Aventura

Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Classificação: 5/5 estrelas

Maré Congelada começa exatamente a partir do ponto em que Primavera Rebelde termina, mas de uma forma ou de outra irei evitar spoilers para não estragar a surpresa de quem já leu. Devo dizer que estou muito contente com a autora, Morgan Rhodes. A saga se tornou mais uma das queridinhas de minha coleção. Fiquei com um pé atrás quando ela resolveu estender sua trilogia para quatro e, logo em seguida, seis livros, chegando a me preocupar de que cometesse os mesmos erros de Sarah J. Maas com Trono de Vidro, que embora eu não consiga largar por amar os personagens se perdeu muito em seu caminho de enrolações desnecessárias e reviravoltas amorosas forçadas. Felizmente Rhodes não perdeu a mão na sua escrita e entregou mais uma vez um livro maravilhoso que é mais do que uma simples fantasia para jovens adultos.
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Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas:
416
Classificação:
5/5 estrelas

Talvez seja um consenso entre alguns leitores de que o primeiro volume da trilogia Lar da Srta Peregrine para Crianças Peculiares seja deveras introdutório e pouco explorado, mas se com Cidade dos Etéreos Ransom Riggs mostrou que vinha pra ficar, com o desfecho da saga, Biblioteca das Almas, o autor conseguiu concluir sua história satisfatoriamente. O que ele criou, embora com elementos comparáveis com outras mídias, foi uma nova fábula fantasiosa que tem arrebatado órfãos de sagas marcantes como Harry Potter e Percy Jackson, mas com uma peculiaridade característica que é toda sua.

O livro anterior termina com uma grande reviravolta na vida das crianças peculiares que corriam contra o tempo em busca de recuperar a Srta Peregrine e salvar as fendas do tempo e o mundo como elas conhecem. Começando exatamente do ponto onde terminou, fica nas mãos de Jacob, Emma e um querido personagem nesse capítulo final reverter a grande enrascada em que se meteram. Quem leu sabe como o desfecho de Cidade dos Etéreos é desconcertante para qualquer um que precisasse que aguardar pela continuação!

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Autor: Brent Weeks
Editora: Arqueiro
Páginas:
232
Classificação:
4.5/5 estrelas

Caminhos das Sombras conta a saga de Azoth, um órfão que vive em uma realidade de dor e sofrimento nas mãos de garotos mais velhos nas ruas. Quando sua vida e de seus amigos se encontram ainda mais em risco, Azoth resolve buscar o respeito de Durzo Blint, a lenda viva entre os mercenários detentores de magia conhecidos como “Derramadores”, para que possa se tornar seu aprendiz na arte de matar. Para tanto, Azoth tem que deixar para trás quem é e se tornar uma arma viva de matar nas sombras, sendo inaceitável ser descoberto ou cometer falhas. Neste destino sombrio, Azoth, ao se tornar Kylar, vai descobrir que o caminho para sua liberdade pode ser também o caminho para sua perdição.

O livro, de certa forma, foi uma grande surpresa. Quando o vi pela primeira me interessei de imediato, mas em uma má decisão por conta da capa clichê do que se tornou padrão em muitos livros de fantasia (um personagem encapuzado em uma pose de efeito), fui sempre jogando-o como item futuro da minha lista de leitura. Eis que finalmente li e me deparei num processo insano de não conseguir largar o livro onde quer que eu estivesse até conseguir concluí-lo.

A vida é vazia. Quando tiramos uma vida, não estamos tirando nada de valor. Derramadores são matadores. É só isso que fazemos. É só isso que somos. Não há poesia no ofício da amargura.

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Carry On surgiu pela primeira vez em um trabalho anterior de Rainbow Rowell, Fangirl, sendo uma ficção dentro da ficção. O título é sugestivo, mas basicamente Fangirl tem como foco uma personagem fanática por uma série de livros de um bruxo chamado Simon Snow, e desde que começou a publicar na internet fanfics com os personagens da obra original, Cath acaba ganhando muita popularidade entre os fãs do original (aliás, recomendo muito a leitura de Fangirl <3). No ano passado, então, Rainbow resolveu dar forma a um livro que mesclaria esses dois lados de Carry On retratados no livro anterior, mas de forma independente. Ou seja: não é uma continuação de Fangirl, sendo Carry On – A Queda e Ascenção de Simon Snow o desfecho que a autora acreditou que os personagens, até então duplamente fictícios, mereciam, os transportando para um livro só deles e se enveredando em um caminho não percorrido por ela até então: o da fantasia.

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Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry on é uma história de fantasmas, amor e mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

Você deve aprender a se proteger sozinho, Simon, e quanto antes, melhor. Ele é a nossa maior ameaça. E você é a nossa maior esperança.

