Erótico

Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas:
224
Classificação:
3/5 estrelas
Essa resenha contêm palavras de baixo calão.

Rosemary Beach provou com mais esse livro que ao longo da série ela nem piora nem melhora, mas vive em uma montanha de altos e baixos. Particularmente, classifico A Primeira Chance como uma longa descida.

O sétimo livro da série, e o primeiro da duologia Chance, conta a história de Harlow Manning e Grant Carter, um casal que há alguns livros a autora vem mostrando que ambos tem química de sobra rolando entre eles. E A Primeira Chance começa já expondo que não foi só química que eles compartilharam nos últimos mêses, mas Grant, como todo bom mocinho de Abbi Glines,  magoou Harlow e aparentemente seguiu em frente — não da melhor maneira possível, claro.

Agora, com Harlow em Rosemary para passar nove meses ao lado de sua louca irmã malvada, Nan, Grant quer se redimir, mas primeiro ele precisa crescer para conseguir mais uma chance — e provavelmente estragar tudo mais uma vez.

Bom, antes de mais nada espero que minha acidez quanto ao mocinho dessa história tenha sido clara nas primeiras linhas dessa resenha, se não foi, serei ainda mais óbvia: “Que porra foi essa, Grant?!” Minha visão do personagem mudou completamente e foi difícil lidar com tanta lamuriação sobre o que fazer, que não quer amar, não quer perder, e blá blá blá. Tudo bem, o último livro emocionou a todos com uma morte inesperada, e foi ótimo ver isso ganhando o devido espaço na vida de todos os envolvidos (estou louca pela história da Beth), mas Grant fez o favor de transbordar em seu drama e tornar essa leitura um pouco chata. Sabe aquele cara doce, leve e divertido que ele mostrou ser nos primeiros livros? Pois então, nesse livro ele mudou essa impressão e tornou-se um filha da put# de mão cheia.

Ainda estou viva. Por que deveria viver como se estivesse morta?

E claro, não podemos esquecer de Nan, que já era um empecilho em outros relacionamentos em livros anteriores e retorna com o mesmo papel, o que já saturou um pouco e está mais do que na hora de trocar a fita. É complicado entender porque tantos acreditam que Nan precisa de proteção e não que outros precisem ser protegidos dela quando não vemos esse lado indefeso que tanto comentam, talvez minha opinião sobre ela mude quando seu livro for publicado, mas por enquanto vou continuar com a visão de vaca má que ela construiu para si.

Mantenha a cabeça erguida e não deixe que ninguém veja sua queda. Você é feita de aço. Não estou criado uma princesinha mimada. Estou criando uma mulher.

Se esse livro valeu a pena, a razão disso claramente é Harlow. A garota desce do salto e apesar de sempre viver um drama ela não coopera para que ele cresça, pelo contrário, lida com os problemas e amadurece a cada barreira. Infelizmente, seu romance não segue o mesmo caminho. O começo de seu relacionamento com Grant é abrupto e forçado, as frases ultrapassam a linha do clichê e a construção da história não bate, há várias inconsistências nas ações dos personagens e isso os tornam menos críveis, não é questão de bipolaridade mas sim de trabalhar no contexto e não simplesmente jogar uma frase sem a devida construção para que o leitor realmente acredite e viva o que está acontecendo.

Por um lado fico com medo de essa resenha ser mais a vazão de minha raiva do que a opinião em si, mas os problemas foram vários e evidentes a qualquer um que se atente ao desenrolar da trama. Por outro lado, mesmo com esses problemas e Grant mostrando como pode ser imaturo e inseguro ao inventar uma desculpa para cada uma de suas decisões (o cara realmente deve acreditar que há um cérebro em seu pinto para fazer suas escolhas imbecis), Abbi Glines ainda tem uma pegada firme no leitor e A Primeira Chance me sugou para a história por mais piegas que seja. Pode parecer louco ainda continuar com a série, mas depois que você passou dos primeiros livros Rosemary Beach os personagens realmente dominam você, mesmo um tão cretino quanto Grant.

Se você me enganar uma vez, o erro é seu. Se me enganar duas, o erro é meu.


