Erótico

Autora: J.J. McAvoy
Editora: The Writers Coffee Shop
Páginas: 324

Há algum tempinho uma leitora (Valeu, Ju!) me pediu para resenhar Ruthless People, da J.J. McAvoy, e algumas semanas passaram mas eu finalmente fui atrás do livro e me joguei na história. Após não dormir toda a noite para terminar o primeiro livro, aqui estou eu para espalhar o amor por mais essa trilogia.

Isso era uma batalha — uma guerra entre mafias –, e desta vez Romeu e Julieta estavam do lado certo.

A história foge um pouco do comum ainda que apresente uma mescla de Romeu e Julieta. Melody Nicci Giovanni e Liam Callahan são de famíias rivais, líderes da mafia, e estão prestes a se casar para formar uma aliança entre o clã irlandês e italiano. Liam foi educado para se tornar um líder e o próximo passo, para ele, é se unir a uma dondoca da sociedade, mais uma mulher para ele controlar e fazer cada uma de suas necessidades. Logo, ele não está pronto para Melody.

Melody Nicci Giovanni é o oposto de tudo o que esperam dela. Criada para ser uma Capo, ela é uma atiradora de elite, mestre em se disfarçar e não tem piedade ou medo. Poucos sabem, mas ela é a verdadeira líder do clã italiano, e não está disposta a se curvar para nenhum homem ou mulher.

Eu quero que você me ame. Mas se não for possível, então quero que seja a coisa mais próxima de você me amar. Eu quero a sua lealdade. Eu quero sua honestidade. Eu quero você do meu lado e de mais ninguém. Eu quero seu corpo. Eu quero a sua mente. Eu quero saber seus desejos e sonhos para que eu possa um dia torná-los realidade.

Uma batalha entre titãs então começa, e se dessa vez Romeu e Julieta morrerem, é capaz de ser um na mão do outro, e o veneno seria uma alternativa fácil demais para esses dois.

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Autora: Jennifer Lyon
Editora: Charme
Páginas:
212
Classificação:
3.5/5 estrelas

Só Você é a segunda parte de The Plus One Chronicles e mostra como a relação do bilionário Sloane Michaels e Kat Thayne amadurece enquanto eles precisam fazer difíceis escolhas.

Você tem o poder de partir meu coração.

O selvagem Sloane Michaels sempre escolheu suas parceiras cuidadosamente, inclusive a sua mais recente conquista, a confeiteira Kat Thayne. Mas o controle de Sloane é desafiado quando seu mentor fica gravemente doente e sua necessidade de possuir Kat, a qualquer custo, rivaliza apenas com seu único objetivo, que é motivado pelo espírito de vingança pelo assassinato de sua irmã.

“Você está chorando.”
“Estou.”
“Por Sara?”
“Por vocês dois.
“Por que eu? Eu não morri.”
“Acho que uma parte sua morreu.”

Já Kat, após sobreviver a um ataque anos atrás, só que aprender a seguir em frente, e para isso ela precisará enfrentar o passado e ganhar mais força para o que está por vir. E o encaixe seria perfeito se o lado sombrio do homem que quer protegê-la a qualquer custo também não fosse capaz de destruí-la mais facilmente do que qualquer outro.

Kat e Sloane são tão diferentes quanto iguais. Ambos querem superar o passado, mas cada qual com um caminho diferente. Sloane quer vingança pela morte de sua irmã, já Kat só quer desvendar a verdade sobre o que realmente aconteceu em seu ataque há seis anos. E esse é o principal conflito do relacionamento, porque apesar do passado de Kat não ser maravilhoso, ela não está disposta a correr para um futuro encharcado em sangue, nem mesmo por Sloane.

Ele não é capaz de amar, mas é plenamente capaz de assassinar.

E então há Drake, a peça chave para fazer esse romance dar certo. Por mais frágil que esteja, ele mostra a todos, inclusive o leitor, que a força vai muito além do físico e essa é exatamente a lição que os protagonistas precisam aprender antes que ele se vá.

“Isso não vai mudar nada, apenas você. Você ainda vai carregar a memória de encontrá-la, ainda vai sentir como tendo falhado com ela, mas só que depois você vai saber que também é um assassino. E isso muda um homem.”
“Não sou você.”
“Não. Você é melhor do que eu.”

Entretanto, o nosso mocinho é um ogro, muitas vezes estúpido e com a incrível fé de que as pessoas precisam dançar conforme sua música, e mesmo ao encontrar uma mulher que o entenda e quebra suas barreiras, deixar o orgulho de lado já é mais complicado. Então mesmo que role a química, haja uma história triste para emocionar, com um ao lado do outro para lamber suas feridas, entre outras coisas, não dá para dizer que rolou.

