Jovem Adulto

Autor: Melissa Grey
Editora: Seguinte
Páginas:
355
Classificação:
4/5 estrelas

Echo desde criança teve que aprender a se cuidar sozinha, com apenas sete anos de idade ela já conhecia muito bem os sentimentos de abandono e solidão. Vivia escondida em uma biblioteca (porque não tem lugar melhor pra morar, não é?) e se sustentava com pequenos roubos. Até que ela conhece uma mulher diferente de todas que ela já havia visto, não apenas interiormente, mas fisicamente, e essa mulher acolheu Echo e a levou para um lugar que ela achava que só poderia existir em livros e filmes.

Longe da normalidade humana, escondidos em lugares onde a maioria da humanidade nunca saberá da existência, vivem duas raças antigas e mágicas que travam uma guerra milenar. De um lado temos os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pêlos; E de outro, os Drakharin, com escamas por sobre a pele. De acordo com uma profecia, que para muitos não passa de uma lenda, a única coisa capaz de acabar com essa guerra é o Pássaro de fogo, porém ninguém sabe o que ou quem é, e muito menos onde encontrar.

Depois de dez anos vivendo no meio dos Avicen, eles se tornaram a família  de Echo e, após um pedido de sua guardiã, ela decide embarcar em uma jornada para encontrar o Pássaro de fogo e cessar todo o derramamento de sangue.

– A guerra é como uma droga. – Ele disse. – Você passa tanto tempo em busca da vitória que fica cego com o fato de que nunca vai encontrá-la. Nunca me ocorreu que a paz fosse possível.

(mais…)


Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas:
416
Classificação:
5/5 estrelas

Talvez seja um consenso entre alguns leitores de que o primeiro volume da trilogia Lar da Srta Peregrine para Crianças Peculiares seja deveras introdutório e pouco explorado, mas se com Cidade dos Etéreos Ransom Riggs mostrou que vinha pra ficar, com o desfecho da saga, Biblioteca das Almas, o autor conseguiu concluir sua história satisfatoriamente. O que ele criou, embora com elementos comparáveis com outras mídias, foi uma nova fábula fantasiosa que tem arrebatado órfãos de sagas marcantes como Harry Potter e Percy Jackson, mas com uma peculiaridade característica que é toda sua.

O livro anterior termina com uma grande reviravolta na vida das crianças peculiares que corriam contra o tempo em busca de recuperar a Srta Peregrine e salvar as fendas do tempo e o mundo como elas conhecem. Começando exatamente do ponto onde terminou, fica nas mãos de Jacob, Emma e um querido personagem nesse capítulo final reverter a grande enrascada em que se meteram. Quem leu sabe como o desfecho de Cidade dos Etéreos é desconcertante para qualquer um que precisasse que aguardar pela continuação!

(mais…)


Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas:
392
Classificação:
4.5/5 estrelas

Todos acreditam conhecer Libby, para eles ela é só aquela garota que chegou a ser a adolescente mais gorda dos Estados unidos, aquela que precisou ser resgatada dentro da própria casa por não conseguir passar pela porta, aquela com o pai desajustado que não prestou atenção no quanto a filha comia e a deixou chegar ao peso de 296 quilos. Mas ninguém sabe o real motivo da Libby se deixar chegar nesse estado, e depois de passar dois anos dentro de casa, Libby decide que é finalmente hora de voltar a viver. Está pronta para voltar para o colégio, pronta para o amor e pra qualquer possibilidade que a vida oferecer.

Há três anos, eu era a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Cheguei a pesar 296 quilos, o que significa que eu estava mais ou menos 226 quilos acima do peso. (…) Perdi 136 quilos. Duas pessoas inteiras. Ainda preciso perder outros noventa, mas tudo bem.

Para todos que o conhecem, Jack é só mais um adolescente normal, tem namorada, amigos e uma inteligência acima da média. Porém tem um detalhe sobre ele que o diferencia de todos os outros: ele tem prosopagnosia, uma doença neurológica que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando olha para alguém, ele consegue ver o rosto, consegue lembrar que tal pessoa tem o cabelo escuro, a pele clara, um nariz grande ou uma orelha pontuda, porém tudo é um quebra-cabeças onde ele não consegue “juntar os pedaços”. Ele é obrigado a gravar essas pequenas características das pessoas para conseguir diferencia-las na multidão. E ele nunca contou sobre isso para ninguém, sempre lidou sozinho com essa dificuldade.

