Resenhas L&C

Autor: Erika Johansen
Editora: Suma de Letras
Páginas:
352
Classificação:
4/5 estrelas

Sabe quando você está muito, muito, muito ansioso para ler um livro, com altas expectativas? Pois bem, multiplica isso, e então você deve entender bem meus sentimentos antes de iniciar Rainha de Tearling. Lê-lo em uma tacada foi fácil, difícil é lidar com a espera pelo próximo livro (que eu li no dia seguinte porque não aguentei, confesso).

A trama gira em torno de Kelsea, uma princesa enviada ao exílio ainda criança por sua mãe, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta.

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Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas:
272
Classificação:
3.5/5 estrelas

Durante toda a série os Bridgetons, Hyacinth Bridgeton, irmã mais nova da família, sempre demonstrava ser diferente das suas irmãs. Seus comentários ácidos e sarcásticos, sua falta de filtro que em muitas vezes era o alivio cômico dos livros de seus irmãos, então possuía altas expectativas para Um beijo inesquecível.

Começamos o livro conhecendo Gareth St. Clair, ele possui muitos problemas com o pai e vive uma situação difícil com um casamento arranjado. Ele possui uma carga muito difícil nos ombros e tem que lidar com a humilhação que o pai o faz passar, e que homem detestável este pai.

Dez anos se passaram e conhecemos a nossa heroína que – é preciso dizer – nunca foi considerada uma florzinha tímida e discreta.

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Autor: Brandon Sanderson
Editora: LeYa
Páginas:
688
Classificação:
5/5 estrelas

De tempos em tempos qualquer leitor necessita de um autor que abale suas estruturas e traga um novo fôlego para o ardor de sua paixão literária. No meu caso, encontrei além do necessário em Brandon Sanderson. Autor de diversas séries, várias delas publicadas no Brasil por diferentes editoras, o conheci com a trilogia Mistborn que me arrebatou por inteiro desde o seu prólogo. É com grande euforia que hoje falo sobre o terceiro e último volume dessa paixão. Ah, e sem spoilers ou grandes revelações não só de Herói das Eras, quanto da série como um todo.

“Se estiverem lendo isso, contudo, eu falhei. Ou seja, estou morto.”

No primeiro volume Brandon subverteu o clichê das grandes obras de fantasias em diversos pontos, mesmo que em sua raiz muita coisa seja bebida de seus antecessores do gênero. Digo isso pela criatividade que ele traz na condução de sua narrativa e sua habilidade de nos enganar. E assim perdurou durante três livros: o autor avisando, jogando na cara que determinada coisa aconteceria, e ainda assim você é surpreendido quando acontece. O crescimento da trama é magnífico, sendo que pequenos detalhes lá do começo acabam por ser de suma importância no futuro. Vamos combinar que poucos são os escritores que conseguem escrever uma série literária qual consiga somar qualidade e o fechamento de pontas soltas, além de ser um exemplo de planejamento de escrita.

Em Herói das Eras os protagonistas estão lidando com, sem tirar nem por, o fatídico fim do mundo, grande parte devido aos acontecimentos ocorridos no final do segundo volume, no Poço da Ascenção. Se lá posso garantir que você vá ficar sem fôlego, no fechamento da trilogia o seu coração fica na mão em tempo integral. Elend e Vin cresceram de forma gigantesca! De jovem erudito e uma garota conturbada a Imperador e Imperatriz, a evolução desses e outros personagens é algo inquestionável.

Precisa haver equilíbrio, Vin. Vamos encontra-lo de algum jeito. O equilíbrio entre quem desejamos ser e quem precisamos ser.  –  Ele suspirou – Mas, por ora – ele disse, meneando a cabeça – , precisamos apenas estar satisfeitos com quem somos.

 A história divide os personagens em capítulos em diversos pontos do Novo Império, antigo Império Final, para que no clímax tudo se encaixe de forma que o leitor não espera. Tanto nos detalhes desses diferentes núcleos (sendo que cada trecho deve ser lido com bastante atenção) quanto em passagens dos livros anteriores que muitos de nós julgávamos sem importância. OreSeur, Fantasma, Sazed e muitos outros; não consigo expressar o quão gratificante é terminar o livro e sentir que foram todos desenvolvidos em uma jornada fechada e bem equilibrada, trazendo cada ato na medida certa.

