4 estrelas

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas:
392
Classificação:
4.5/5 estrelas

Todos acreditam conhecer Libby, para eles ela é só aquela garota que chegou a ser a adolescente mais gorda dos Estados unidos, aquela que precisou ser resgatada dentro da própria casa por não conseguir passar pela porta, aquela com o pai desajustado que não prestou atenção no quanto a filha comia e a deixou chegar ao peso de 296 quilos. Mas ninguém sabe o real motivo da Libby se deixar chegar nesse estado, e depois de passar dois anos dentro de casa, Libby decide que é finalmente hora de voltar a viver. Está pronta para voltar para o colégio, pronta para o amor e pra qualquer possibilidade que a vida oferecer.

Há três anos, eu era a adolescente mais gorda dos Estados Unidos. Cheguei a pesar 296 quilos, o que significa que eu estava mais ou menos 226 quilos acima do peso. (…) Perdi 136 quilos. Duas pessoas inteiras. Ainda preciso perder outros noventa, mas tudo bem.

Para todos que o conhecem, Jack é só mais um adolescente normal, tem namorada, amigos e uma inteligência acima da média. Porém tem um detalhe sobre ele que o diferencia de todos os outros: ele tem prosopagnosia, uma doença neurológica que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando olha para alguém, ele consegue ver o rosto, consegue lembrar que tal pessoa tem o cabelo escuro, a pele clara, um nariz grande ou uma orelha pontuda, porém tudo é um quebra-cabeças onde ele não consegue “juntar os pedaços”. Ele é obrigado a gravar essas pequenas características das pessoas para conseguir diferencia-las na multidão. E ele nunca contou sobre isso para ninguém, sempre lidou sozinho com essa dificuldade.

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Autor: Brent Weeks
Editora: Arqueiro
Páginas:
232
Classificação:
4.5/5 estrelas

Caminhos das Sombras conta a saga de Azoth, um órfão que vive em uma realidade de dor e sofrimento nas mãos de garotos mais velhos nas ruas. Quando sua vida e de seus amigos se encontram ainda mais em risco, Azoth resolve buscar o respeito de Durzo Blint, a lenda viva entre os mercenários detentores de magia conhecidos como “Derramadores”, para que possa se tornar seu aprendiz na arte de matar. Para tanto, Azoth tem que deixar para trás quem é e se tornar uma arma viva de matar nas sombras, sendo inaceitável ser descoberto ou cometer falhas. Neste destino sombrio, Azoth, ao se tornar Kylar, vai descobrir que o caminho para sua liberdade pode ser também o caminho para sua perdição.

O livro, de certa forma, foi uma grande surpresa. Quando o vi pela primeira me interessei de imediato, mas em uma má decisão por conta da capa clichê do que se tornou padrão em muitos livros de fantasia (um personagem encapuzado em uma pose de efeito), fui sempre jogando-o como item futuro da minha lista de leitura. Eis que finalmente li e me deparei num processo insano de não conseguir largar o livro onde quer que eu estivesse até conseguir concluí-lo.

A vida é vazia. Quando tiramos uma vida, não estamos tirando nada de valor. Derramadores são matadores. É só isso que fazemos. É só isso que somos. Não há poesia no ofício da amargura.

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Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas:
368
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Imperfeitos narra uma história futurística onde a pessoa que cometer algum tipo de erro é julgada e marcada com um “I”, de imperfeito, em alguma parte do corpo (variando de acordo com o erro cometido). Depois de marcada e tachada como imperfeita, a pessoa é discriminada e vive como um “cidadão de segunda classe”, ou seja, ela tem outras regras a cumprir e sua vida é muito mais complicada do que ela jamais imaginaria.

Celestine North é simplesmente perfeita. Ela é um exemplo para todos ao seu redor. Ela namora com Art Crevan – filho do principal juiz do tribunal. Mas, tudo muda quando ela se depara com uma cena chocante: um idoso imperfeito está morrendo e ninguém cede o lugar para ele no ônibus – visto que jamais alguém ajudaria um imperfeito. E ela se pergunta, o que deveria fazer? Qual seria atitude correta? Continuar sendo “perfeita” e seguir as leis? Ou ajudar um imperfeito a não morrer e se tornar imperfeita? A sua decisão frente a essa situação levará a sua vida a um rumo que ela jamais imaginaria.

