4 estrelas

Autora: Alexandra Monir
Editora: Jangada
Páginas: 272
Classificação: 4/5 estrelas

Esta é a história de Michelle Windsor uma garota de 16 anos que divide seu tempo entre a escola, suas duas amigas e a vida tranquila que leva com sua mãe Marion. Michelle é a rica herdeira de uma das famílias mais tradicionais de Nova York, os Windsor, e quando uma tragédia acontece, ela deverá se mudar para casa dos avós que nunca conheceu. Quando ela descobre uma misteriosa chave, ela se dá conta de que sua jornada em busca do misterioso rapaz que aparece em seus sonhos está só para começar.

Estou esperando por você – ele murmurou, abrindo um sorriso lento e familiar que parecia ser o indicio de um segredo entre nós.

Eu particularmente fico muito empolgada com livros que envolvem viajantes do tempo, e aqui nesse livro a idas aos anos de 1920 foram incríveis, toda essa coisa de viagem no tempo foi tão divertida e uma espécie de mudança do habitual que geralmente marca as histórias de amor não correspondido. E a trama tinha essa extraordinária habilidade de se encaixar e fazer todo o sentido. Mas o fim foi tão confuso como sempre. (risos)

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Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 527
Classificação: 4.5/5 estrelas

Stephen King é muito conhecido por seus livros de terror, entretanto, ele é um autor que transcende o gênero pelo qual ele é mais famoso. Em suma, ele é um excelente contador de histórias, independente de um gênero que o define. Se você nunca leu nada do autor, e não sabe por qual romance começar, pode começar lendo um livro de contos. Eu comecei assim, lendo a coletânea Tudo é eventual, e recomendo Bazar dos Sonhos Ruins como um primeiro contato com a escrita do autor.

São 20 contos, e não se preocupe, os contos não são de terror como a capa pode sugerir. São séries de contos que remetem a pesadelos, é realmente um bazar de diversas situações ruins e estranhas. E uma das melhores coisas desse livro nem são os contos em si, e sim a introdução do autor e as explicações que ele dá antes de cada conto, adoro essas conversas que ele tem com nós leitores. Pois bem, vamos entrar nesse bazar e ver o que ele tem a nos oferecer:

– Milha 81:

O conto que abre essa coletânea é um dos meus preferidos. É sobre uma van cheia de lama que é do outro mundo (literalmente) e que “come” pessoas. Passamos por vários personagens e vemos seus encontros com a tal van. Não é um conto assustador, mas que dá sim um medinho, ele me lembrou muito um episódio de Doctor Who e o próprio Stephen King faz referência ao programa no conto. E também tem referência a outro carro do mal do próprio King;

– Premium Harmony:

Um conto sobre um casal juntos há muito tempo e desgastados pelo dia a dia, eles discutem principalmente sobre dinheiro e no caso a falta dele. Ao mesmo tempo que lava uma roupa suja sobre os gastos desnecessários de cada um, mas principalmente o do marido em cigarros (o nome do conto faz referência a uma marca de cigarros). Tem um final triste e é muito bom;

– Batman e Robin tem uma discussão:

Este é mais um conto sobre o cotidiano como o anterior, desta vez é sobre a relação pai e filho. O pai está numa casa de repouso e tem alzheimer e o filho faz uma visita e o leva para comer. É um conto triste e trágico ao mesmo tempo. Quem são o Batman e o Robin do título você precisa que ler para descobrir;

– Duna:

Um homem vai todos os dias para uma ilha com uma duna que revela nome de pessoas que estão para morrer. É um conto que brinca com o psicológico e termina de uma forma enigmática, deixando uma dúvida para sempre não resolvida na cabeça;

– Garotinho malvado:

Foi um conto que não gostei tanto, pessoalmente não é muito interessante. Contudo, esse menino com chapéu com uma hélice dá muito medo, e de crianças estranhas Stephen King entende;

A Bíblia diz que o diabo foi libertado para vagar pela terra, e que a mão de Deus não o segurava. Não sei se aquele garotinho malvado era o diabo, mas sei que era um diabo.

