Jovem Adulto

Autora: Marie Rutkoski
Editora: Farrar Straus Giroux
Páginas:
 328
Classificação:
4/5 estrelas

Era uma vez uma menina, que já estava desanimada com suas leituras sempre tão repetitivas, histórias chatas e romances impossíveis. Era uma vez uma série, uma sequência de livros que prometiam mais do mesmo.

“Minha alma é sua”, disse ele. “Você sabe disso.”

A garota, ainda assim, decidiu ir em frente. Leu só algumas páginas. Depois, ela leu 100, 200, terminou o primeiro livro, começou o próximo, e, em dois dias, terminou toda a série e aprendeu que nem tudo é o mesmo, que há histórias que surpreendem e brilham, principalmente quando a dor de cada personagem se torna a sua própria. Terminei essa trilogia querendo esquecê-la para então poder passar por tudo novamente.

(mais…)


Autora:  Danielle Paige
Editora:  Rocco
Páginas: 384
Classificação:
5/5 estrelas

Você viu os filmes, ouviu as músicas, leu sobre a estrada de tijolos dourados que leva a Cidade de Esmeralda. Amy Gumm também.

Amy é mais uma garota do Kansas, com seus cabelos rosa e moradora de um trailer com uma mãe depressiva e com certeza não é a garota mais popular da escola, e com tudo isso ela tinha lá seus planos pra fugir dali. Até o momento em que chega o tornado.

Eu não pedi por nada disso. Eu não pedi pra ser algum tipo de herói.

Então Amy vai parar em Oz, acontece que Oz não é a mesma Maravilhosa Terra; a estrada de tijolos amarelos está desmoronando, magia é proibida e você não sabe mais o que (e quem) é Bom e Mal.

(mais…)


The Song of David

Autora: Amy Harmon
Editora:  CreateSpace
Páginas: 260
Classificação: 5/5 estrelas

Essa é a sequência de The Law of Moses, e teoricamente irá girar em torno do melhor amigo de Moses, David “Tag”, mas logo ao começar o livro você se pega envolvido mais uma vez com Moses e pouco a pouco percebe que The Song of David vai muito além de Tag.

Você vai me devastar, David?

Por um lado fica um ponta de decepção porque o livro em nenhum momento foi o que eu esperava. De supetão, nas primeiras páginas, já ficamos a par de como está a vida de Tag. O grande mistério está em seu recente desaparecimento, e aos poucos vamos descobrir o que levou-o a esse ponto de ruptura.

Tag construiu um império, está a caminho de lutar pelo cinturão do MMA em sua categoria, e ainda conheceu uma dançarina especial de diversas formas diferentes. Quando ele deixa tudo para trás, a autora nos joga em suas memórias, os encontros e desencontros, as vitórias e o evento que trouxe a infeliz partida. Mas um terço da história também é sobre Moses, seu dom, e a ligação com Tag.

Entretanto, diferente do livro anterior, a leitura de The Song of David se arrastou, quando você lê tanto de uma autora, você sempre espera ela em seu melhor e duvidei disso em alguns momentos, até perceber que essa á uma história que vai muito além da escrita, de uma simples união de frases, e precisei parar para entender e sentir toda a gama de sentimentos que Amy Harmon preparou para os leitores dessa vez.

O que ela não sabia, o que não poderia ver, era que ela me derrubava, eu poderia estar em pé ao seu lado, mas eu já estava caindo.

Sim, meu entrosamento e ligação com os personagens não aconteceu em um estalar de dedos, mas mesmo com essa barreira, isso não foi suficiente para impedir as lágrimas de caírem. Tudo é muito intenso, cru; os obstáculos, as batalhas, a ideia de conseguir se reerguer no pior cenário e ir em frente, de ser empurrado até não aguentar mais, e ao cair, aceitar que certas vezes é preciso de ajuda para se reerguer. E essa não será uma viagem fácil, nem para o leitor, muito menos para os personagens.

É estúpido destacar isso, mas essa resenha não é suficiente para o que a autora quer mostrar, seu livro ora é doce, repleto de sensações, e ora é dilacerador e magoa porque coloca por terra o sonho encantado de que tudo dará certo.

“Eu não posso ver o caminho a seguir.”

“Eu também não. Mas isso não me parou.”

E preciso manter um pouco de distância dos livros dessa autora porque o fardo é pesado, nunca é “só mais um livro” ou “só mais uma história“, parece louco explicar dessa forma, mas não é, sério. Talvez seja complicado entender e até colocar em palavras como um livro que aparentemente não gostei se tornou algo tão grande, minha vontade ao terminar foi só ir atrás de algo mais “feliz” para ler, mas a verdade é que esse livro é sobre a vida, e mesmo com as tragedias, as alegrias tomam tudo ao olhar para trás. Essa é a maior mensagem de Amy. Não é para ser fácil, é para ser inesquecível, e isso The Song of David com certeza foi.

