4 estrelas

Autor: Melissa Grey
Editora: Seguinte
Páginas:
355
Classificação:
4/5 estrelas

Echo desde criança teve que aprender a se cuidar sozinha, com apenas sete anos de idade ela já conhecia muito bem os sentimentos de abandono e solidão. Vivia escondida em uma biblioteca (porque não tem lugar melhor pra morar, não é?) e se sustentava com pequenos roubos. Até que ela conhece uma mulher diferente de todas que ela já havia visto, não apenas interiormente, mas fisicamente, e essa mulher acolheu Echo e a levou para um lugar que ela achava que só poderia existir em livros e filmes.

Longe da normalidade humana, escondidos em lugares onde a maioria da humanidade nunca saberá da existência, vivem duas raças antigas e mágicas que travam uma guerra milenar. De um lado temos os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pêlos; E de outro, os Drakharin, com escamas por sobre a pele. De acordo com uma profecia, que para muitos não passa de uma lenda, a única coisa capaz de acabar com essa guerra é o Pássaro de fogo, porém ninguém sabe o que ou quem é, e muito menos onde encontrar.

Depois de dez anos vivendo no meio dos Avicen, eles se tornaram a família  de Echo e, após um pedido de sua guardiã, ela decide embarcar em uma jornada para encontrar o Pássaro de fogo e cessar todo o derramamento de sangue.

– A guerra é como uma droga. – Ele disse. – Você passa tanto tempo em busca da vitória que fica cego com o fato de que nunca vai encontrá-la. Nunca me ocorreu que a paz fosse possível.

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Autor: Sofia Silva
Páginas:
286
Classificação:
4/5 estrelas

Paola e André estão quebrados pelo passado, marcados por pessoas que amaram e que usaram desse amor para destruí-los pouco a pouco. Porém, enquanto as cicatrizes de André são todas invisíveis aos olhos, as de Paola estampam cada pedaço do seu corpo: seu rosto, que nunca havia sido maravilhoso, agora era terrivelmente feio, assim como seu corpo, que magro e sem curvas, ficou menos atrativo ainda com todas as cicatrizes que nunca irão desaparecer. E se já não bastasse ter sido quebrada por fora, ela foi destruída por dentro com anos de abuso verbal.

Meu reflexo surge no espelho como se o vidro estivesse quebrado, e não eu. Se eu não consigo ver beleza em mim, quem conseguirá?

E André é a personificação de todos os medos de Paola, se seu marido, que não era tão alto e nem tão forte quanto ele, conseguiu fazer tudo isso com ela, André conseguiria esmaga-la apenas com uma mão. E isso a assusta. Porém, com o tempo ela percebe que tudo aquilo não é pra machucar e sim pra proteger, para proteger o seu único raio de Sol, sua filha, que apesar de todos os problemas psicológicos, se apegou a Paola logo de cara. E a partir daí, Paola começa a mostrar para André cores que ele nem sabia que existia.

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Autor: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas:
352
Classificação:
4/5 estrelas

Sabe quando você está muito, muito, muito ansioso para ler um livro, com altas expectativas? Pois bem, multiplica isso, e então você deve entender bem meus sentimentos antes de iniciar Rainha de Tearling. Lê-lo em uma tacada foi fácil, difícil é lidar com a espera pelo próximo livro (que eu li no dia seguinte porque não aguentei, confesso).

A trama gira em torno de Kelsea, uma princesa enviada ao exílio ainda criança por sua mãe, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta.

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Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas:
496
Classificação:
4/5 estrelas

Chris, Casey, Terry, Drew, Alex, Ellis, ou como aqueles que a caçam a conhecem, A Química. Ela não pode se manter muito tempo com o mesmo nome, ou na mesma cidade, é perigoso demais, alguém a encontraria. Ela já esteve uma vez do outro lado da força, os intitulados como “bonzinhos” na equação, o departamento do governo que ela servia, mas as cartas mudaram de uma hora para outra e tudo que conhecia virou de cabeça para baixo quando se tornou a caça daqueles que deveriam protege-la, daqueles a quem ela jurou lealdade um dia. Porém não é à toa que as pessoas morriam de medo dela, nem que a menção de seu apelido acarretasse tanto medo para suas vítimas. Ela sabia muito bem o que fazer para se proteger com os devidos compostos químicos nas mãos. Podia não ser nenhuma grande agente no corpo a corpo, mas ela não precisava lutar para matar.

No contexto de sua vida atual, matar significava ganhar. (…) O coração de outra pessoa deixaria de bater e o dela continuaria pulsando. Alguém iria atrás dela e, em vez de uma vítima, encontraria um predador. Uma aranha-marrom, invisível por trás de sua teia traiçoeira.

Depois de anos fugindo, finalmente aparece uma saída para essa vida. Seu antigo Mentor lhe faz uma proposta para que ela deixe de ser a caça e retorne para o lado do caçador. Porém ela não sobreviveu todos esses anos por ter confiado em qualquer um que lhe oferecesse ajuda, ela sabia que nada poderia ser tão fácil como ele insinuava. Mas apesar de tudo, ela não podia deixar de se sentir aliviada ao ver uma ponta de esperança, será que ela realmente poderia parar de fugir? Ou essa seria só mais uma tentativa para assassina-la?

