Fantasia

Autora: Muriel Barbery
Editora: Companhia das Letras
Páginas:
270
Classificação:
2.5/5 estrelas

Eu não conheço o outro livro (muito aclamado, diga-se de passagem) da autora Muriel Barbery, A elegância do ouriço, mas por todos os lados que eu pesquisei sobre ela o que aparecia eram elogios a ele… e críticas a A vida dos elfos. Como decidi ler esse livro num impulso, só fui pesquisar depois de já estar com ele, e provavelmente não o teria escolhido se não tivesse sido assim. Mas não é um livro que eu me arrependa de ler, o que é um indicativo de que nem sempre devemos seguir o que os outros dizem, não é?

Não conheciam nenhum adulto que soubesse tocar assim aquele prelúdio, porque aquela criança tocava com uma tristeza e uma dor de criança, mas uma lentidão e uma perfeição de homem maduro, quando ninguém, entre os adultos, conseguia mais alcançar o encantamento do que é jovem e velho ao mesmo tempo.

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Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas:
496
Classificação:
5/5 estrelas

Em Espada de Vidro temos a continuação da história no exato momento em que A Rainha Vermelha termina. Mare Barrow está cada vez mais perto de uma guerra entre sangues, onde nem todos irão sobreviver.

Mare terá muitos desafios nessa busca pelos “sangue novos” para fazer parte da Guarda Escarlate, um grupo de rebeldes vermelhos. E isso não será tarefa fácil, os Vermelhos com dons especiais vivem em segredo e muitos sequer sabem que possuem algum poder dentro de si. Cabe a Mare Barrow, com a ajuda de Cal, colocar os Vermelhos na trilha certa para acabar com o reinado de Maven antes que ele os encontre, e então será cheque mate.

Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

Neste segundo volume da série A Rainha Vermelha, conhecemos mais a fundo personagens que foram deixados de lado no livro anterior; um deles é Farley, uma personagem que instiga amor e ódio. E então há os novos personagens, novas descobertas, novos poderes, e ainda que a emoção tenha sido grade, preciso confessar que não foi fácil lidar com algumas dessas novidades e alguns desses personagens. Outro ponto que se destaca é a quantidade de sangue derramado entre os Vermelhos e Prateados neste livro. Ainda estamos no segundo livro de uma série de quatro e estou com medo do que pode acontecer nos próximos livros.

A escrita de Victoria Aveyard flui bem — por vezes posso apontar a construção como um pouco lenta, mas  nada que atrapalhasse minha leitura -, e mais uma vez ela se mostra uma autora fantástica, você se vê preso na leitura e me vi tão preso na leitura que quando parei para respirar mais da metade do livro foi lido. Com tantas reviravoltas e cenas de ação, ora eu me encontrei em agonia, desesperado para ver qual caminho a trama trilharia, e ora me encontrei completamente cativado. E claro, nem tudo são flores, e o sentimento mais presente em mim foi o luto.

Parecemos fracos porque queremos.

Mare Barrow também se mostrou uma protagonista repleta de nuances. Ela é forte, determinada, mas está longe de ser perfeita. Mare quer vencer a guerra mas está confusa, há toda uma gama de sentimentos e talvez seja complicado para alguns leitores lidar com isso. Muitos querem uma heroína perfeita, forte, acima de todos os erros, e o que encontramos foi uma garota que entre erros e acertos tenta mudar o destino de toda uma sociedade.

E o desfecho simplesmente não deixou por menos. Imprevisível, desesperador, uma explosão de sentimentos e foi preciso parar e respirar fundo. A autora deixou mais do que claro que essa será uma série que jorrará sangue, e ela não vai poupar ninguém. Estou louco para conferir o que ela vai aprontar na sequência, King’s Cage (A gaiola do rei, em tradução livre), mas longe de estar preparado para o que está por vir.

“Atenha-se ao seu destino, Mare Barrow.”
“Que é?”
“Se levantar. E se levantar sozinha.”


Autor: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas:
288
Classificação:
4/5 estrelas

Para que vício maior do que o de começar constantemente novas sagas e trilogias literárias? Eu mesmo “sofro” desse “mal” numa frequência difícil de acompanhar. Acaba uma série, lá vai eu começar uma nova mesmo prometendo a mim mesmo não me deixar levar. É nesse salto entre os lançamentos que me despertam atenção que “A Rebelde do Deserto”, estreia de Alwyn Hamilton, me fisgou.

Amani Al’Hiza, nossa protagonista, é uma jovem órfã que vive sob o teto de seu tio abusivo, buscando escapar do futuro casamento forçado que a aguarda. Sem garantia alguma de se manter, sozinha no mundo e com um deserto cheio de criaturas míticas no deserto ao seu redor para temer, Amani se disfarça de garoto e se torna uma hábil atiradora em disputas para poder juntar dinheiro. É em um desses festivais que ela vai encontrar um forasteiro que vai mudar o seu destino. Isso tudo, é claro, no meio de muita magia e reviravoltas. Parece clichê, mas revelar muito além disso pode estragar as surpresas que se destacam adiante.

Mais viva do que qualquer coisa deveria ser neste lugar. Toda feita de fogo e pólvora, com um dedo sempre no gatilho.

