois escapar. Mas Kaz tem grandes ambições e não se intimida facilmente. De fato, montar a equipe ideal nem leva muito tempo: ele tem Inej, seu Espectro, aquela que desafia a gravidade e percorre ruas e telhados com furtividade e maestria em seu nome; Jesper, o atirador muito eficiente e muito viciado em apostas; Wylan, especializado em demolição (e com utilidades variadas, por assim dizer); Nina, uma Grisha Sangradora que deixou Ravka pouco depois do fim da Guerra Civil por forças maiores; e, com um pouco de esforço, também tem Matthias, um Drüskelle – caçadores de bruxas que capturam e executam Grishas –, que conhece a Corte de Gelo por dentro e é uma peça fundamental para o plano dar certo. E Kaz não tem dúvidas de que pode fazer dar certo.

“Eu sou um homem de negócios”, ele lhe disse. “Nem mais, nem menos.”
“Você é um ladrão, Kaz.”
“Não foi isso que acabei de dizer?”

São seis personagens principais num livro narrado com pontos de vistas alternantes escrito de maneira muito mais adulta e madura do que a trilogia original. Bardugo me surpreendeu muito com a sua capacidade de criar personagens que parecem tão vivos, tão reais, sem se prender a estereótipos nem de personalidades nem de papéis. Cada um tem seus pontos fortes e seus defeitos, todos são pessoas com quem você pode sentir afinidade, com motivos e desejos próprios, pessoas por quem você realmente se pega torcendo, por mais louca e impossível que seja a empreitada deles — e, acredite, ela é louca e totalmente impossível.

“Não é natural que mulheres lutem.”
“Não é natural que alguém seja tão estúpido quanto é alto, no entanto aí está você.”

Claro que também acabei torcendo pela resolução dos romances, porque não dá para não querer ver os casais se entenderem, o que é muito mais do que eu posso dizer que sentia com relação a Sombra e Ossos e seus derivados, mas o romance nesse livro não é intrusivo e não atrapalha nem atrasa o desenvolvimento da trama.

Se o leitor gostou da trilogia Grisha, tenho certeza de que vai gostar de Six of Crows também. A mão que escreve essa história é a mesma, mas com muito mais maestria, de uma maneira que faz você querer saber o que vem em seguida com urgência, mas com as vantagens de que dessa vez não é previsível, e a emoção está sempre viva, com um cenário mais vasto e interessante. Que a Bardugo continue sempre evoluindo assim, porque é impressionante e mágico. Tiro o chapéu.

Muitos garotos lhe trarão flores. Mas algum dia você encontrará um garoto que vai aprender sua flor favorita, sua canção favorita, seu doce favorito. E mesmo se ele for muito pobre para te dar algo, não vai importar, porque ele terá tomado o tempo de conhecer você como ninguém mais conhece. Só esse garoto merece seu coração.


Autor: Paola Scott
Editora: Charme
Páginas:
310
Classificação:
3/5 estrelas

Provocante me ganhou por envolver um romance mais maduro, ou seja, com problemas e dramas bem distintos ao que encontramos nos new adults e romances juvenis.

A trama gira em torno de Paola, uma personagem linda, forte e decida,  que sabe o que quer e o que não quer. Com uma filha de dezessete anos, sua vida aparenta estar completamente estabilizada, tanto a nível pessoal quanto profissional. Até ele aparecer…

Pedro é um advogado que quer distância de relacionamentos — ainda que ele sempre esteja acompanhado de mulheres que estão disponíveis para ele a qualquer momento. Seguro de si, isso muda ao encontrar uma certa contadora que abala seu mundo e o faz desejar muito mais do que uma noite de sexo.

Com certeza aquela mulher seria minha. Eu ainda não sabia nada sobre ela, mas era só uma questão de tempo. Onde ela esteve esse tempo todo?

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Apenas um garoto

Autor: Bill Konigsberg
Editora: Arqueiro
Páginas:
256
Classificação:
4/5 estrelas

Apenas Um Garoto conta a história de Rafe, um adolescente que, ao contrário do que a maioria dos jovens homossexuais almejam, quer “voltar” para o armário. Cansado de ser rotulado em sua antiga escola por ser gay, mesmo que não sofresse bullying, Rafe resolve se transferir para uma instituição para garotos para cursar o último ano e se misturar sem revelar sua sexualidade e ser apenas um menino como “qualquer outro”. Mas esconder uma parte importante de si, mesmo que ele não perceba, pode se tornar uma tarefa árdua.

Quem era Rafe de verdade? É possível deixar uma parte de si mesmo em espera? E, se você fizer isso, ela se torna uma mentira?
Tudo é mais fácil para os heterossexuais. Eles não entendem. Não conseguem. Não existe essa coisa de ser hétero assumido.