Esqueça servir ao seu país, esqueça salvar vidas inocentes, esqueça instalações top de linha, ciência revolucionária e orçamentos ilimitados. Esqueça salário de sete dígitos. Que tal não ser assassinada?

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Autor: Adriano Rossi
Páginas:
279
Classificação:
4/5 estrelas

André tem tudo o que um homem de 28 anos de idade deveria querer, é médico, tem sua própria clinica, casado há dois anos e está prestes a ter sua primeira filha. A única coisa que não se encaixa tão bem nesse quadro familiar é seu enteado, Gabriel, que por mais que ele tente gostar, não consegue. Porém, apesar disso é uma vida boa, ele deveria estar feliz com todas as realizações que alcançou, mas nada na vida é tão simples como deveria ser. Só porque ele tem tudo que um homem deveria querer na sua idade, não significa que está feliz por ter essas coisas. Na cabeça dele, ele não fez nem metade das coisas que deveria ter feito.

Estava cansado e desanimado, por mais que fosse obrigado a se sentir feliz na situação em que se encontrava. Esta é uma das piores obrigações. A obrigação de ser feliz.

Gabriel, por sua vez, como qualquer outra criança só quer se sentir querido, queria alguém que tivesse orgulho de dizer que era seu pai. Porém, seu pai não passava de um vagabundo, um erro na vida da sua mãe. E seu padrasto era o mais próximo do que ele tinha disso.

Gabriel amava o pai e odiava a si mesmo por isso. Sabia que o pai era um crápula, um vagabundo que não era digno de amor, porém isso não impede um filho de amar seu pai. Mas aparentemente alguma coisa impedia um pai de amar o filho.

Diferente do que a premissa sugere, não se trata simplesmente de uma relação complicada entre padrasto e enteado, o livro fala sobre verdades cruas, verdades que pensamos, mas não falamos, verdades que às vezes deixamos que nos consumam para não magoar os outros. E também sobre a dor, sobre dores que somos capazes de suportar e aquelas que doem tanto que bloqueamos o sentimento, que preferimos não sentir nada a ter que aguentar a dor. André, após sentir a maior dor de sua vida, perde o medo dessas verdades cruéis, ele prefere que ela seja dita ao invés de mascarar as coisas com mentiras bondosas. Toda essa verdade causa um estrago imensurável em Gabriel, e o atormenta mesmo anos depois de ter sido dita.

É doloroso estar na pele de ambos os protagonistas, ambos mascarando a dor com álcool e mulheres, feridos de uma maneira tão grande que acabam enfrentando a vida superficialmente. Continuam nadando, porém nunca mergulham, vivem fugindo do passado, tentando enterrar tudo que viveram.

O romance é como uma luz no fim do túnel, nos enche de esperança, ao mesmo tempo que dá aquele toque de leveza que o livro precisava para não ficar muito pesado, com tiradas engraçadas e alguns momentos fofura para falarmos: “Ele ta tão na sua!”. Eu como uma amante de romances já logo penso: “Será essa que vai tirar ele do fundo desse poço e resolver todos os problemas da vida?”, e o Adriano Rossi (autor), me responde isso com várias verdades cruéis, magoou meus sonhos de conto de fadas.

A escrita te conduz facilmente capítulo por capítulo, flui tão fácil que quando percebe o livro já está no final. E quando esse final chega deixa um gostinho de quero mais, fiquei bem curiosa com o futuro de alguns personagens e com bastante raiva de outros.

Tive coragem para foder com a vida do menino sabendo que a minha já não tinha salvação. Um homem tem que ser um desgraçado muito grande para ter coragem de fazer isso. Eu tive.


Autor: Gregg Hurwitz
Editora: Planeta
Páginas: 336
Classificação: 4.5/5 estrelas

Quando garoto, Evan Smoak foi recrutado no orfanato onde vivia para fazer parte de um programa americano ultrassecreto ele foi rebatizado de Órfão X, ele foi treinado para ser um exímio assassino e enviado aos piores lugares do mundo para missões que ninguém mais conseguia executar. Depois de longos anos de atividade, Evan deixa o programa e usa as habilidades de agente secreto para “desaparecer” e viver para um único propósito, agora sob o codinome de “Homem de lugar nenhum”: salvar e proteger pessoas pobres e indefesas como ele havia sido. No entanto, seu passado de matador sangrento passará a assombrá-lo e também a seus protegidos. Alguém tão bem treinado quanto ele – talvez um ex-colega de programa? Está na sua cola, para tentar eliminá-lo.

Trate a si mesmo como se fosse alguém que é sua responsabilidade de ajudar.

Eu esperava que fosse uma leitura emocionante e foi, mas nunca esperei que fosse tão engraçado. Evan Smoak pode ser um assassino, mas ele não é um assassino de coração frio. Ele vive para ajudar as pessoas com problemas que precisam ser resolvidos.
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