Fantasia

The Kiss of Deception

Autora: Mary E. Pearson
Editora: Henry Holt
Páginas:
 492
Classificação:
 5/5 estrelas

Em uma sociedade com uma longa tradição, a vida da princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, ou simplesmente Lia, segue um curso pré-determinado. Como a primogênita da Casa de Morrighan, espera-se que ela possua o venerado dom da visão (mas ela não o tem), o que faz com que seus pais armem uma farsa quando organizam o seu casamento para garantir uma aliança com um reino vizinho, esperando que ela case com um príncipe que nunca conheceu.

Hoje era um dia que centenas de sonhos iriam morrer e um único sonho iria nascer.

Então, na manhã de seu casamento, ela foge para uma vila distante, onde começa uma nova vida. A chegada de dois estranhos de aparências muito distintas chama a atenção de Lia, mas o que ela não sabe realmente é que um dos dois é o Príncipe abandonado e o outro um assassino enviado para matá-la. Quando a mentiras crescem, Lia está prestes a desvendar perigosos segredos – inclusive se apaixonar.

Talvez houvessem diversas maneiras diferentes para se apaixonar.

*Som da marcha nupcial* Viveram felizes para sempre * barulho de disco arranhando*

Eu poderia enumerar aqui a quantidade de coisas que poderiam dar errado nesse livro, sabe por quê? É um clichê atrás do outro: Princesa mimada (mas com opinião e coragem) e Príncipe arrogante (mas determinado e leal); Reino e casamento real (mas não tão real assim); Assassino sexy (mas muito perigoso); Tramas, reinos, intrigas…

E eis que surge a maior pegadinha da história dos plots, eu simplesmente fui atropelada com esse jogo de POV’s (point of view, ou basicamente capítulos narrados por diferentes pessoas) executados brilhantemente aqui. Mary E. Pearson sambou na minha cara de salto agulha, eu fui trolada por essa autora, enganada! E é por esta razão que EU TE AMO Mary, o seu poder de escrita é fantástico.

Era uma vez, havia um homem tão poderoso como os deuses…

Mas mesmo o mais poderoso pode tremer de medo.

Mesmo o mais poderoso pode cair.

Há uma grande construção de enredo e personagens, eles são tão profundos e complexos e estão tão interligados uns aos outros, em nenhum momento senti algum deles isolado na trama, tudo muito bem amarrado, inclusive os personagens secundários.

E claro, há o meus preferidos: o que dizer de Lia? Ela é a melhor princesa que já li nesses livros de fantasia, ela é diferente, com pensamentos próprios e vontade de se provar. É uma das poucas mocinhas que “chuta o pau da barraca” e não tem medo de enfrentar as consequências, isso é uma coisa difícil no gênero fantasia, onde as mocinhas são sempre vitimizadas e colocadas em segundo plano, mas aqui não, aqui Lia é a protagonista sem sombra de dúvidas.

Quem era essa garota que meteu seu nariz entre dois reinos e fez o que bem quis?

O príncipe… Bem, ele é muito diferente do que imaginei a principio. Ele é quente, isso não resta dúvidas (vocês vão ver). O assassino, bem… Perigoso, letal e persuasivo (super sexy também). Aliás, a construção desses dois personagens deve ter dado um trabalho para a autora por conta do jogo que ela faz na escrita. Aguardem e leiam que vocês vão entender.

Você vai me perguntar se há um triangulo amoroso? Para mim não há, Lia sempre soube o que queria, apesar das investidas de ambos os moços *risos*, então leia sem medo e aproveite a viagem, pois há lutas, sangue, suor e muitas lágrimas. As últimas 150 páginas são de cortar o coração, e a jornada de Lia apenas começou.

Às vezes o inimigo é apenas uma pessoa que vai derrubar um reino.

Mary E. Pearson está de parabéns e eu me curvo a sua nova série de fantasia, que para mim foi uma das três melhores do ano de 2015. Mal posso esperar por sua sequência, esta série está mais do que recomendada!


Vicious

Autora: V.E. Schwab
Editora: Tor
Páginas:
 388
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Lockland é a universidade para onde as mentes mais brilhantes vão, e no topo dessa elite intelectual, temos os melhores amigos Eli Cardale e Victor Vale. Desafiados pelo professor de ciências a serem ambiciosos e criativos, saindo da zona de conforto, na tese do curso, Victor decide investigar os efeitos da adrenalina no corpo. Eli ousa mais: Ele vai estudar EOs, ExtraOrdinários, pessoas com poderes sobre-humanos, descobrir se realmente existem e, se sim, como surgem.