(mais…)


Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas:
368
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Imperfeitos narra uma história futurística onde a pessoa que cometer algum tipo de erro é julgada e marcada com um “I”, de imperfeito, em alguma parte do corpo (variando de acordo com o erro cometido). Depois de marcada e tachada como imperfeita, a pessoa é discriminada e vive como um “cidadão de segunda classe”, ou seja, ela tem outras regras a cumprir e sua vida é muito mais complicada do que ela jamais imaginaria.

Celestine North é simplesmente perfeita. Ela é um exemplo para todos ao seu redor. Ela namora com Art Crevan – filho do principal juiz do tribunal. Mas, tudo muda quando ela se depara com uma cena chocante: um idoso imperfeito está morrendo e ninguém cede o lugar para ele no ônibus – visto que jamais alguém ajudaria um imperfeito. E ela se pergunta, o que deveria fazer? Qual seria atitude correta? Continuar sendo “perfeita” e seguir as leis? Ou ajudar um imperfeito a não morrer e se tornar imperfeita? A sua decisão frente a essa situação levará a sua vida a um rumo que ela jamais imaginaria.

Sou uma menina de definições, de lógica, de preto no branco. Lembre-se disso.

Uau! Esse livro foi uma completa surpresa para mim. Ao escolher lê-lo imaginei que fosse mais um romance de Cecelia Ahern. Depois de iniciar a leitura percebi que na verdade se tratava de uma distopia. Bom, em minha opinião, essa é uma distopia diferente das que eu já li, porém, eu não sou nenhuma expert no assunto (vamos ter que esperar a senhorita Gabrielle se pronunciar).

O conhecimento é geralmente uma responsabilidade que ninguém quer.

Com uma narração em primeira pessoa pela própria Celestine, adentramos de cabeça na mente de uma personagem que muda da água para o vinho em questão de semanas. E isso foi uma das coisas que mais me admirou nesse livro: a capacidade de amadurecimento dos personagens. Eu, no lugar deles, jamais teria tanta coragem e disponibilidade para mudar. Durante a leitura, posso falar vocês com toda sinceridade que eu me emocionei como não fazia a um bom tempo. Ahern usou uma narrativa profunda que me arrebatou para dentro da história.

Foi o momento mais perfeito da minha vida.
Foi o último momento perfeito da minha vida.

Além disso, gostei de ver o papel da família de Celestine, e realmente consegui enxergar uma família comum. Também há corrupção no governo – como já bem conhecemos. E personagens como Art e Carrick. Qual será o futuro deles? Eu não faço a mínima ideia. Ainda não havia comentado, mas quando eu estava chegando mais ou menos na metade do livro, descobri que Imperfeitos é o primeiro livro da série Flawed. Então já me preparei psicologicamente para esperar para descobrir o que acontecerá com meus novos personagens preferidos.


Carry On surgiu pela primeira vez em um trabalho anterior de Rainbow Rowell, Fangirl, sendo uma ficção dentro da ficção. O título é sugestivo, mas basicamente Fangirl tem como foco uma personagem fanática por uma série de livros de um bruxo chamado Simon Snow, e desde que começou a publicar na internet fanfics com os personagens da obra original, Cath acaba ganhando muita popularidade entre os fãs do original (aliás, recomendo muito a leitura de Fangirl <3). No ano passado, então, Rainbow resolveu dar forma a um livro que mesclaria esses dois lados de Carry On retratados no livro anterior, mas de forma independente. Ou seja: não é uma continuação de Fangirl, sendo Carry On – A Queda e Ascenção de Simon Snow o desfecho que a autora acreditou que os personagens, até então duplamente fictícios, mereciam, os transportando para um livro só deles e se enveredando em um caminho não percorrido por ela até então: o da fantasia.

tumblr_n5ygpwyc3f1rusnwyo1_1280-crop

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry on é uma história de fantasmas, amor e mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

Você deve aprender a se proteger sozinho, Simon, e quanto antes, melhor. Ele é a nossa maior ameaça. E você é a nossa maior esperança.