Meu santo Raziel, há tempos que eu não me via tão envolvido com um livro, embora tenha lido ótimos neste último ano. Rowell definitivamente tem o dom de prender seus leitores do começo ao fim de suas histórias. Carry On começa cheio de mistérios, e em suas primeiras páginas pode enganar parecendo só mais um universo genérico de uma fantasia com magia, mas logo percebe-se que é proposital e que a história se mantém por si só, sendo desenvolvida, imagino eu, com muito carinho, carinho esse que somente alguém muito apaixonado (a) por escrever poderia criar.

Simon e Baz são personagens extremamente apaixonantes e diferentes um do outro. Na primeira parte (de quatro) do livro, Baz não aparece, então a imagem que o leitor cria dele surge apenas com base no que o outro diz (coisas horríveis, vale mencionar). Simon é um menino impetuoso, com as expectativas das pessoas ao seu redor sempre focadas nele. Embora hoje tenha encontrado o seu lugar na Escola de Magia, com uma grande amiga, uma namorada (blergh) e até mesmo um rival (<3), o garoto tem um passado triste que no decorrer do livro é explorado, e é chave para muitas respostas.

Falar de Baz sem dar spoilers seria praticamente impossível, então vou resumir dizendo que, po**a, melhor personagem do livro! Que humor mordaz! Que personalidade e sentimentos bem construídos. Seja ele bom ou ruim, ficou no meu coração.

É sempre fogo com Baz. Eu não acredito que ele ainda não me incinerou. Ou me queimou numa estaca.

Os personagens secundários também são bem legais, com destaque para a divertida Penélope, a típica garota alternativa e autêntica que você gostaria de andar no recreio. O Mago, diretor da instituição também foi um bom personagem, mas achei pouco explorado. Enquanto isso, Agatha foi uma personagem que detestei, principalmente da metade do livro em diante. Namorada de Simon até então, até consegui compreender os seus dilemas, mas a forma que ela lida com as coisas é lamentável.

A narrativa é intercalada entre vários personagens. Geralmente esse método me deixa com mais vontade de ler na voz de alguns personagens no que de outros, mas todas as perspectivas colaboram para a história como um todo. Isso contribui para ter uma visão ampla de vários pontos e atitudes tomadas no decorrer da trama.

O sistema de Magia é um pouco simples, mas ainda assim legal, com verbalização de frases que, não sei se foi pela tradução/adaptação, são bem nonsenses. Além de bruxos, Carry On flerta com muitos outros seres fantásticos do nosso imaginário, como vampiros, fadas e ogros.

– Eu não sou o escolhido – diz ele

– Eu te escolho – digo – Simon Snow, eu escolho você.

Carry On é mais um dos grandes achados que fico feliz por encontrar frequentemente por aí. Recomendo para qualquer pessoa que goste de uma leitura divertida e ao mesmo tempo sensível. E, além disso, que goste de sofrer todo o tempo torcendo para que os protagonistas se deem conta dos sentimentos de um pelo outro! HUhahaha

O livro termina com um gostinho de quero mais, e se depender de Rainbow Rowell teremos outra vez o sabor dessa história. A autora disse em entrevista que provavelmente publicará uma continuação, então resta ficar no aguardo e torcer para não ser trouxa como fomos com Eleanor & Park, já que um segundo livro nunca saiu do papel. De todo mundo, vocês já sabem que devem terminar essa resenha correndo em busca do livro. Boa leitura. <3

 

Simon serelepe


Vamos deixar claro que esse não é um livro padrão Harry Potter, é um livro padrão teatro e muita coisa se perde nisso e eu posso apontar o livro como um extra para os fãs da saga e seus personagens, mas que no geral esta bem aquém. Quer saber o que mais achei? Confere o vídeo! 


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Autora: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas:
 320
Classificação:
 4.5/5 estrelas

É sempre gratificante, ao menos para mim, ler um livro do Rick Riordan porque: 1º) sempre fui fã de mitologia grega e 2º) Rick é responsável por boa parte do meu interesse por leitura na adolescência. Ainda assim, quem não teme que o autor comece a saturar suas histórias? As Provações de Apolo está aí para mais uma vez mostrar o contrário.

Nessa nova aventura do autor Rick Riordan, após os acontecimentos da série anterior Os Heróis do Olimpo, Zeus se irrita com Apolo e em forma de punição, o deus dos deuses o transforma em um menino mortal com 16 anos de idade e o manda para uma caçamba de lixo em New York. Apolo tem muitos inimigos e alguns amigos no mundo mortal, mas é quando Meg, uma misteriosa semideusa moradora de rua, entra em seu caminho, que o destino da nova condição do outrora imponente e egocêntrico deus Apolo começa a ser desvelado. Para piorar, um misterioso novo vilão que até então esteve atrás das cortinas possui planos que podem comprometer o mundo como os meio-sangues conhecem, e de alguma forma Apolo é uma peça importante nisso tudo. O que espera por Apolo nessa jornada?

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