Eu quero acreditar que existe mais. Que nós poderíamos ser mais. Inferno, nós poderíamos ser heróis.

Esse é um tema ousado, mas quando o professor o aceita, não demora pra que Victor fique incomodado. Afinal, Eli pode ser seu melhor amigo, mas se ele for bem sucedido, Victor ficará em segundo lugar, relegado ao “braço direito do gênio”, e isso é inadmissível! O que fazer então? Ajudar, é claro. E quando Eli chega à conclusão de que os poderes de EOs surgem como resposta a experiências de quase morte, os estudos de Victor sobre adrenalina se tornam muito convenientes para um passo além da simples descoberta… Afinal, se você sabe como criar um ser humano super poderoso, então por que não fazer exatamente isso? Victor está até disposto a servir de cobaia.

Então tudo está bem, tudo está bom, só que os estudos práticos dão certo e subitamente tudo mais dá errado. Victor passa dez anos na prisão e quando ele sai só existe um objetivo: vingança. E, ah!, ele também quer Eli morto, mas isso ele já queria antes de ser preso, por motivos que vale muito a pena ler o livro pra descobrir.

“Você deve criar tempo para aquilo que importa,” ele recitou, “para aquilo que te define: sua paixão, seu progresso, sua caneta. Pegue-a e escreva sua própria história.”

Nem Victor nem Eli são pessoas perfeitas. Na verdade, nenhum dos dois é exatamente um mocinho-herói, e não dá pra dizer com certeza sequer qual dos dois é o lado certo, mas você acompanha, na maior parte do tempo, a perspectiva de Victor e é quase sem perceber que a autora faz com que você torça por ele, mesmo que a cada momento fique mais claro que ele é um sociopata. Ao menos, é o melhor dos dois, né?

Nesse jogo não há o cara bom.

E a forma como tudo se desenvolveu, a gama de poderes e o modo como eles são explicados, baseando-se no que a pessoa sentia e queria no momento em que estava morrendo, é incrível. Vamos desde ressuscitar mortos a teletransporte, passando por coisas super criativas e inesperadas. E mesmo as pessoas sem poderes especiais não perdem seu destaque – estou destacando Mitch nesse tópico, o companheiro de cela de Victor que escapa da prisão com ele, um grandalhão tatuado com jeito de brutamontes que é um doce de pessoa e excelente hacker, cuja má sorte, apenas, foi responsável para levá-lo para trás das grades.

A narrativa é feita alternando-se entre o antes e o agora, o que no começo é um pouco confuso, mas serve como excelente ferramenta para deixar o leitor ansioso, sem vontade de parar, para saber o que acontece depois e o que aconteceu antes. Por que as coisas ficaram como estão? Como se resolverão? V.E. Schwab mandou muito bem no modo como optou por contar tudo, inclusive os desencontros e reencontros.

“Ninguém vai te machucar. Você sabe por quê?” Ela negou com a cabeça e Victor sorriu. “Porque eu vou machucá-los primeiro.”

Uma coisa que pra mim foi particularmente interessante é a relação entre as irmãs Serena, aliada de Eli, e Sydney, aliada de Victor, mas é difícil falar dessas duas sem spoilers, então vou deixar para o leitor descobrir como a autora explora a fraternidade de maneira surpreendentemente realista com seus desentendimentos e conflitos, mesmo com os adicionais de poderes especiais e lados inimigos.

E o final é espetacular! Estava começando a pensar que estava simples demais, quando a autora me pegou pelos cabelos e virou a coisa toda do avesso, me deixando sem fôlego e muito satisfeita de saber que, embora o livro tenha sido escrito como standalone, uma continuação está para ser lançada. Não é realmente necessária, mas vou adorar reencontrar todos, sem sombra de dúvida!

Os momentos que definem vidas nem sempre são óbvios. Eles nem sempre gritam OPORTUNIDADE, e em nove a cada dez vezes não há corda para passar por baixo, nenhuma linha pra cruzar, nenhum pacto de sangue, nenhuma carta oficial num papel extravagante. Nem sempre são momentos alongados, cheios de significado. Entre um gole e outro, Victor cometeu o maior erro de sua vida, e ele foi feito em não mais de uma linha. Com três pequenas palavras.

“Eu vou primeiro.”