Todos os ingredientes estão aqui, o drama, romance, o cara sexy, mas a ligação com a história não aconteceu, foi somente uma entre tantas outras, boa o suficiente para ler toda a trilogia, mas longe de entrar para minha lista de romances favoritos — e aparentemente eu sou uma exceção, essa trilogia já garantiu uma legião de fãs no GoodReads.

Não que eu não tenha aproveitado a leitura. Mesmo que por vezes doce demais, essa é uma história curta, não dá nem tempo de enjoar, e enquanto Sloane precisa decidir entre conseguir o quer, e perder Kat no caminho, ou perdoar e seguir em frente, confesso que torci loucamente para o chicote estralar e o drama se intensificar até mais. Não aconteceu, mas o livro terminou com a promessa de que o desfecho será melhor.

“Entramos muito fundo nisso.”
“Talvez, mas estamos nisso juntos. Agora, é isso que importa.”


Autora: Megan Maxwell
Editora: Suma de Letras
Páginas: 432
Classificação: 3.5/5 estrelas

Mais um livro da Megan Maxwell foi publicado no Brasil, e assim como os outros, há uma mistura de novela mexicana, muito drama e homens calientes. A diferença? Em Pela Lente Do Amor o “amor à primeira vista” está longe de acontecer.

Não faça uma mulher sofrer, não seja canalha.

Nesse livro, conhecemos Ana Elizabeth, uma garota que troca os luxos de sua família rica para viver seu sonho de ser fotógrafa em Madri, e o mulherengo Rodrigo, que como bombeiro não só apaga o fogo de muita casa como também de várias mulheres (tá, não resisti ao trocadilho tosco).

E quando se encontram, apesar de não rolar um amor à primeira vista, nasce uma inusitada amizade entre eles, mas isso é pouco para Ana, ela sente que eles podem ser mais, porém Rodrigo não sente nada de especial e prefere ficar de galho em galho. E enquanto o leitor torce (eu pelo menos torci!) para que ele caia de um galho e quebre a cara, nessa queda ele também aprenderá que certas vezes é preciso perder para dar valor.

Bom, antes de mais nada um aviso: NÃO LEIA A SINOPSE DESSE LIVRO! Comecei a leitura bem as cegas e fui surpreendida nos primeiros capítulos, quando a autora pegou um caminho que dificilmente encontro em romances, e perder esse sentimento é algo que mudará completamente o entrosamento entre leitor e história. Sim, uma sinopse é sempre necessária, mas entregar o peixe logo de cara e estragar surpresas não é algo que recomendo muito.

Ele via em mim algo que ninguém mais via.

Outra recomendação é não criar altas expectativas com esse livro. Sim, eu adorei a leitura, chorei, a risada rolou solta a cada página, como é de praxe com a escrita da autora, por vezes tão passional e divertida, e em dois terços do livro realmente senti que a autora aprimorou ainda mais sua escrita, mas esse um terço que sobra me colocou em cima do muro quanto a trama. Eu sei que Megan Maxwell pode mais, e ver ela construir todo um cenário, usar o leitor para colocá-lo em uma situação de amor e ódio, para não fechar tudo com chave de ouro é um pouco agridoce.

Aliás, agridoce realmente define meus sentimentos quanto ao romance. Temos aqui uma paixão não correspondida, o que não é assim tão incomum, muito menos entrar para a tal friendzone, mas quando o sentimento, não poucas vezes, é esnobado, e Ana engole um sapo atrás do outro, nem preciso dizer que contei as páginas para ver a mesa virar, aguardando ansiosa um “Vai se foder, Rodrigo!“. A vingança pode até ser um prato para se comer frio, mas é algo doce e eu lambi os dedos enquanto conferia o jogo virar e o menosprezo mudar de dono.

“Sei que você não sente nada por mim, eu sei, mas precisava te dizer.”
“Claro que eu não sinto nada por você! E antes que continue, quero que saiba que as poucas vezes em que transamos, para mim, foi só sexo!”

Tudo bem, não nego que essa é uma história extremamente dramática ou excessivamente doce, mas uma bomba de chocolate por vezes é necessária, e quando se trata dos livros de Megan, para mim, quanto mais, melhor. A autora tem o poder de mexer comigo, ela brinca uma e outra vez até conseguir me sugar completamente para a história, e para ajudar ela ainda sempre busca apresentar um novo cantor/banda, com músicas que me encantam e transportam ainda mais para dentro de sua história. Dessa vez não foi diferente.