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Autora: David Eddings
Editora: Aleph
Páginas:
408
Classificação:
4.5/5 estrelas

Sir Sparhawk é um cavaleiro da Ordem Pandion exilado por 10 anos no quente e escaldante reino de Rendor. Ele retorna para Elenia ao descobrir que a sua jovem Rainha Ehlana está doente e morrendo, e foi traída pelo inescrupuloso Annias, primado da Igreja e membro do Conselho Real, que manipula o débil príncipe regente favorecendo suas próprias ambições. Cabe a Sparhawk como campeão da Rainha encontrar uma cura para sua doença, com ajuda de amigos e outros cavaleiros, um ladrão e uma misteriosa menina, antes que Ehlana morra e o mundo seja jogado em uma idade de trevas.

Certo, fazia um bom tempo que não via uma qualidade na escrita tão refinada, é de uma elegância impressionante, até agora só Deborah Harkness me mostrou algo assim. A grande diferença aqui é que o refinamento se deve muito ao tempo e temática do enredo, na disciplina História isso tem um termo e se não me engano se chama “cavalaria” ou “imaginário medieval”. Eu adorei os personagens e a dinâmica entre eles, os diálogos são tão bem construídos. Na trilogia The Elenium o mundo criado por David Eddings é fantástico, há uma estrutura hierárquica, com tramas políticas, guerras, magia e mitologia, onde religião e política se chocam de maneira constante.

Um homem precisa de alguns vícios, Sparhawk. Isso lhe dá algo para se arrepender quando ele vai à capela.

Eu amo a trama, em geral, as reviravoltas são muito bem orquestradas e quando justamente você pensa que tudo vai se resolver, algo só consegue dar errado, sem aparentar que ele está sendo repetitivo. É um romance completo, que não se arrasta, repleto de ação e dinâmica com um ritmo bem acelerado. Eu apreciei isso.

Um entre os vários pontos altos desse livro, e meu favorito, são os personagens: eles são bastante variados, meio clichês, às vezes, e me fizeram rir em voz alta. Eles podem ser engraçados, eles podem te fazer ficar triste, e eles parecem tão reais…

Há um detalhe que realmente preciso mencionar aqui a cerca dos personagens secundários da Trilogia Elenium: Eles não são descartáveis! Eu ando tendo um tempo bem difícil ultimamente com autores que simplesmente descartam seus personagens secundários em provento do protagonista, mas aqui não e graças aos céus por isso. E se não bastasse a gama de personagens formidáveis nesse enredo ainda há o protagonista: Sir Sparhawk, ele não é um cavaleiro convencional, ele é mal humorado, atrevido e muito inteligente, com uma língua mordaz e um grande senso de honra e eu estou tão embevecida por ele…*suspiro*

Definitivamente eu gostei e recomendaria para os amantes de fantasia épica e do estilo cavalaria medieval, pois, David Eddings vai te surpreender a cada página e te levar a um impressionante mundo de magia.

Um aviso: no inicio você pode ficar meio confuso com a mitologia aplicada aqui, eu também fiquei, eu confesso, mas depois ela vai se tornando mais aceitável, e o panteão mitológico toma sua forma.


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Autora: Kerstin Gier
Editora:  Henry Holt and Co.
Páginas: 322
Classificação: 4/5 estrelas

Para a jovem Liv Silber seus sonhos tem se comportado de forma muito estranha: altas figuras de pedra que falam, uma baba louca aparece com um enorme machado na mão e o mais intrigante de tudo é misteriosa porta com uma maçaneta em forma de lagarto. Mas há um sonho em particular que a perturba mais que os outros: Ela está em um cemitério à noite assistindo a quatro rapazes realizando um ritual sombrio. O mais estranho disso é que Liv conhece os quatro rapazes e eles são colegas de sua nova escola em Londres, onde ela esta começando tudo de novo. Se Liv achou que isso era tudo estava enganada, porque um desses meninos do sonho parece saber muitas coisas sobre ela na vida real, coisas que só ela poderia saber… A menos que ele realmente esteja em seus sonhos. Por sorte, Liv nunca resiste a um bom mistério.

E se você dormisse?

E se em seu sono

você sonhasse?

E se em seu sonho

você subisse aos céus

e lá colhesse uma flor admirável?

E se em seu despertar

essa flor estivesse em suas mãos?

Após seus sonhos frequentes, Liv acaba se juntando aos quatros rapazes, Henry, Grayson, Arthur e Jasper em seu ritual bizarro, mas principalmente ela quer tentar ajudar a provar a si mesma que demônios não são reais já que esses rapazes  teoricamente invocaram um poderoso demônio no dia das Bruxas e isto esta acarretando muitos problemas para todos.

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Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Classificação: 5/5 estrelas

Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem então rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Ao contrário de várias séries que caiem na maldição do segundo livro, Ransom Riggs eleva sua obra a outro nível. A sequência da trilogia Orfanato da Srta Peregrine começa exatamente a partir do ponto em que o primeiro terminou. A surreal saga das crianças peculiares finalmente teve a sua vez no Brasil, ostentando uma edição luxuosa de capa dura, publicada pela editora Intrínseca.

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