Vejam bem, eu fui preparado para odiar esse livro. Sério. Pensem comigo: é um assunto tão delicado sair do armário, sendo que para quem está nesse período de autoaceitação seria ainda pior ler um livro que pregasse algo que reforçasse os padrões sociais de heteronormatividade. Nos dois primeiros capítulos, na medida que os garotos da escola são apresentados, em sua maioria brancos, malhados e atletas, bem estereotipados, meu medo aumentou e passei a temer de que fosse uma história que se aproximasse da utopia homossexual qual existe entre o meio. Felizmente, eu estava equivocado. Foi confiando naquela pulguinha atrás da orelha que me acusava de estar tirando conclusões cedo demais que logo percebi que tudo isso foi delineado para que Rafe pudesse desconstruir junto ao leitor durante a leitura.

Rafe é um garoto que num primeiro olhar nos parece egoísta por não dar valor ao que tem. Ainda assim, não é de todo errada a sua insatisfação com rótulos. Claro, não a ponto de não querer ser honesto com o mundo e com quem você é, mas ser homossexual, muitas vezes, deixa de ser uma característica sua e passar a ser quem você é. O Amigo GAY, ou colega GAY, o vizinho GAY ou o primo GAY, ou qualquer coisa do tipo. O indivíduo se torna estigmatizado por sua sexualidade. O livro vem nos dar um alerta quanto a isso e desperta duas perspectivas de uma mesma realidade, além de nos lembrar que errar é algo que continuamente estamos sujeitos a fazer.

Não dá pra negar que fiquei deslumbrado quando me dei conta que os dilemas levantados pelo autor foram idealizados para nos aproximar da humanidade. Rafe cresce: errou, acertou, caiu e se levantou diversas vezes. Terminamos o livro apaixonados por ele e com vontade de abraçá-lo. Para quem no início queria matá-lo, que avanço, não?

Gostei dos personagens de apoio, embora senti falta de desenvolvimento. Os colegas de quarto poderiam ter sido explorados, mas o autor deu um destaque maior para o interesse amoroso de Rafe que, como no início não fica exatamente claro logo de cara quem seria, prefiro não dar spoiler por aqui. Mas adianto que você pode morrer de raiva e cair de amores, tudo ao mesmo tempo. A narrativa é bem divertida e prende muito bem, tiro por mim, que não consegui largar o livro até terminar. A escrita tem um “q” de John Green, mas de forma mais suave.

Era como se aquele fosse nosso jeito. Então me perguntei se funcionaria assim mesmo, meio Brokeback Mountan. Dormiríamos juntos por um ano, então finalmente iríamos além, mas nunca falaríamos sobre o assunto. Em seguida, ele se casaria e eu seria assassinado no Texas.
Provavelmente não, mas cuidado nunca é demais.

Por fim, tive um acesso de raiva que terminei um capítulo e li “agradecimentos”. “PQP COMO ESSE CARA FAZ ISSO COMIGO P*** COMO TERMINA O LIVRO DE FORMA TÃO VAGA” foi o que pensei, e mais algumas coisas nada agradáveis. Então fiz uma pesquisa rápida no Goodreads e descobri que terá continuação. Ufa! Editora Arqueiro, queridíssima, traga a continuação o quanto antes para nós! E continue apostando em livros com personagens LGBT que nós adoramos.

É difícil ser diferente, e talvez a melhor resposta não seja tolerar diferença, nem mesmo aceitá-las, e sim celebrá-las. Talvez essas pessoas que são diferentes se sentissem mais amadas e menos… bem, toleradas.


Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 390
Classificação: 3/5 estrelas

Só quem leu sabe o sofrimento para terminar esse livro, sério! Em minha opinião, Kiera errou ao fazer uma segunda parte para Seleção. Volto a repetir, se for para ter mais livros, que sejam sobre America e Maxon, e não sobre uma filha mimada que ao decorrer do livro até uma melhorada, mas não me emocionou nem um pouco — não rolou aquela empatia, saca? Faltou àquela pegada de emoção, a leitura ficou cansativa, e se houve alguma emoção da minha parte, isso se valeu mais por todo o drama envolvendo, adivinhem só, America!

— Eu tenho pavor do meu coração.

Eu não tive a intenção de dizer essas palavras em voz alta, mas havia algo nele que fez desta sala, e deste momento, o único lugar no qual eu poderia admitir a verdade.

Ele se inclinou para perto da minha orelha e sussurrou:

— Não há nada lá para temer.

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Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas:
256
Classificação:
3.5/5 estrelas

A Primeira Vista é a continuação do romance entre Jeremy Marsh e Lexie Darnell e nesse volume esse casal passa por diversas mudanças em seu relacionamento. Para começar, Jeremy – que nunca imaginou deixar sua cidade amada – decide se mudar para Boone Creek e ficar ao lado de sua querida noiva – pois é após algumas semanas de romance eles resolvem noivar.

Depois de tomar uma decisão dessa magnitude, os amigos e irmãos de Jeremy ficam meio conturbados e querem desencoraja-lo a prosseguir com essa história.  O que ajuda a alimentar a mente de Jeremy e então ele começa duvidar do amor de sua futura esposa. E, para completar, Jeremy começa receber e-mails que contribuem para sua desconfiança aumentar. Enquanto isso, Lexie se esforça para organizar os detalhes do casamento e de sua nova casa, mas isso não parece ser o suficiente para Jeremy, visto que ele vem agindo de forma tão estranha.

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