Autora: L.J. Smith
Editora: Amazon Kindle Worlds
Páginas:
191
Classificação:
3/5 estrelas

Gostaria de começar essa resenha explicando o porquê da autora L.J. Smith precisar fazer fan fics para continuar escrevendo sua série. Muitos ao verem a notícia no Livros & Citações, ficaram dizendo que não fazia sentido ou que estávamos errados com o anúncio publicado pela autora. O que acontece é que L.J. vendeu os direitos de seus livros à editora, e eles queriam decidir como sucederia os acontecimentos das séries. Vendo isso, ela decidiu se demitir porque gostaria de escrever seus livros da maneira como achasse melhor. E a única maneira que viu para continuar escrevendo, foi por meio da plataforma Kindle World da Amazon – onde ela poderia publicar sua fanfic (que não faz parte da sequência de livros originais da série Diários do Vampiro) sem nenhum problema.

Sempre será nós.

Essa fanfic, intitulada Paradise Lost, tem seus acontecimentos iniciados logo após o último livro escrito pela autora quando ainda era a autora oficial pela editora, que é Meia-Noite. Em Meia-Noite, temos um trágico destino ao melhor personagem de todos os tempos: Damon. Sim, ele morre e depois disso Elena e seus amigos conseguem apagar da memória de todos os habitantes de Fell’s Church as lembranças sobre os eventos bizarros que aconteceram na cidade.

Em Paradise Lost, já temos Damon de volta dos mortos (não entendi bem o porquê ou realmente não foi explicado), e Elena e todos os seus companheiros estão cursando a faculdade. Stefan e Elena estão em um relacionamento perfeito e todos estão felizes. Porém, certo dia Elena vai ao quarto de Stefan na faculdade (o que é proibido) e as coisas vão muito além do que o que havia sido planejado – o que deixa sérias consequências para Elena. Stefan fica desorientado, não sabe o que fazer depois do acontecimento e decide que o melhor para todos é que ele se afastasse e fosse embora.

Seguindo com essa linha de pensamento estúpida, Stefan apaga da memória de Elena e de todos os seus conhecidos qualquer lembrança sobre ele. E, adivinhem, coloca Damon em seu lugar. O problema é que está começando a aparecer outros casos como o de Elena pela cidade. E fica a pergunta: quem é o grande vilão da vez?

Eu sou um monstro. Eu sou um demônio. Não posso nem mesmo amar sem destruir.

Em minha opinião, ao ler um livro de Smith, você tem que literalmente abrir sua mente. Nunca ninguém está preparado para ler as loucuras da autora –- sim você leu certo, loucuras. Muitos já desistiram da série por tantos livros ou plots desnecessários propostos. Mas, eu sou fã, então apesar de não estar gostando dos últimos livros, eu ainda persisto. E em Paradise Lost, L.J. esqueceu um pouco daquele sobrenatural bizarro e nos abriu os olhos sobre o mal que tanto Damon quanto Stefan fazem para Elena.

Sim, eu sou Team Delena, mas nessa fanfic é difícil escolher um lado. Ambos tomam decisões erradas que prejudicam a nossa heroína e tudo o que eu consegui pensar é que dessa vez estou tomando o lado de Elena. Afinal, ninguém tem direito de bagunçar a mente de outra pessoa como eles estão fazendo com ela e com todos osu seus amigos.

Eu poderia matar você em uma batida de coração se o amor fosse uma guerra.

Além de nos mostrar esse outro lado – o que foi o único ponto positivo dessa fan fic – L.J. Smith apenas encheu linguiça para dar continuidade à série que tanto ama escrever. Não me levem a mal, eu amo Diários do Vampiro, mas já deu o que tinha que dar. Acredito que já passou da hora da nossa querida autora partir para outra e nos levar para um novo mundo louco.

Para ter acesso a fan fic, clique aqui.


Autora: Holly Black
Editora: Rocco 
Páginas:
 368
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Luva Vermelha é o segundo livro da série Mestres da Maldição, então se você não leu o livro anterior, pare aqui. Caso tenha interesse, clique aqui para ler a resenha de Gata Branca, primeiro livro da trilogia.

Eu me lembro de você, Cassel. Com todas as suas forças, você queria ser um de nós. Agora, é o melhor de nós.

Nessa sequência, Cassel deixa de ser o excluído da família para ganhar destaque como um poderoso Mestre da Maldição, algo que ele almejou por toda sua vida, até descobrir que a realidade é bem diferente quando ele é cercado por pessoas dispostas a tudo para controlá-lo, e assim controlar seus dons.

Sem poder confiar em ninguém, ele mais uma vez precisará usar sua perspicácia (leia malandragem) para escapar de um destino que não deseja. Mas ele não se safará ileso e muito menos sem sacrifícios.

