Aventura

Autor: Melissa Grey
Editora: Seguinte
Páginas:
355
Classificação:
4/5 estrelas

Echo desde criança teve que aprender a se cuidar sozinha, com apenas sete anos de idade ela já conhecia muito bem os sentimentos de abandono e solidão. Vivia escondida em uma biblioteca (porque não tem lugar melhor pra morar, não é?) e se sustentava com pequenos roubos. Até que ela conhece uma mulher diferente de todas que ela já havia visto, não apenas interiormente, mas fisicamente, e essa mulher acolheu Echo e a levou para um lugar que ela achava que só poderia existir em livros e filmes.

Longe da normalidade humana, escondidos em lugares onde a maioria da humanidade nunca saberá da existência, vivem duas raças antigas e mágicas que travam uma guerra milenar. De um lado temos os Avicen, pessoas com penas no lugar de cabelos e pêlos; E de outro, os Drakharin, com escamas por sobre a pele. De acordo com uma profecia, que para muitos não passa de uma lenda, a única coisa capaz de acabar com essa guerra é o Pássaro de fogo, porém ninguém sabe o que ou quem é, e muito menos onde encontrar.

Depois de dez anos vivendo no meio dos Avicen, eles se tornaram a família  de Echo e, após um pedido de sua guardiã, ela decide embarcar em uma jornada para encontrar o Pássaro de fogo e cessar todo o derramamento de sangue.

– A guerra é como uma droga. – Ele disse. – Você passa tanto tempo em busca da vitória que fica cego com o fato de que nunca vai encontrá-la. Nunca me ocorreu que a paz fosse possível.

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Autor: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas:
352
Classificação:
4/5 estrelas

Sabe quando você está muito, muito, muito ansioso para ler um livro, com altas expectativas? Pois bem, multiplica isso, e então você deve entender bem meus sentimentos antes de iniciar Rainha de Tearling. Lê-lo em uma tacada foi fácil, difícil é lidar com a espera pelo próximo livro (que eu li no dia seguinte porque não aguentei, confesso).

A trama gira em torno de Kelsea, uma princesa enviada ao exílio ainda criança por sua mãe, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta.

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Autor: Brandon Sanderson
Editora: LeYa
Páginas:
688
Classificação:
5/5 estrelas

De tempos em tempos qualquer leitor necessita de um autor que abale suas estruturas e traga um novo fôlego para o ardor de sua paixão literária. No meu caso, encontrei além do necessário em Brandon Sanderson. Autor de diversas séries, várias delas publicadas no Brasil por diferentes editoras, o conheci com a trilogia Mistborn que me arrebatou por inteiro desde o seu prólogo. É com grande euforia que hoje falo sobre o terceiro e último volume dessa paixão. Ah, e sem spoilers ou grandes revelações não só de Herói das Eras, quanto da série como um todo.

“Se estiverem lendo isso, contudo, eu falhei. Ou seja, estou morto.”

No primeiro volume Brandon subverteu o clichê das grandes obras de fantasias em diversos pontos, mesmo que em sua raiz muita coisa seja bebida de seus antecessores do gênero. Digo isso pela criatividade que ele traz na condução de sua narrativa e sua habilidade de nos enganar. E assim perdurou durante três livros: o autor avisando, jogando na cara que determinada coisa aconteceria, e ainda assim você é surpreendido quando acontece. O crescimento da trama é magnífico, sendo que pequenos detalhes lá do começo acabam por ser de suma importância no futuro. Vamos combinar que poucos são os escritores que conseguem escrever uma série literária qual consiga somar qualidade e o fechamento de pontas soltas, além de ser um exemplo de planejamento de escrita.

Em Herói das Eras os protagonistas estão lidando com, sem tirar nem por, o fatídico fim do mundo, grande parte devido aos acontecimentos ocorridos no final do segundo volume, no Poço da Ascenção. Se lá posso garantir que você vá ficar sem fôlego, no fechamento da trilogia o seu coração fica na mão em tempo integral. Elend e Vin cresceram de forma gigantesca! De jovem erudito e uma garota conturbada a Imperador e Imperatriz, a evolução desses e outros personagens é algo inquestionável.