Autora: L.H. Cosway
Editora:
Páginas: 355

Acho que esse livro vai te tirar da zona de conforto. Não, não estamos falando de nada muito pesado, mas Painted Faces da L.H. Cosway começa a abrir sua mente para assuntos peculiares, principalmente pro mundo das drag queens.

O livro conta a história de Nicholas e Freda. O nosso ‘mocinho’ é um cara com a mente aberta. Apaixonado pelo sexo feminino, ama andar de saltos e adora as expressões delicadas das mulheres. Por conta desse amor todo pelo mundo feminino, Nicholas acaba escolhendo uma carreira artística bem interessante: artista de cabaré, uma Drag Queen, a linda Vivica Blue.

Então, isso sou eu querida, uma completa e total contradição.

Por outro lado, temos a nossa mocinha Freda, uma mulher cheia de inseguranças, muito sarcástica, um pouco gordinha e que vive num mundinho fechado. E ao se deparar com a beleza de seu novo vizinho (Nicholas), ela fica encantada e totalmente arisca, porque tem certeza que um homem tão perfeito como ele não poderia dar bola para ela. Mas o rapaz é pra lá de insistente e provoca Freda e todos os leitores com seus elogios, flertes e investidas quentes.

Muita gente deve achar que por ele amar o universo feminino, ele poderia ser gay ou algo assim, mas isso ultrapassa qualquer sentimento homem-mulher. Vivica Blue é pra ele uma espécie de alter ego, uma forma de ficar mais próxima a sua própria mãe. E ele ama tanto as mulheres, que essa é a forma mais sincera e bonita de homenageá-las.

Nicholas nos emociona a cada conversa sobre a mãe, a forma delicada de tratá-la. É o tipo de relação de amor e orgulho. E ele e Freda tem uma química enorme, você consegue sentir através do papel, de cada página. Os dois formam uma amizade linda e um relacionamento de tirar o fôlego. Quando finalmente ela descobre que Nicholas é Vivica, você poderia pensar que ela teria um certo preconceito, até porque ela vem de uma família simples, vive uma vida simples e não está acostumada com esse meio, mas então ela vem e surpreende a gente com todas as emoções a flor da pele e o desejo enorme por ele. (vestido ou não de mulher)

Pra mim uma Drag Queen se veste como uma mulher puramente para performar e é desse jeito que eu me vejo.

Esse livro entrou na minha lista de favoritos da vida! A autora transforma um mundo que nem todo mundo está acostumado em algo completamente apaixonante. Os diálogos entre os dois são um dos maiores pontos positivos do livro. Nada daqueles papos sem graças que encontramos em vários romances por aí. Os dois são sarcásticos e divertidos, sempre soltando alguma ironia.

Deixem o preconceito de lado e se apaixone por Vivica, por Nicholas e por Freda!

Eu sinto que nenhuma pessoa na história amou outra pessoa como eu te amo. Eu te amo tanto que dói. Você me faz sorrir, você me faz dar risadas, você me faz queimar.


Autora: Veridiana Maenaka
Editora: Verus 
Páginas:
 350
Classificação:
 5/5 estrelas

Em todos esses anos como amante de romances de época, poucas vezes encontrei um que me abalasse tanto, e na grande maioria das vezes, quando isso acontecia, era para encontrar uma história um tanto crua, com poucas páginas, onde o autor não se desafiou o suficiente para apresentar uma trama avassaladora, que realmente fosse me deixar sem chão. Onde o amor se esconde não é um desses livros e a escrita de Veridiana Maenaka a todo momento me provocou e fez vivenciar sua história página a página, cada emoção, da traição ao amor, e estou até agora arrebatada.

Não serei nada além de mim mesma.

O livro é dividido em três partes essenciais e nele conhecemos Glória, uma garota inocente que sonha com amor e filhos, algo singelo para uma mulher do século XX e bem contrário ao que espera sua amiga Marisa, que deseja quebrar paradigmas e viver uma vida tão livre quanto os homens.

E aparentemente cada uma se encaminha para o destino que deseja, Glória está prestes a casar-se com um homem rico e ambicioso, ainda que um tanto distante, mas ela acredita que pode mudar seu jeito de ser e ainda conquistar seu amor. Porém, conforme o tempo passa e longe de dar um herdeiro ao seu marido, ela se encontra em uma vida infeliz, espancada e humilhada pelo homem que devia protegê-la, e para seguir em frente Glória deve deixar sua inocência de lado e começar a lutar por migalhas que podem tornar sua existência um pouco menos dolorosa.