As duas últimas partes do livro são frenéticas. Não vou mentir, é soco atrás de soco no estômago. É aperto no peito, desespero e lágrimas a cada virar de página. MEU DEUS! Certo acontecimento logo no final me desestabilizou de tal forma que a dor sentida foi tão pesada como se fosse algo real o ocorrido e não ficção. A revelação de quem é o verdadeiro (a) Herói (Heroína) das Eras então, você fica se questionando como nunca pensou naquilo antes porque, pasmem, FAZ TODO SENTIDO!

Vin o olhou nos olhos, e eles voltaram a dançar. Não falaram nada, simplesmente deixaram a maravilha do momento embalá-los. Era uma experiência surreal para Vin. Tinham um exército postado lá fora, as cinzas caíam sem descanso e as brumas tiravam vidas. Ainda assim, dentro daquele salão de mármore branco e cores reluzentes, ela dançava com o homem que amava pela primeira vez.

O sistema de magia e os elementos de criação do mundo são um show a parte. Se no começo eu me sentia confuso com os fundamentos de conceitos como Alomancia e Feruquemia, agora já podem me trazer um diploma de “Formado em Mistborn”, embora haja muito a ser explorado. É tudo tão intricado, até mesmo o “vilão” Ruína, pra mim é mais como a personificação de uma força da natureza em forma de deus seguindo a sua essência de destruição.

Aliás, Mistborn faz parte de um universo maior idealizado pelo autor, a Cosmere, onde outras várias séries do autor se passam uma em cada planeta com suas características, culturas e mitologias que regem suas tramas. Mas isso é assunto para um futuro artigo especial para que possam compreender melhor. Fico devendo, mas um dia sai!

Posso dizer, sem sombra de dúvida, que tudo se encaixa em três ótimos livros que você lê em pouco tempo, devido ao seu ritmo ao mesmo tempo enxuto e bem escrito, não devendo nada a outras grandes obras do gênero e maleável o suficiente para ser lido por qualquer pessoa de qualquer idade (acima dos 13 anos, claro). Brandon é muito bom em quantidade e qualidade, já que escreve uma média de três livros por ano.

Épico em todos os sentidos, envolvendo aventura, política, fantasia e até mesmo romance, Mistborn é uma trilogia que se eu pudesse daria de presente a qualquer bom leitor. Há outra série envolvendo Mistborn, uma era muitos anos à frente com novos personagens e novas explorações, portanto isoladas caso você seja o tipo de leitor que não curte muito histórias demasiadamente extensas. Se já veio a esse texto por ter lido os dois anteriores, ÓTIMO, vá sem medo! Agora se você chegou até aqui por ter interesse na obra, olha aqui pessoinha, corre que está apenas perdendo tempo!


Autora: Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas:
496
Classificação:
4/5 estrelas

Chris, Casey, Terry, Drew, Alex, Ellis, ou como aqueles que a caçam a conhecem, A Química. Ela não pode se manter muito tempo com o mesmo nome, ou na mesma cidade, é perigoso demais, alguém a encontraria. Ela já esteve uma vez do outro lado da força, os intitulados como “bonzinhos” na equação, o departamento do governo que ela servia, mas as cartas mudaram de uma hora para outra e tudo que conhecia virou de cabeça para baixo quando se tornou a caça daqueles que deveriam protege-la, daqueles a quem ela jurou lealdade um dia. Porém não é à toa que as pessoas morriam de medo dela, nem que a menção de seu apelido acarretasse tanto medo para suas vítimas. Ela sabia muito bem o que fazer para se proteger com os devidos compostos químicos nas mãos. Podia não ser nenhuma grande agente no corpo a corpo, mas ela não precisava lutar para matar.

No contexto de sua vida atual, matar significava ganhar. (…) O coração de outra pessoa deixaria de bater e o dela continuaria pulsando. Alguém iria atrás dela e, em vez de uma vítima, encontraria um predador. Uma aranha-marrom, invisível por trás de sua teia traiçoeira.

Depois de anos fugindo, finalmente aparece uma saída para essa vida. Seu antigo Mentor lhe faz uma proposta para que ela deixe de ser a caça e retorne para o lado do caçador. Porém ela não sobreviveu todos esses anos por ter confiado em qualquer um que lhe oferecesse ajuda, ela sabia que nada poderia ser tão fácil como ele insinuava. Mas apesar de tudo, ela não podia deixar de se sentir aliviada ao ver uma ponta de esperança, será que ela realmente poderia parar de fugir? Ou essa seria só mais uma tentativa para assassina-la?

Esqueça servir ao seu país, esqueça salvar vidas inocentes, esqueça instalações top de linha, ciência revolucionária e orçamentos ilimitados. Esqueça salário de sete dígitos. Que tal não ser assassinada?