Entretanto, ainda que Rodrigo tenha se mostrado alguém capaz de magoar, obtuso, e eu realmente não torça para protagonistas que apanham, figurativamente ou não, e dão a outra face para baterem, principalmente quando antes dessa louca paixão a mulher era alguém que não levava desaforo para casa, Megan Maxwell me fez viver sua história, soltar uma risada atrás da outra e até dar uns pulinhos enquanto aguardava para ver Rodrigo arder no fogo do inferno. E Pela Lente Do Amor foi além do humor, na vida real o amor instantâneo realmente não acontece, não vai dar tudo certo, e as pessoas magoam, então mesmo com a trama chiclete, a decisão de precisar escolher entre esquecer e seguir em frente, ou perdoar e dar uma nova chance, vai muito além das páginas.

Na vida tropeçar é permitido, e levantar é obrigatório.


Autora: Whitney G.
Editora: Universo dos Livros 
Páginas:
 128 
Classificação:
 3.5/5 estrelas

Apresento a vocês uma de minhas séries favoritinhas do gênero erótico. Não, não é algo completamente inovador. Há os dois protagonistas problemáticos, sexo intenso e em pouco tempo o amor. A grande diferença é que enquanto tudo isso acontece eu me diverti e minha sede de sangue foi mais do que bem alimentada durante todos os livros. Preciso pedir mais?!

Começamos Uma noite e nada mais mergulhando no passado de Andrew, mais especificamente em sua última noite em Nova York, uma cidade que ele foi obrigado a aprender a odiar. Mais tarde, ele se tornou um homem desapegado, um cara que usa a internet para encontrar sexo casual. Isso mesmo, nada de apenas amigos, relacionamentos de curto ou longo prazo, só sexo mesmo. E é com a internet que ele encontra Alyssa, a única mulher que ele considera uma amiga.

“Por que quer ser advogada, senhorita Everhart?”
“Gosto de ferrar com as pessoas. E acho que poderia ser muito bem paga por isso.”

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Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas:
224
Classificação:
3/5 estrelas
Essa resenha contêm palavras de baixo calão.

Rosemary Beach provou com mais esse livro que ao longo da série ela nem piora nem melhora, mas vive em uma montanha de altos e baixos. Particularmente, classifico A Primeira Chance como uma longa descida.

O sétimo livro da série, e o primeiro da duologia Chance, conta a história de Harlow Manning e Grant Carter, um casal que há alguns livros a autora vem mostrando que ambos tem química de sobra rolando entre eles. E A Primeira Chance começa já expondo que não foi só química que eles compartilharam nos últimos mêses, mas Grant, como todo bom mocinho de Abbi Glines,  magoou Harlow e aparentemente seguiu em frente — não da melhor maneira possível, claro.

Agora, com Harlow em Rosemary para passar nove meses ao lado de sua louca irmã malvada, Nan, Grant quer se redimir, mas primeiro ele precisa crescer para conseguir mais uma chance — e provavelmente estragar tudo mais uma vez.

Bom, antes de mais nada espero que minha acidez quanto ao mocinho dessa história tenha sido clara nas primeiras linhas dessa resenha, se não foi, serei ainda mais óbvia: “Que porra foi essa, Grant?!” Minha visão do personagem mudou completamente e foi difícil lidar com tanta lamuriação sobre o que fazer, que não quer amar, não quer perder, e blá blá blá. Tudo bem, o último livro emocionou a todos com uma morte inesperada, e foi ótimo ver isso ganhando o devido espaço na vida de todos os envolvidos (estou louca pela história da Beth), mas Grant fez o favor de transbordar em seu drama e tornar essa leitura um pouco chata. Sabe aquele cara doce, leve e divertido que ele mostrou ser nos primeiros livros? Pois então, nesse livro ele mudou essa impressão e tornou-se um filha da put# de mão cheia.

Ainda estou viva. Por que deveria viver como se estivesse morta?

E claro, não podemos esquecer de Nan, que já era um empecilho em outros relacionamentos em livros anteriores e retorna com o mesmo papel, o que já saturou um pouco e está mais do que na hora de trocar a fita. É complicado entender porque tantos acreditam que Nan precisa de proteção e não que outros precisem ser protegidos dela quando não vemos esse lado indefeso que tanto comentam, talvez minha opinião sobre ela mude quando seu livro for publicado, mas por enquanto vou continuar com a visão de vaca má que ela construiu para si.

Mantenha a cabeça erguida e não deixe que ninguém veja sua queda. Você é feita de aço. Não estou criado uma princesinha mimada. Estou criando uma mulher.

