Jovem Adulto

Autora:  Julie Halpern
Editora: Feiwel & Friends
Páginas: 256
Classificação: 5/5 estrelas se pudesse dar 20,30 eu daria

Não sei o que é, mas sei que estou em uma maré de livros muito bons a espetaculares. O livro do qual se trata essa review não se tornou só o meu preferido, mas me impactou muito. Me identifiquei tanto com a protagonista, com a personalidade dela que teve momentos em que tiver de rir sozinha por pensar tão como ela. A escrita da Julie é soberba, maravilhosa, ela soube tratar de assuntos tão delicados, tão assustadores, de uma forma que mesmo que quase mórbido, o leitor ri, mesmo com os olhos cheios de lágrimas, ele sorri e ri, e por vezes dá vazão a intensidade da trama, dos personagens e da escrita dela. E realmente, o título é perfeito para o livro, F— – It List, fuck-it list, fuck it.

Eu não estava pronta para fazer piadas sobre a Becca ter câncer, e fiquei um tanto desconcertada que ela estava.

O livro nos conta a história de Alexandra, Alex. Uma garota com uma personalidade um tanto sombria, sarcástica, irônica, cínica, ainda que engraçada. Tudo começa no dia do enterro do pai da Alex, um dia que não teve só a despedida do seu pai, como a traição da sua melhor amiga com o namorado que ela pretendia terminar. Obviamente, Alex dá um tempo na amizade com a Becca, afinal, ela tem de processar a morte do pai, assim como a traição da Becca, não que Alex não vá perdoa-la. Quando as férias de verão terminam Alex volta à escola esperando pela Becca, por dizer que tudo passou e blábláblá, só que ela não vem e por meio de outra pessoa Alex descobre que sua melhor amiga está com câncer. A culpa que ela sente é enorme, Alex rejeitou e ignorou cada tentativa de contato de Becca, quando a amiga mais precisava.

Existe por aí algum manual, Como agir com pessoas que tem câncer, porque eu não sabia o que era apropriado e o que era evidentemente um fora.

Mesmo temendo pelo pior, Alex vai atrás da amiga e a acompanha na luta contra o câncer. Mas, como as duas tem um lado dramático bem intenso, Becca vem com uma lista de coisas que ela quer fazer antes de morrer, mesmo que a probabilidade disso acontecer seja baixa e os médicos digam que ela tem grandes chances. As amigas acabam chamando a lista de Fuck-it list, que a Becca começou quando tinha mais ou menos 8 anos, e Becca precisa que sua melhor amiga faça algo por ela, ajude-a a realizar os desejos que estão ali, caso ela não consiga completar tudo. Com toda essa carga emocional, Alex acaba saindo por ai e encontrando com Leo Dietz, um crush dela que meio que ela stalkeia, e com quem ela completa alguns itens da lista da Becca, e se torna algo mais do que ela gostaria, mais do que ela pode lidar.

“[…] E se eu aprendesse sobre taxidermia, preenche-se você, e aí levasse você comigo em todos os lugares que eu fosse até completar a lista?”

Isto, não é uma história de amor cheia de frufrus e confetes, esta é a história de uma garota que passa por situações pesadas, que tem de lidar com perdas e com o medo de lidar com situações onde fica vulnerável. Assim como não é a história da garota com câncer, não, e sim da melhor amiga dela e como isso impacta a vida dela. De como a melhor amiga que ainda em luto tem de dar o melhor de si para não quebrar, mesmo que sem querer quebre alguém com quem ela se importa, mesmo não querendo. Alex não tem papas na língua, fala o que não deve nos piores momentos e mesmo sendo um tanto ‘escura’, é uma das melhores personagens que eu já li.

Como já comentei a escrita é soberba, surpreendente, emocionante, cruel, as vezes até atroz, ainda que delicada e vulnerável. Não tenho criticas e nem vi falhas, furos ou coisas absurdas. Não um livro de ‘e eles viveram felizes para sempre’, e sim de ‘eles viveram’, isto em um livro com tantas perdas, tanto luto, assim como luta, é tão real que me deixou sem palavras. Parabéns Julie, sua escrita, seus personagens e sua trama foram fodasticas. Afirmo que este se tornou um dos meus livros favoritos, assim como me apresentou mais dois personagens que nunca vou esquecer, Alex e Leo. Fiquem de olhos abertos para o que sair dessa autora, pois vale cada lágrima e risada.

Esquecer sobre aquele dia, assim como sobre muitos outros, parecia ser uma constante meta. Eu só esperava que chegasse um dia que eu quisesse me lembrar.


Autor: Nelson Lameiras
Editora: Novo Século
Páginas:
368
Classificação:
2/5 estrelas

Antes de começar a resenha gostaria de afirmar que esta é a MINHA opinião, ou seja, você pode pensar completamente diferente de mim. E, outra, se trata de uma crítica construtiva, portanto, não leve para o lado pessoal.

No livro, Matt e Karen são melhores e amigos e mal sabem a aventura que estão prestes a entrar. Durante uma confusão eles acabavam vendo o que não deveriam e conhecem a Escola de Magia – um colégio onde os adolescentes passam oito anos da vida, os primeiros são como o ensino médio e os próximos são o ensino superior. Apenas estudam nessa escola quem tem algum índice de magia em si. E no mesmo dia que descobrem a escola, o diretor faz um exame neles e descobre que eles possuem um grande poder dentro deles.