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Autor: Adriano Rossi
Páginas:
279
Classificação:
4/5 estrelas

André tem tudo o que um homem de 28 anos de idade deveria querer, é médico, tem sua própria clinica, casado há dois anos e está prestes a ter sua primeira filha. A única coisa que não se encaixa tão bem nesse quadro familiar é seu enteado, Gabriel, que por mais que ele tente gostar, não consegue. Porém, apesar disso é uma vida boa, ele deveria estar feliz com todas as realizações que alcançou, mas nada na vida é tão simples como deveria ser. Só porque ele tem tudo que um homem deveria querer na sua idade, não significa que está feliz por ter essas coisas. Na cabeça dele, ele não fez nem metade das coisas que deveria ter feito.

Estava cansado e desanimado, por mais que fosse obrigado a se sentir feliz na situação em que se encontrava. Esta é uma das piores obrigações. A obrigação de ser feliz.

Gabriel, por sua vez, como qualquer outra criança só quer se sentir querido, queria alguém que tivesse orgulho de dizer que era seu pai. Porém, seu pai não passava de um vagabundo, um erro na vida da sua mãe. E seu padrasto era o mais próximo do que ele tinha disso.

Gabriel amava o pai e odiava a si mesmo por isso. Sabia que o pai era um crápula, um vagabundo que não era digno de amor, porém isso não impede um filho de amar seu pai. Mas aparentemente alguma coisa impedia um pai de amar o filho.

Diferente do que a premissa sugere, não se trata simplesmente de uma relação complicada entre padrasto e enteado, o livro fala sobre verdades cruas, verdades que pensamos, mas não falamos, verdades que às vezes deixamos que nos consumam para não magoar os outros. E também sobre a dor, sobre dores que somos capazes de suportar e aquelas que doem tanto que bloqueamos o sentimento, que preferimos não sentir nada a ter que aguentar a dor. André, após sentir a maior dor de sua vida, perde o medo dessas verdades cruéis, ele prefere que ela seja dita ao invés de mascarar as coisas com mentiras bondosas. Toda essa verdade causa um estrago imensurável em Gabriel, e o atormenta mesmo anos depois de ter sido dita.

É doloroso estar na pele de ambos os protagonistas, ambos mascarando a dor com álcool e mulheres, feridos de uma maneira tão grande que acabam enfrentando a vida superficialmente. Continuam nadando, porém nunca mergulham, vivem fugindo do passado, tentando enterrar tudo que viveram.

O romance é como uma luz no fim do túnel, nos enche de esperança, ao mesmo tempo que dá aquele toque de leveza que o livro precisava para não ficar muito pesado, com tiradas engraçadas e alguns momentos fofura para falarmos: “Ele ta tão na sua!”. Eu como uma amante de romances já logo penso: “Será essa que vai tirar ele do fundo desse poço e resolver todos os problemas da vida?”, e o Adriano Rossi (autor), me responde isso com várias verdades cruéis, magoou meus sonhos de conto de fadas.

A escrita te conduz facilmente capítulo por capítulo, flui tão fácil que quando percebe o livro já está no final. E quando esse final chega deixa um gostinho de quero mais, fiquei bem curiosa com o futuro de alguns personagens e com bastante raiva de outros.

Tive coragem para foder com a vida do menino sabendo que a minha já não tinha salvação. Um homem tem que ser um desgraçado muito grande para ter coragem de fazer isso. Eu tive.


Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas:
279
Classificação:
3.5/5 estrelas

Os bonitões e conquistadores jogadores de hóquei Garrret, Logan, Dean e Tucker estão de volta nesse segundo livro da série Amores Improváveis, sequência de O Acordo. Agora, a trama é protagonizada por Logan.

Com 21 anos, filhos de pais divorciados, Logan está no último ano de faculdade e está numa dúvida cruel do que fazer quando se formar. Ele é o típico garanhão, arrasador de corações, e está tão perdido em sua vida pessoal quanto profissional. Até conhecer Grace…

Grace é uma garota de 19 anos, também filha de pais divorciados, caloura na Briar e divide o alojamento da faculdade com Ramon, sua amiga de infância. Sempre certinha e careta, Grace está cansada de ser boazinha e cautelosa. Ela decidiu que precisa de novas amizades, experimentar novas atitudes e novos relacionamentos, e a melhor ferramenta para fazer isso acontecer é Logan.

“…estou muito nervosa. Ele é John Logan, um dos caras mais populares da Briar. Eu sou Grace Ivers, uma das milhares de meninas a fim dele.

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