– Uma morte:

Um conto que trabalha totalmente o poder de persuasão e a manipulação. Já li livros sobre condenados e presidiários do King e sei como ele trabalha o tema da inocência. Só que neste livro ele brinca com essa noção de verdade;

– Igreja de ossos:

Este é um poema narrativo, primeira vez que vejo um poema do King. E dá pra perceber realmente uma inspiração em Robert Browning, poeta americano que escreveu Childe Roland à Torre Negra Chegou, poema que serviu de inspiração para a obra máxima do mestre;

– Moralidade:

Um dos melhores contos desta coletânea. Um casal vive apertado sem dinheiro, a mulher então recebe uma proposta irrecusável de ganhar duzentos mil dólares para cometer um pecado por outra pessoa. É um conto que questiona a noção de que o dinheiro supera qualquer remorso, e as consequências morais dessa escolha. Conto fantástico;

– Vida após a morte:

Uma visão de vida após a morte Kingniana, ou seja, sem apelo religioso ou de definitude. É uma visão burocrática e bem sarcástica da vida após a morte, cheio de descrença e um além que não tem nada de divino;

– UR:

Melhor conto disparado do livro! É um conto sobre um professor de literatura que resiste à leitura com dispositivos ou pelo computador. Depois que ele dá um tempo com sua namorada e como para provar que é moderno, ele acaba comprando um kindle. Ele então recebe esse kindle cor de rosa que aparentemente só ele tem, que possui uma sessão chamada UR, assim que ele acessa aparece uma torre e ele começa a ter acesso a livros de autores famosos que ele não conhecia e notícias do futuro. É um conto que tem ligação direta com a Torre negra. Este conto vale o livro inteiro;

– Herman Wouk ainda está vivo:

Sabe aquelas notícias estranhas que vira e mexe vemos no noticiário e ficamos imaginando como aquilo teria acontecido? Este conto é a ficcionalização de uma notícia que o King viu no jornal, é bem interessante e ele faz com que tudo faça sentido;

– Indisposta:

Um homem narrando seu casamento em crise, e da indisposição frequente da sua mulher. Para não estragar o conto, só posso dizer que me lembrou um tal de Norman;

– Blockade Billy:

Este é um conto sobre beisebol, que leva muito pelo lado técnico, se você não conhece a dinâmica do esporte pode ficar perdido. Eu conheço por alto e o conto em si não foi interessante, mas o final foi surpreendente. O legal é que o King é um personagem dentro da história;

– Você pode atingir a pessoa, mas não pode atingir o mal – disse Wesley. A voz dele parecia estar vindo de outro lugar. – O mal sempre sobrevive. Sai voando como um pássaro enorme e pousa em outra pessoa…

– Mister Delicia:

Este personagem numa casa de repouso conversa com um dos cuidadores sobre o fato de ser gay e também sobre a AIDS, contando a história desse rapaz que ele chamava Mister Delícia;

– Tommy:

Mais um poema narrativo, desta vez sobre os anos 60 e a morte de Tommy. Não tem muito o que dizer até porque é muito curto;

– O pequeno deus verde da agonia:

O Stephen king sofreu um acidente muito sério em 1999 e com uma recuperação muito difícil. Este conto trata deste paciente em recuperação e para mim pareceu de certa forma uma tentativa do autor de tentar dar um encerramento a essa fase da sua vida;

– Aquele ônibus é do outro mundo:

Quando se anda muito de ônibus acabamos observando pessoas e o King pensou este conto como um desses encontros casuais da vida;

– Obituários:

Outro conto espetacular, desta vez é deste jornalista que na falta de emprego melhor vai trabalhar num site de fofoca de celebridade, como o Ego ou TMZ. Dentro deste site ele começa a criar obituários falsos de celebridades não lá muito legais. Só que ele acaba descobrindo que ele tem o poder de escrever sobre a morte da pessoa e ela morrer de verdade. Lembra um pouco Death Note, mas só na premissa;

– Fogos de artificio e bebedeira:

Um conto sobre essa família que vive de fogos de artifícios e faz rivalidade com outra família, e bebem muito nesse interim. Não é um dos melhores desta coletânea;

– Trovão de verão:

O conto que fecha essa coletânea é um conto pós apocalíptico sobre um homem e seu cachorro chamado Gandalf vivendo nesse mundo que foi destruído por uma bomba. É um conto muito simples e bonito, gostei muito.