Está mais do que evidente, desde seu primeiro livro, que Mestres da Maldição é sobre a família, os laços, dificuldades e sentimentos que a acompanham, e a autora abre espaço para isso em seu segundo livro, a relação entre os irmãos, ao que foram no passado e o que nunca poderão chegar a ser no futuro, o que joga um ar mais nostálgico a trama — e bem triste, para falar a verdade, principalmente quando tudo leva a crer que o próximo passo, o único passo, é aceitar que às vezes você precisa deixar ir.

Eu me pergunto  o que o garoto que eu era naquela época acharia das pessoas que nos tornamos.

Há também a grande ênfase no pânico gerado pela existência dos Mestres e como o que não é compreendido deve ser temido. Conecte a isso os problemas envolvendo as novas amizades de Cassel e a decisão estúpida de sua mãe de alterar os sentimentos alheios, e temos aí toda a trama de Luva Vermelha.

Dói pensar nela, mas não consigo parar. Tem que doer. Afinal, o inferno é para ser quente.

No geral eu classificaria esse livro como confuso porque não dá para saber ao certo onde Holly Black quer chegar com sua história e então acontece a temida maldição do segundo livro, onde ele fica a esmo na série, sendo usado mais como uma ponte para o desfecho da trilogia.

Não, com isso não digo que o livro é ruim, pelo contrário, a escrita ainda é maravilhosa, os personagens possuem carisma de sobra, apesar de ninguém ser preto no branco, seja ele mestre da maldição ou não, e nosso protagonista mais do que surpreende, mas Luva Vermelha foi até o amago somente um intermédio, nem de longe a obra prima que Alma Negra, o desfecho, promete ser.

Querido, nesse mundo, muitas pessoas vão tentar botá-lo para baixo. Elas precisam pisar em você para subir. Deixe que pensem o que quiserem, mas não deixe de se vingar. Se vingue.


Autora: Brandon Sanderson
Editora: LeYa
Páginas:
 608
Classificação:
 4/5 estrelas

Em qualquer lista de principais livros envolvendo fantasia épica, é quase uma lei Brandon Sanderson estar nela. O cara é bom, surpreende a cada livro e sempre deixa a sensação que pode ficar ainda melhor. Infelizmente, ele nunca recebeu a atenção merecida das editoras brasileiras.

Todo mundo me deixa. Quando você vai partir? Quando vai me deixar?

O império final é o primeiro de sua série Mistborn e os três primeiros formam a trilogia Nascidos da Bruma, que gira em torno de um grupo de skaa, as párias na sociedade apresentada por Sanderson, que desejam acabar com o Império do Senhor Soberano, um homem imortal que massacrou cada uma das revoltas anteriores, e dessa vez parece que não será diferente.

Kelsier, um ladrão bastardo, é conhecido como O Sobrevivente, ele escapou da pior prisão já construída pelo Senhor Sobeano, descobriu que é um Nascido da Bruma, e agora quer vingança. Seu plano é ousado e beira ao improvável, mas quando encontra em seu caminho uma garota de rua com certos dons e a capacidade de se tornar uma heroína, as chances mudam. Juntos, eles esperam fazer o impossível e acabar com um Deus.

A crença não é simplesmente uma coisa para os momentos felizes e os dias brilhantes, creio. O que é a crença, o que é a fé, se você não continuar com ela depois do fracasso? Qualquer um pode acreditar em alguém ou em alguma coisa que sempre tem sucesso, senhora. Mas o fracasso… ah sim, isso é difícil de se acreditar, certa e verdadeiramente. Difícil o bastante para ter valor, creio.

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Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas:
 336
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Contém spoilers do livro anterior!

Sydney Sage e Adrian estão vivendo parte de seus sonhos. Tudo bem que ainda falta alguns detalhes para eles chegarem lá, mas, a maior parte está sendo realizada. No entanto, algo não está certo. Como eles poderiam se sentir felizes sabendo que Jill está desaparecida e correndo perigo? Assim, com uma visita inesperada, Sydney decide procurá-la. Claro que não demora muito para Adrian ir atrás e a confusão começar -– assim como em todos os livros do universo de Academia de Vampiros.

A medida que a procura por Jill vai se intensificando, mais problemas vão aparecendo e imaginem: a essa altura do campeonato surpresas ainda ocorrem. Com a força do amor e da amizade, Adrian e seus amigos tentam resolver todos os problemas. Mas será que dessa vez isso será o suficiente?

“Eu vou te encontrar. Você não ficará sozinha”.
Eu toquei meu coração. “Eu nunca estou. Eu sempre tenho você aqui”.

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