Se esse livro valeu a pena, a razão disso claramente é Harlow. A garota desce do salto e apesar de sempre viver um drama ela não coopera para que ele cresça, pelo contrário, lida com os problemas e amadurece a cada barreira. Infelizmente, seu romance não segue o mesmo caminho. O começo de seu relacionamento com Grant é abrupto e forçado, as frases ultrapassam a linha do clichê e a construção da história não bate, há várias inconsistências nas ações dos personagens e isso os tornam menos críveis, não é questão de bipolaridade mas sim de trabalhar no contexto e não simplesmente jogar uma frase sem a devida construção para que o leitor realmente acredite e viva o que está acontecendo.

Por um lado fico com medo de essa resenha ser mais a vazão de minha raiva do que a opinião em si, mas os problemas foram vários e evidentes a qualquer um que se atente ao desenrolar da trama. Por outro lado, mesmo com esses problemas e Grant mostrando como pode ser imaturo e inseguro ao inventar uma desculpa para cada uma de suas decisões (o cara realmente deve acreditar que há um cérebro em seu pinto para fazer suas escolhas imbecis), Abbi Glines ainda tem uma pegada firme no leitor e A Primeira Chance me sugou para a história por mais piegas que seja. Pode parecer louco ainda continuar com a série, mas depois que você passou dos primeiros livros Rosemary Beach os personagens realmente dominam você, mesmo um tão cretino quanto Grant.

Se você me enganar uma vez, o erro é seu. Se me enganar duas, o erro é meu.


Autora: L.H. Cosway
Editora:
Páginas: 355

Acho que esse livro vai te tirar da zona de conforto. Não, não estamos falando de nada muito pesado, mas Painted Faces da L.H. Cosway começa a abrir sua mente para assuntos peculiares, principalmente pro mundo das drag queens.

O livro conta a história de Nicholas e Freda. O nosso ‘mocinho’ é um cara com a mente aberta. Apaixonado pelo sexo feminino, ama andar de saltos e adora as expressões delicadas das mulheres. Por conta desse amor todo pelo mundo feminino, Nicholas acaba escolhendo uma carreira artística bem interessante: artista de cabaré, uma Drag Queen, a linda Vivica Blue.

Então, isso sou eu querida, uma completa e total contradição.

Por outro lado, temos a nossa mocinha Freda, uma mulher cheia de inseguranças, muito sarcástica, um pouco gordinha e que vive num mundinho fechado. E ao se deparar com a beleza de seu novo vizinho (Nicholas), ela fica encantada e totalmente arisca, porque tem certeza que um homem tão perfeito como ele não poderia dar bola para ela. Mas o rapaz é pra lá de insistente e provoca Freda e todos os leitores com seus elogios, flertes e investidas quentes.

Muita gente deve achar que por ele amar o universo feminino, ele poderia ser gay ou algo assim, mas isso ultrapassa qualquer sentimento homem-mulher. Vivica Blue é pra ele uma espécie de alter ego, uma forma de ficar mais próxima a sua própria mãe. E ele ama tanto as mulheres, que essa é a forma mais sincera e bonita de homenageá-las.

Nicholas nos emociona a cada conversa sobre a mãe, a forma delicada de tratá-la. É o tipo de relação de amor e orgulho. E ele e Freda tem uma química enorme, você consegue sentir através do papel, de cada página. Os dois formam uma amizade linda e um relacionamento de tirar o fôlego. Quando finalmente ela descobre que Nicholas é Vivica, você poderia pensar que ela teria um certo preconceito, até porque ela vem de uma família simples, vive uma vida simples e não está acostumada com esse meio, mas então ela vem e surpreende a gente com todas as emoções a flor da pele e o desejo enorme por ele. (vestido ou não de mulher)

Pra mim uma Drag Queen se veste como uma mulher puramente para performar e é desse jeito que eu me vejo.

Esse livro entrou na minha lista de favoritos da vida! A autora transforma um mundo que nem todo mundo está acostumado em algo completamente apaixonante. Os diálogos entre os dois são um dos maiores pontos positivos do livro. Nada daqueles papos sem graças que encontramos em vários romances por aí. Os dois são sarcásticos e divertidos, sempre soltando alguma ironia.

Deixem o preconceito de lado e se apaixone por Vivica, por Nicholas e por Freda!

Eu sinto que nenhuma pessoa na história amou outra pessoa como eu te amo. Eu te amo tanto que dói. Você me faz sorrir, você me faz dar risadas, você me faz queimar.


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