Precisa haver equilíbrio, Vin. Vamos encontra-lo de algum jeito. O equilíbrio entre quem desejamos ser e quem precisamos ser.  –  Ele suspirou – Mas, por ora – ele disse, meneando a cabeça – , precisamos apenas estar satisfeitos com quem somos.

 A história divide os personagens em capítulos em diversos pontos do Novo Império, antigo Império Final, para que no clímax tudo se encaixe de forma que o leitor não espera. Tanto nos detalhes desses diferentes núcleos (sendo que cada trecho deve ser lido com bastante atenção) quanto em passagens dos livros anteriores que muitos de nós julgávamos sem importância. OreSeur, Fantasma, Sazed e muitos outros; não consigo expressar o quão gratificante é terminar o livro e sentir que foram todos desenvolvidos em uma jornada fechada e bem equilibrada, trazendo cada ato na medida certa.

As duas últimas partes do livro são frenéticas. Não vou mentir, é soco atrás de soco no estômago. É aperto no peito, desespero e lágrimas a cada virar de página. MEU DEUS! Certo acontecimento logo no final me desestabilizou de tal forma que a dor sentida foi tão pesada como se fosse algo real o ocorrido e não ficção. A revelação de quem é o verdadeiro (a) Herói (Heroína) das Eras então, você fica se questionando como nunca pensou naquilo antes porque, pasmem, FAZ TODO SENTIDO!

Vin o olhou nos olhos, e eles voltaram a dançar. Não falaram nada, simplesmente deixaram a maravilha do momento embalá-los. Era uma experiência surreal para Vin. Tinham um exército postado lá fora, as cinzas caíam sem descanso e as brumas tiravam vidas. Ainda assim, dentro daquele salão de mármore branco e cores reluzentes, ela dançava com o homem que amava pela primeira vez.

O sistema de magia e os elementos de criação do mundo são um show a parte. Se no começo eu me sentia confuso com os fundamentos de conceitos como Alomancia e Feruquemia, agora já podem me trazer um diploma de “Formado em Mistborn”, embora haja muito a ser explorado. É tudo tão intricado, até mesmo o “vilão” Ruína, pra mim é mais como a personificação de uma força da natureza em forma de deus seguindo a sua essência de destruição.

Aliás, Mistborn faz parte de um universo maior idealizado pelo autor, a Cosmere, onde outras várias séries do autor se passam uma em cada planeta com suas características, culturas e mitologias que regem suas tramas. Mas isso é assunto para um futuro artigo especial para que possam compreender melhor. Fico devendo, mas um dia sai!

Posso dizer, sem sombra de dúvida, que tudo se encaixa em três ótimos livros que você lê em pouco tempo, devido ao seu ritmo ao mesmo tempo enxuto e bem escrito, não devendo nada a outras grandes obras do gênero e maleável o suficiente para ser lido por qualquer pessoa de qualquer idade (acima dos 13 anos, claro). Brandon é muito bom em quantidade e qualidade, já que escreve uma média de três livros por ano.

Épico em todos os sentidos, envolvendo aventura, política, fantasia e até mesmo romance, Mistborn é uma trilogia que se eu pudesse daria de presente a qualquer bom leitor. Há outra série envolvendo Mistborn, uma era muitos anos à frente com novos personagens e novas explorações, portanto isoladas caso você seja o tipo de leitor que não curte muito histórias demasiadamente extensas. Se já veio a esse texto por ter lido os dois anteriores, ÓTIMO, vá sem medo! Agora se você chegou até aqui por ter interesse na obra, olha aqui pessoinha, corre que está apenas perdendo tempo!


Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas:
496
Classificação:
4/5 estrelas

Chris, Casey, Terry, Drew, Alex, Ellis, ou como aqueles que a caçam a conhecem, A Química. Ela não pode se manter muito tempo com o mesmo nome, ou na mesma cidade, é perigoso demais, alguém a encontraria. Ela já esteve uma vez do outro lado da força, os intitulados como “bonzinhos” na equação, o departamento do governo que ela servia, mas as cartas mudaram de uma hora para outra e tudo que conhecia virou de cabeça para baixo quando se tornou a caça daqueles que deveriam protege-la, daqueles a quem ela jurou lealdade um dia. Porém não é à toa que as pessoas morriam de medo dela, nem que a menção de seu apelido acarretasse tanto medo para suas vítimas. Ela sabia muito bem o que fazer para se proteger com os devidos compostos químicos nas mãos. Podia não ser nenhuma grande agente no corpo a corpo, mas ela não precisava lutar para matar.

No contexto de sua vida atual, matar significava ganhar. (…) O coração de outra pessoa deixaria de bater e o dela continuaria pulsando. Alguém iria atrás dela e, em vez de uma vítima, encontraria um predador. Uma aranha-marrom, invisível por trás de sua teia traiçoeira.

Depois de anos fugindo, finalmente aparece uma saída para essa vida. Seu antigo Mentor lhe faz uma proposta para que ela deixe de ser a caça e retorne para o lado do caçador. Porém ela não sobreviveu todos esses anos por ter confiado em qualquer um que lhe oferecesse ajuda, ela sabia que nada poderia ser tão fácil como ele insinuava. Mas apesar de tudo, ela não podia deixar de se sentir aliviada ao ver uma ponta de esperança, será que ela realmente poderia parar de fugir? Ou essa seria só mais uma tentativa para assassina-la?

Esqueça servir ao seu país, esqueça salvar vidas inocentes, esqueça instalações top de linha, ciência revolucionária e orçamentos ilimitados. Esqueça salário de sete dígitos. Que tal não ser assassinada?

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Autor: Brandon Sanderson
Editora: Aleph
Páginas: 392
Classificação: 5/5 estrelas

Imagine uma desconstrução de tudo que você conhece quanto ao universo fictício de pessoas com superpoderes como vemos em quadrinhos da Marvel e DC Comics. Imagine uma realidade onde os super-humanos são corrompidos pelo poder de tal forma que as pessoas comuns são obrigadas a viver dentro de um contexto tirânico. É trabalhando sob essa perspectiva que Brandon Sanderson entrega um dos maiores livros juvenis dos últimos anos.

O primeiro mistério da obra já é jogado para o leitor teorizar logo de cara: a origem dos poderes. Acredita-se que esteja ligada a Calamidade, uma espécie de estrela de fogo no céu que ninguém sabe dizer qual é sua origem, embora haja várias teorias. Desde o seu surgimento, pessoas comuns passam a ter poderes dos mais variados e destrutivos. Os seres humanos afetados passam a serem nomeados de Épicos, se tornando tanto extremamente poderosos quanto tiranos e egocêntricos, deixando o resto da população à mercê de suas vontades e caprichos.
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Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Classificação: 5/5 estrelas

Maré Congelada começa exatamente a partir do ponto em que Primavera Rebelde termina, mas de uma forma ou de outra irei evitar spoilers para não estragar a surpresa de quem já leu. Devo dizer que estou muito contente com a autora, Morgan Rhodes. A saga se tornou mais uma das queridinhas de minha coleção. Fiquei com um pé atrás quando ela resolveu estender sua trilogia para quatro e, logo em seguida, seis livros, chegando a me preocupar de que cometesse os mesmos erros de Sarah J. Maas com Trono de Vidro, que embora eu não consiga largar por amar os personagens se perdeu muito em seu caminho de enrolações desnecessárias e reviravoltas amorosas forçadas. Felizmente Rhodes não perdeu a mão na sua escrita e entregou mais uma vez um livro maravilhoso que é mais do que uma simples fantasia para jovens adultos.
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