Assim nossa jornada começou. E assim foi onde terminou.


Autora: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Editora:  Hoover Ink
Páginas: 90
Classificação: 2/5 estrelas

Nesse volume, Silas e Charlie estão mais próximos de resolver o enigma em volta do motivo de perderem a memória repetidamente. Após acordar, Charlie mais uma vez não faz a mínima ideia de quem é. Porém, dessa vez, Silas não perdeu a memória dos últimos dois dias. Qual seria o motivo? O que ele fez diferente de Charlie que o levou a isso?

O primeiro pensamento de Silas é não contar essa novidade a Charlie para não assustá-la, mas seria essa a decisão correta a se tomar? No pouco tempo que lhes restam, ambos procuram com unhas e dentes a resolução do mistério que lhes acercam.

“Quem quer passar o resto da vida sem saber quem é?”

“Eu poderia passar todos os dias conhecendo você novamente, Charlie, e eu não ficaria cansado disso.”

Depois de cerca de oito meses do lançamento da parte dois, finalmente a nossa ansiedade acabou e temos em mãos a terceira e última parte da série. Porém, após tanto tempo esperando, confesso que foi um pouco difícil me recordar dos pequenos detalhes da história de Silas e Charlie. Mas aos poucos eu consegui me lembrar e o que restou foi a expectativa do que seria o tão aguardado final dessa série incrível.

Porém, em 92 páginas, as autoras Colleen Hoover e Tarryn Fisher conseguiram acabar com a série que estava se tornando uma de minhas preferidas. O enredo que elas criaram era muito bom. A forma como escreveram o mistério e descreveram o passado dos personagens foi espetacular. Mas, ao verem toda a expectativa criada nos fãs, elas ficaram sem ideias (uma que realmente valesse a pena) para a resolução do livro.

Não podemos mudar quem fomos no passado, Charlie. Mas podemos controlar quem somos no presente.

Não me entendam mal, de certa forma, Never Never: Part Three, até que foi bonitinho. Mas, não foi AQUELE FINAL que tanto esperei. Não sei dizer se alguém, ao ler as três partes de uma vez e sem ter tanta expectativa quanto todos nós tivemos, vai conseguir ter um conceito maior sobre o final, mas eu sei que eu e mais tantos outros leitores ficamos muito decepcionados.

Por incrível que pareça, ainda consegui tirar algum proveito do livro. Bom, os personagens amadureceram com tanto que passaram; Colleen e Tarryn tentaram nos mostrar a força do amor na vida das pessoas; e na última página ainda consegui soltar uma risada, com algo bem cômico que as autoras decidiram colocar lá. Mas, tirando isso, Never Never: Part Three foi uma completa decepção.

Nós queremos encontrar alguém que acredite em nós. Que tomará nosso lado e nos fará sentir menos sozinhos.


Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Classificação: 4/5 estrelas

Magnus Chase é um adolescente que passou os últimos anos morando na rua, após sua mãe ter sido assassinada por lobos em um acidente meio que “surreal”. Desde então, o garoto vive de sua inteligência, sobras de comida e com uma ajuda um tanto “especial”, digamos assim. Ele se manteve distante de qualquer parente, fazendo o possível para não ser encontrado. Mas tudo muda para ele quando um tio que sua mãe havia orientado que Magnus ficasse longe o encontra e revela sua origem: o menino é filho de um deus nórdico. Depois de ser levado a lutar contra um gigante de fogo que está destinado a trazer a destruição aos 9 mundos, Magnus morre, mas apenas para abrir as portas de realidades que ele acreditava serem apenas lendas.

“Você parece o Kurt Cobain,” minha mãe dizia, para me provocar. “Eu adorava o Kurt, pena que ele morreu.”
Ah, adivinha, mãe!, pensei. Agora também tenho isso em comum com ele!

(mais…)


Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Classificação: 5/5 estrelas

P.S.: Ainda amo você é a continuação do livro mais fofo que li no último ano, Para todos os garotos que já amei. A escrita do livro segue a mesma linha do seu antecessor, é delicada, leve e cheio de sentimentos nas entrelinhas. A autora consegue manter o ritmo, o que significa que é muito, mas muito difícil largar o livro enquanto você não chegar a última página.

Cartas esquecidas, um acontecimento – terrivelmente – desagradável e um novo garoto surgem para complicar o relacionamento entre Lara Jean e Peter. Kitty continua genial com suas respostas e percepções da vida para alguém com sua idade, o que rende boas risadas! E ainda há o trabalho voluntário de Lara Jean no asilo, que também ganha mais destaque, e é interessante ver a atração que a protagonista tem em relação ao amor e os hábitos antigos (décadas de 40/50), descritos pelas velhas senhoras.

(mais…)


EDITORAS & PARCEIROS

Copyright © 2016 Livros&Citações. Todos os direitos reservados
Notícias, resenhas e indicações de livros!