A natureza humana não tem fundo. É tão profunda e misteriosa quanto a mente de Deus.


Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas: 208
Classificação: 4/5 estrelas

Um menino que vira gafanhoto e foge com um grupo de gansos; uma princesa com língua de cobra à procura de um príncipe com quem se casar; canibais ricos que comem braços e pernas de peculiares que têm o dom de se regenerar são alguns dos personagens dessas narrativas que há séculos povoam o imaginário dos peculiares, oferecendo não apenas valiosas lições, mas também pistas para informações secretas, como a localização exata de certas fendas temporais, por exemplo. Compilado por Millard Nullings, o menino invisível acolhido no lar da srta. Peregrine, o livro inclui surpreendentes comentários e notas, além de um desfecho alternativo para a tocante história do gigante Cuthbert, já conhecida dos leitores da série.

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Autora: Nicola Yoon
Editora:  Arqueiro
Páginas: 288
Classificação: 4.5/5 estrelas

Natasha e Daniel, dois polos opostos de um mesmo imã prestes a serem atraídos.

Ela acredita na ciência e nos fatos, ele acredita em Deus e no destino. Ela gosta de números, ele de palavras. Ela é realista, ele é sonhador. Ela é jamaicana, ele coreano. Ela acha ridícula a ideia de amor à primeira vista, ele acha que pode provar o quanto ela está enganada de achar isso ridículo.

Natasha será deportada para Jamaica em menos de doze horas, e esse é o tempo que Daniel tem para provar que ela está errada.

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lev

Autora: Sarah MacLean
Editora:  Arqueiro
Páginas: 336
Classificação: 4.5/5 estrelas

Depois de 9 regras a ignorar antes de se apaixonar e 10 formas de fazer um coração se derreter, a série Os números do amor chegou ao fim com seu último livro Onze Leis a Cumprir Na Hora de Seduzir. A série contou em cada livro a história dos irmãos Gabriel, Nicholas e Juliana, respectivamente. E se você ainda não leu e tem curiosidade de ler, é extremamente necessário que se leia na sequência, ainda que cada livro possua um casal diferente. Preciso aqui dar uma salva de palmas para a editora Arqueiro, que colocou capas maravilhosas nessa série (no último livro nem tanto), pois as capas gringas são de um mau gosto tremendo, cafonas que dói.

Bom, mas vamos lá…  Juliana é a protagonista da vez e já aparece chegando e causando no primeiro livro. Irmã bastarda dos gêmeos Gabriel e Nicholas, filha da mãe dos meninos com um italiano, ela foi abandonada pela mãe aos dez anos e vivia na Itália até que a morte de seu pai leva-a diretamente à Inglaterra, onde viverá com seus irmãos. E Gabriel, sendo o marquês e com o melhor interesse, quer intrega-la a sociedade aristocrata, e por isso pede a Lady Calpúrnia para ajudá-lo na questão.

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lev

Autora: Erin Watt
Editora:  Planeta
Páginas: 368
Classificação: 4/5 estrelas

Princesa de Papel foi aquele tipo de livro que chamou minha atenção pela capa mas me ganhou mesmo foi pela sua sinopse, e ainda que minhas expectativas e a ideia que tinha do livro fossem completamente erróneas, no final ainda foi uma escolha que valeu meu tempo — e o sono perdido.

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Se esconder não é uma coisa ruim. Se você foge, você vai viver para lutar mais um dia. Essa é minha teoria pelo menos.

Nossa protagonista é Elle, uma garota que sabe tudo sobre passar dificuldades e ter uma vida de merda. Uma otimista pragmática, ela passou os últimos anos tentando seu melhor para criar um futuro diferente para si, onde viajar de cidade em cidade em busca de um emprego e ser uma striper não fará mais parte de sua realidade.

E com a recente morte de sua mãe, estar sozinha só a faz dar mais duro, mas Elle não está tão só como imaginava; Elle tem um guardião, e chegou a hora de fazer parte de sua família, ainda que a família esteja determinada a jogá-la de volta para o buraco de onde saiu.

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