Tenham muito cuidado na escolha de qual lado seguirão em suas vidas.

Diferente de todos os outros alunos, Matt e Karen irão ingressar na escola depois de as aulas já terem iniciados – alguns não gostaram muito da ideia. Para decidirem para qual turma irão eles devem consultar O Livro Mágico, e após consulta-lo eles descobrem que são magos que há muito tempo não existiam: ambos possuem afinidades para vários elementos, não apenas um como os outros. Porém, para escolher a turma eles devem escolher apenas um elemento, e eles escolhem a água.

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Autor: Sarah Cross
Editora: Verus
Páginas: 324
Classificação: 4/5 estrelas

Admito que o que me chamou atenção nesse livro foi o seu título: Encanto Mortal (Kill Me Softly, no original). Apesar de ter uma capa linda e uma sinopse louca, para dizer a verdade, eu não esperava muito dele. Achava que mais um livro seguindo uma história sem pé nem cabeça. No entanto, tudo que eu pensava sobre esse livro antes se mostrou um equívoco, pois, eu poderia dar qualquer definição para ele por meio de uma palavra, e clichê, seria a única não apropriada.

Parece que… o amor destrói você. Como se isso é tudo o que o amor faz.

O livro segue a história de Mira, prestes a fazer dezesseis anos quando decide decide fugir da casa de suas madrinhas e procurar pelo túmulo de seus pais – que morreram quando ela era apenas uma criança.

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Autora: Richelle Mead
Editora: Razorbill 
Páginas:
401
Classificação:
5/5 estrelas

É engraçado o que acontece com um personagem depois de se dar um pouco de atenção a ele. Em todas as resenhas que lia dos dois primeiros volumes de Bloodlines havia a mesma reclamação: A narração deixa um pouco a desejar, afinal a Sydney não é uma Rose. Mas o que descobrimos em The Indigo Spell? Sydney não é um Rose da vida, mas é sim uma personagem forte, madura e linda!

Você é minha chama na escuridão

Nesse terceiro volume da série Bloodlines temos uma Sydney mais indecisa do que nunca (se é que é possível). A sua professora de história, Mr. Terwilliger está a ensinando e incentivando a usar a magia cada vez mais. O problema é que sua irmã, Veronica, está sugando a juventude de garotas e, as deixando em coma e sem esperança de vida durante o processo. Sydney seria um possível alvo de Veronica. Mas, Terwilliger faz um feitiço para protegê-la de sua irmã. No entanto, ela pede que Sydney a localize – um feitiço que apenas uma virgem poderia fazer, ou seja, perfeito para Sydney.
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Autora: S.J Kincaid
Editora: Vergara&Riba
Páginas: 502
Classificação: 5/5 estrelas

Insígnia: A Arma Secreta conta a história do Tom, um rapaz que não leva uma vida muito normal, seu pai é um jogador problemático, e juntos eles vão de cidade a cidade, em uma existência nômade. Mas há algo em que Tom se destaca, os videogames. Assim, nessa distopia onde as guerras são travadas em outros planetas para a exploração de seus materiais, Tom acaba sendo contratado para trabalhar na Agulha como um combatente, o que muda sua vida.

Eu devo dizer que Insígnia foi um dos melhores livros de 2013. Incrivelmente bem escrito, a autora tece uma trama bem construída e te faz apaixonar pelo livro. E tudo que senti ao lê-lo me conquistou de tal forma que o sentimento ainda não passou e é difícil escrever em quais pontos Kincaid impressionou e até mesmo relatar tudo que senti ao ponto de mostrar como vale a pena lê-lo, então por favor me perdoem por qualquer excesso de empolgação.

Assim, devo começar dizendo que a autora constrói uma realidade bem crível no qual empresas são os grandes governantes do universo e assim dividem ele para decidir quais delas vão explorar os recursos de certos planetas. Desse modo, a autora ganha meu respeito quando crítica o fato de pessoas deixarem as grandes corporações explorarem seus bens e fazerem o que quiserem, além de se aprofundar na tecnologia e todas as possibilidades.

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Autora: Anna Carey
Editora: Galera Record
Páginas: 288
Classificação: 3.5/5  estrelas

Que o gênero distopia está mais do que batido no mercado literário todos nós sabemos, e depois de bestsellers como Jogos Vorazes e Divergent, fica difícil aparecer algo mais interessante. Os autores estão precisando, literalmente, se desdobrar. Mas Anna Carey para escrever seu livro usou de um tema de referência que todos nós já ouvimos pelo menos uma vez em nossas vidas para criar algo novo.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo.

Imagine um mundo devastado por um vírus onde um homem tem a brilhante, ainda que cruel, ideia de fingir ser Deus e desenvolver várias “Evas” para recomeçar a humanidade. Com a população americana devastada após os últimos acontecimentos e sem direção para se reerguerem, um homem decide tornar-se o Rei e aplicar a ordem para que todos possam finalmente seguir em frente para um futuro melhor. Entretanto, em “todos”, ele não inclui os órfãos. Para essas pessoas, há um plano maior.

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