Meu santo Raziel, há tempos que eu não me via tão envolvido com um livro, embora tenha lido ótimos neste último ano. Rowell definitivamente tem o dom de prender seus leitores do começo ao fim de suas histórias. Carry On começa cheio de mistérios, e em suas primeiras páginas pode enganar parecendo só mais um universo genérico de uma fantasia com magia, mas logo percebe-se que é proposital e que a história se mantém por si só, sendo desenvolvida, imagino eu, com muito carinho, carinho esse que somente alguém muito apaixonado (a) por escrever poderia criar.

Simon e Baz são personagens extremamente apaixonantes e diferentes um do outro. Na primeira parte (de quatro) do livro, Baz não aparece, então a imagem que o leitor cria dele surge apenas com base no que o outro diz (coisas horríveis, vale mencionar). Simon é um menino impetuoso, com as expectativas das pessoas ao seu redor sempre focadas nele. Embora hoje tenha encontrado o seu lugar na Escola de Magia, com uma grande amiga, uma namorada (blergh) e até mesmo um rival (<3), o garoto tem um passado triste que no decorrer do livro é explorado, e é chave para muitas respostas.

Falar de Baz sem dar spoilers seria praticamente impossível, então vou resumir dizendo que, po**a, melhor personagem do livro! Que humor mordaz! Que personalidade e sentimentos bem construídos. Seja ele bom ou ruim, ficou no meu coração.

É sempre fogo com Baz. Eu não acredito que ele ainda não me incinerou. Ou me queimou numa estaca.

Os personagens secundários também são bem legais, com destaque para a divertida Penélope, a típica garota alternativa e autêntica que você gostaria de andar no recreio. O Mago, diretor da instituição também foi um bom personagem, mas achei pouco explorado. Enquanto isso, Agatha foi uma personagem que detestei, principalmente da metade do livro em diante. Namorada de Simon até então, até consegui compreender os seus dilemas, mas a forma que ela lida com as coisas é lamentável.

A narrativa é intercalada entre vários personagens. Geralmente esse método me deixa com mais vontade de ler na voz de alguns personagens no que de outros, mas todas as perspectivas colaboram para a história como um todo. Isso contribui para ter uma visão ampla de vários pontos e atitudes tomadas no decorrer da trama.

O sistema de Magia é um pouco simples, mas ainda assim legal, com verbalização de frases que, não sei se foi pela tradução/adaptação, são bem nonsenses. Além de bruxos, Carry On flerta com muitos outros seres fantásticos do nosso imaginário, como vampiros, fadas e ogros.

– Eu não sou o escolhido – diz ele

– Eu te escolho – digo – Simon Snow, eu escolho você.

Carry On é mais um dos grandes achados que fico feliz por encontrar frequentemente por aí. Recomendo para qualquer pessoa que goste de uma leitura divertida e ao mesmo tempo sensível. E, além disso, que goste de sofrer todo o tempo torcendo para que os protagonistas se deem conta dos sentimentos de um pelo outro! HUhahaha

O livro termina com um gostinho de quero mais, e se depender de Rainbow Rowell teremos outra vez o sabor dessa história. A autora disse em entrevista que provavelmente publicará uma continuação, então resta ficar no aguardo e torcer para não ser trouxa como fomos com Eleanor & Park, já que um segundo livro nunca saiu do papel. De todo mundo, vocês já sabem que devem terminar essa resenha correndo em busca do livro. Boa leitura. <3

 

Simon serelepe


Vamos deixar claro que esse não é um livro padrão Harry Potter, é um livro padrão teatro e muita coisa se perde nisso e eu posso apontar o livro como um extra para os fãs da saga e seus personagens, mas que no geral esta bem aquém. Quer saber o que mais achei? Confere o vídeo! 


(mais…)


EDITORAS & PARCEIROS

Copyright © 2016 Livros&Citações. Todos os direitos reservados
Notícias, resenhas e indicações de livros!