“Não fez nada que possa ter provocado seu marido a ponto de levá-lo a cometer esses atos tão bárbaros?”
“Por que é tão difícil acreditar que o problema estava nele e não em mim?”

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Autora: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros 
Páginas:
 379
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Sedutor: Selvagem Irresistível foi um caso de amor a primeira página, deu até para sentir o cheiro de paixão no ar logo que comecei a lê-lo, mas é como dizem: há amores que não nasceram para durar, e esse não durou até a última página.

Obrigado por querer me salvar.

O livro é o primeiro da nova série das autoras Christina Lauren, onde cada livro de Selvagem Irresistível girará em torno de um casal diferente e tudo começa quando três amigas decidem ir à Vegas para comemorar a formatura e lá encontram três homens maravilhosos e acabam por se divertir mais do que esperado. Na verdade, a diversão foi tanta que no dia seguinte todos acordaram casados…

Eu quero amar a minha vida inteira como estou amando essa noite.

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Autora: Sandi Lynn
Editora: Valentina
Páginas:
 320
Classificação:
 3/5 estrelas

Para quem está procurando um romance com muito drama e cenas quentes, esse é o livro certo pra você. Mas prepare os lencinhos e ventilador, você vai precisar!

Só se vive uma vez, portanto é melhor aproveitar o máximo.

O primeiro livro da trilogia Forever começa nos apresentando Ellery, uma jovem super talentosa, que leva um pé na bunda daqueles e pra sair da vibe deprê, vai com uma amiga pra uma festinha e lá encontra o seu consolo.

Brincadeiras a parte, Ellery é uma mulher forte, um pouco diferente das mocinhas do gênero desse livro. E no meio da baladinha com a amiga, ela acaba ajudando um boy magya daqueles. Bêbado e sem condições de ir para casa, ela faz a boa samaritana e o leva pra casa.

Mais tarde, ela descobre que o tal boy era nada mais e nada menos que Connor Black, um grande empresário, rico, bem sucedido, lindo e muito gostoso (Acho que todas as mulheres iriam querer ajudá-lo, né?). Mas, assim que a fase ‘bebum’ de Connor passou, ele começou a mostrar que nem todo dinheiro do mundo é capaz de esconder sua babaquice sem noção e a boa samaritana logo mostrou as garras e pisou no rapaz pós coma alcoólico.

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Autora: E.L. James
Editora: Intrínseca
Páginas:
 524
Classificação:
2/5 estrelas

Para os fãs de Cinquenta Tons de Cinza, devo informar que vocês provavelmente vão me odiar, mas eu preciso ser sincera quanto ao novo livro da E.L. James. Leiam por sua conta e risco, pois não tem como defender algo tão repetitivo assim. Se não bastava o primeiro livro, agora temos ele novamente em uma versão mais dark.

Eu quero muito dela: sua confiança, sua obediência, sua submissão. Eu quero que ela seja minha, mas agora… Eu sou dela.

Grey, o mais novo livro da série, traz a história original pela mente do Christian Grey, um dominador que acaba se encantando pela virginal Anastasia Steele. Deixamos a deusa interior da mocinha e vamos entrar de cabeça (ou quase isso) no lado psico do rapaz.

É difícil dizer o que E.L. James pretendia com esse livro. Talvez assustar os seus leitores? Ou será que ela queria tentar justificar todos os atos que Grey durante os três livros? Não sei ao certo a ideia dela, mas posso dizer que errou e feio em qualquer uma delas. O livro é arrastado. O senhor dominador pode até não ter uma deusa interior, mas ele age como se tivesse. Em vários momentos, em seus pensamentos, a gente fica esperando que ele traga uma flor e faça um duplo twist carpado.

Eu não posso acreditar que ela disse isso! Ironicamente, até a minha própria família não perguntaria isso. Como ela ousa! Eu tenho uma vontade súbita de arrastá-la para fora do seu assento, prendê-la sob meu joelho, espancá-la, e depois transar com ela sobre a minha mesa com suas mãos amarradas atrás das costas. Isso iria responder a sua pergunta ridícula.

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