Sou uma menina de definições, de lógica, de preto no branco. Lembre-se disso.

Uau! Esse livro foi uma completa surpresa para mim. Ao escolher lê-lo imaginei que fosse mais um romance de Cecelia Ahern. Depois de iniciar a leitura percebi que na verdade se tratava de uma distopia. Bom, em minha opinião, essa é uma distopia diferente das que eu já li, porém, eu não sou nenhuma expert no assunto (vamos ter que esperar a senhorita Gabrielle se pronunciar).

O conhecimento é geralmente uma responsabilidade que ninguém quer.

Com uma narração em primeira pessoa pela própria Celestine, adentramos de cabeça na mente de uma personagem que muda da água para o vinho em questão de semanas. E isso foi uma das coisas que mais me admirou nesse livro: a capacidade de amadurecimento dos personagens. Eu, no lugar deles, jamais teria tanta coragem e disponibilidade para mudar. Durante a leitura, posso falar vocês com toda sinceridade que eu me emocionei como não fazia a um bom tempo. Ahern usou uma narrativa profunda que me arrebatou para dentro da história.

Foi o momento mais perfeito da minha vida.
Foi o último momento perfeito da minha vida.

Além disso, gostei de ver o papel da família de Celestine, e realmente consegui enxergar uma família comum. Também há corrupção no governo – como já bem conhecemos. E personagens como Art e Carrick. Qual será o futuro deles? Eu não faço a mínima ideia. Ainda não havia comentado, mas quando eu estava chegando mais ou menos na metade do livro, descobri que Imperfeitos é o primeiro livro da série Flawed. Então já me preparei psicologicamente para esperar para descobrir o que acontecerá com meus novos personagens preferidos.


Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas:
 400
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Nada mais a Perder narra a história de Henry Lachapelle e sua neta, Sarah. Henry costumava ser um cavaleiro muito talentoso quando era mais jovem. E agora, ele quer o melhor para sua neta Sarah, e a treina para que ela alcance o sonho que ambos compartilham de ir para a França e ser treinada pela Le Candre Noir.

Por outro lado, conhecemos Natasha, que está numa fase delicada de sua vida: acaba de se separar (ainda não formalmente) e está em um relacionamento com um cara que também é separado, mas que trabalha com ela e tem filhos. Tash é advogada especializada em representar crianças e adolescentes que os pais estão se separando ou que estão prestes a ir para um abrigo.

Quando a vida de Natasha e Sarah se cruzam, Natasha decide abriga-la e, com isso, colocar sua vida de volta ao “normal”. Mas, como ela já conhece adolescentes, ela sabe que há algo que Sarah não está contando, no entanto, ela não imaginava que seria algo com tamanhas consequências.

As crianças não nos contam nada porque, na maioria das vezes, ninguém escuta mesmo.

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Autora: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas:
 320
Classificação:
 4.5/5 estrelas

É sempre gratificante, ao menos para mim, ler um livro do Rick Riordan porque: 1º) sempre fui fã de mitologia grega e 2º) Rick é responsável por boa parte do meu interesse por leitura na adolescência. Ainda assim, quem não teme que o autor comece a saturar suas histórias? As Provações de Apolo está aí para mais uma vez mostrar o contrário.

Nessa nova aventura do autor Rick Riordan, após os acontecimentos da série anterior Os Heróis do Olimpo, Zeus se irrita com Apolo e em forma de punição, o deus dos deuses o transforma em um menino mortal com 16 anos de idade e o manda para uma caçamba de lixo em New York. Apolo tem muitos inimigos e alguns amigos no mundo mortal, mas é quando Meg, uma misteriosa semideusa moradora de rua, entra em seu caminho, que o destino da nova condição do outrora imponente e egocêntrico deus Apolo começa a ser desvelado. Para piorar, um misterioso novo vilão que até então esteve atrás das cortinas possui planos que podem comprometer o mundo como os meio-sangues conhecem, e de alguma forma Apolo é uma peça importante nisso tudo. O que espera por Apolo nessa jornada?

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Apenas um garoto

Autor: Bill Konigsberg
Editora: Arqueiro
Páginas:
256
Classificação:
4/5 estrelas

Apenas Um Garoto conta a história de Rafe, um adolescente que, ao contrário do que a maioria dos jovens homossexuais almejam, quer “voltar” para o armário. Cansado de ser rotulado em sua antiga escola por ser gay, mesmo que não sofresse bullying, Rafe resolve se transferir para uma instituição para garotos para cursar o último ano e se misturar sem revelar sua sexualidade e ser apenas um menino como “qualquer outro”. Mas esconder uma parte importante de si, mesmo que ele não perceba, pode se tornar uma tarefa árdua.

Quem era Rafe de verdade? É possível deixar uma parte de si mesmo em espera? E, se você fizer isso, ela se torna uma mentira?
Tudo é mais fácil para os heterossexuais. Eles não entendem. Não conseguem. Não existe essa coisa de ser hétero assumido.

Vejam bem, eu fui preparado para odiar esse livro. Sério. Pensem comigo: é um assunto tão delicado sair do armário, sendo que para quem está nesse período de autoaceitação seria ainda pior ler um livro que pregasse algo que reforçasse os padrões sociais de heteronormatividade. Nos dois primeiros capítulos, na medida que os garotos da escola são apresentados, em sua maioria brancos, malhados e atletas, bem estereotipados, meu medo aumentou e passei a temer de que fosse uma história que se aproximasse da utopia homossexual qual existe entre o meio. Felizmente, eu estava equivocado. Foi confiando naquela pulguinha atrás da orelha que me acusava de estar tirando conclusões cedo demais que logo percebi que tudo isso foi delineado para que Rafe pudesse desconstruir junto ao leitor durante a leitura.

Rafe é um garoto que num primeiro olhar nos parece egoísta por não dar valor ao que tem. Ainda assim, não é de todo errada a sua insatisfação com rótulos. Claro, não a ponto de não querer ser honesto com o mundo e com quem você é, mas ser homossexual, muitas vezes, deixa de ser uma característica sua e passar a ser quem você é. O Amigo GAY, ou colega GAY, o vizinho GAY ou o primo GAY, ou qualquer coisa do tipo. O indivíduo se torna estigmatizado por sua sexualidade. O livro vem nos dar um alerta quanto a isso e desperta duas perspectivas de uma mesma realidade, além de nos lembrar que errar é algo que continuamente estamos sujeitos a fazer.

Não dá pra negar que fiquei deslumbrado quando me dei conta que os dilemas levantados pelo autor foram idealizados para nos aproximar da humanidade. Rafe cresce: errou, acertou, caiu e se levantou diversas vezes. Terminamos o livro apaixonados por ele e com vontade de abraçá-lo. Para quem no início queria matá-lo, que avanço, não?

Gostei dos personagens de apoio, embora senti falta de desenvolvimento. Os colegas de quarto poderiam ter sido explorados, mas o autor deu um destaque maior para o interesse amoroso de Rafe que, como no início não fica exatamente claro logo de cara quem seria, prefiro não dar spoiler por aqui. Mas adianto que você pode morrer de raiva e cair de amores, tudo ao mesmo tempo. A narrativa é bem divertida e prende muito bem, tiro por mim, que não consegui largar o livro até terminar. A escrita tem um “q” de John Green, mas de forma mais suave.

Era como se aquele fosse nosso jeito. Então me perguntei se funcionaria assim mesmo, meio Brokeback Mountan. Dormiríamos juntos por um ano, então finalmente iríamos além, mas nunca falaríamos sobre o assunto. Em seguida, ele se casaria e eu seria assassinado no Texas.
Provavelmente não, mas cuidado nunca é demais.

Por fim, tive um acesso de raiva que terminei um capítulo e li “agradecimentos”. “PQP COMO ESSE CARA FAZ ISSO COMIGO P*** COMO TERMINA O LIVRO DE FORMA TÃO VAGA” foi o que pensei, e mais algumas coisas nada agradáveis. Então fiz uma pesquisa rápida no Goodreads e descobri que terá continuação. Ufa! Editora Arqueiro, queridíssima, traga a continuação o quanto antes para nós! E continue apostando em livros com personagens LGBT que nós adoramos.

É difícil ser diferente, e talvez a melhor resposta não seja tolerar diferença, nem mesmo aceitá-las, e sim celebrá-las. Talvez essas pessoas que são diferentes se sentissem mais amadas e menos… bem, toleradas.


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