Terror

Autora: Nikolai Streisky
Editora: Chiado
Páginas: 218
Classificação: 4/5 estrelas

Citando livremente Edgar Allan Poe em seu filosofia da composição, podemos dizer que o conto seria a forma mais eficiente de ter total atenção e efeito sobre o leitor. Em Mosaico e outras histórias temos vários exemplos do que dizia Poe, são histórias curtas, objetivas e com um efeito certeiro em nós leitores, sejam de raiva, encanto, medo e descrença. São contos de temas variado como gênero policial, de suspense, ficção cientifica e fábulas modernas. Além de ter ilustrações muito interessantes e algumas bem assustadoras. É um mundo de histórias em um só livro.

Vou falar de cada conto em separado.

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Autora: John Ajvide Lindqvist
Editora: Tordesilhas
Páginas: 488

John Ajvide Lindqvist é o tipo de autor que me deixa desconfiada do que vai escrever antes de conhecer. Eu li Deixa Ela Entrar há algum tempo e adorei, fiquei cativada pelos personagens e a história que ele criou, então a desconfiança inicial já tinha sumido quando decidi ler Melodia do Mal. Mesmo assim, ele me pegou de surpresa em vários pontos.

Porque eu posso. Porque eu quero, porque me faz sentir viva.

Melodia do Mal acompanha Theres, a Pequenina, uma garota que quando bebê foi encontrada por um senhor no meio da floresta, abandonada numa sacola em cova rasa. Mas Theres nunca foi uma garota – ou bebê – normal, pois antes mesmo de ser resgatada da sacola já sabia cantar. Perfeitamente. E isso é só o começo dos mistérios envolvendo a garota: ela não interage bem com pessoas, tem alguma dificuldade de aprendizado e falta de interesse com tudo que não se trata de música e eventualmente mostra que também é boa em coisas muito mais sombrias do que cantar.

…O rosto estava salpicado por borrifos de sangue, e algumas pelotas pequenas e mais sólidas de tecido humano estavam grudadas nas bochechas. Filetes de sangue tinham escorrido dos cabelos para a testa…

Não há como falar sobre o livro e seus encantos sem beirar aos spoilers, mas o livro que eu esperava que fosse sobrenatural, com algum toque de assombrações ou possessões se revelou muito mais psicológico e sinistro do que isso. Na verdade, os detalhes que ficam a cargo da interpretação do leitor só tornam a trama ainda mais intensa. E o fato de que o que acontece não é necessariamente paranormal torna tudo ainda mais assustador. Poderia acontecer. Alguns aspectos são bem improváveis, mas a maior parte não é impossível. E é assim que o autor me mantém pensando no livro e nos personagens mesmo dias depois de terminar o livro.

Se quiser acreditar em algo como o Destino, saiba que ele é um personagem caprichoso. Que às vezes, fica lá parado, atravancando o caminho e bloqueando a porta pela qual você nasceu para entrar, e que às vezes te pega pela mão e te leva porta adentro no mesmo minuto em que você põe o nariz para fora.

Theres é a peça fundamental do livro, mas também conhecemos muitos outros personagens marcantes, especialmente por serem “cinza”; ninguém é realmente bom ou mau, de modo que todos parecem reais e é fácil simpatizar com várias das pessoas que conhecemos. Teresa, a garota antissocial e depressiva que faz amizade com a Theres mais velha, escrevendo canções para ela, provavelmente é minha favorita, mas gostei até dos antagonistas — que, ainda mais surpreendente, nem sempre são quem esperamos que sejam.

O mergulho em Melodia do Mal é profundo e envolvente e só me deixou com mais vontade de conferir os livros de Lindqvist. E se dada a oportunidade, eu provavelmente iria ver Theres cantar, mesmo com o conhecimento de leitora do que poderia acontecer. Certamente soa como algo que valeria a pena.

É impossível dizer por que amamos algo ou alguém. Se for preciso, podemos até inventar razões, mas a parte importante acontece no escuro, além de nosso controle. Simplesmente sabemos quando está lá. E quando se vai.


Autor: John Boyne
Editora: Seguinte
Páginas: 296
Classificação: 3.5/5 estrelas

Eliza Caine, uma jovem longe de ser a garota típica de sua época, grande fã de Dickens, acaba de perder o amoroso pai. Sozinha em uma Londres do século XIX (SIM!), a jovem professora de 21 anos vê sua oportunidade como governanta em uma mansão ao leste da Inglaterra… E a mansão, adivinhem, é assombrada (SIM! #2).

Ao chegar ao seu novo lar, ela encontra apenas duas crianças largadas para se alimentarem por si só e a presença de um espírito maligno que ameaça sua vida. Cliché, mas não no mau sentido.

“Existe crueldade no mundo, Eliza, você vê isso, não vê? Á nossa volta. Respirando na nossa nuca. Passamos a vida inteira tentando fugindo dela.”

Isabelle e seu irmão mais novo Eustace são os únicos vivos a habitarem Gaudlin Hall. Além do misterioso H. Bennet, o empregador de Eliza que só se comunica por cartas. E não é somente na casa que o cenário é estranho. No vilarejo as pessoas são hostis, e nenhuma explicação e/ou noticia se tem sobre os pais das crianças.
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Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas:
 272
Classificação:
 3,5/5 estrelas

Prometendo ser um daqueles thrillers que tirariam o fôlego e que tornaria seus leitores prisioneiros de suas páginas, Caixa de Pássaros  tornou-se uma prioridade na minha lista de próximas leituras, principalmente pela proposta inovadora, mas não teve exito em atingir todas as  expectativas.

O homem é a criatura que ele teme.

O mundo já não é mais o mesmo. Neste novo mundo, há um mal à espreita que, se você abrir os olhos, será dominado por ele e Malorie sabe bem disso. Um surto de pessoas que tornaram-se assassinos furiosos e logo após espalhar a violência eles tiraram a própria vida.

Malorie não vê o mundo lá fora há mais de 4 anos e junto com seus dois filhos, o Garoto e a Menina, eles vivem em uma casa em que todas as janelas foram totalmente vedadas e só uma necessidade extrema leva-os para fora, e mesmo quando saem, saem vendados. Mas chegou finalmente o dia, o dia em que ela terá que enfrentar seu medo e levar seus dois filhos até um lugar seguro, um lugar onde ela será forçada a abrir os olhos.

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Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Páginas:
224
Classificação:
 4.5/5 estrelas

Desde a primeira vez que vi Boneca de Ossos eu fiquei deslumbrada pela sua capa maravilhosa. Eu não li sinopse nem resenhas, apenas sabia que devia ler aquele livro. E foi o que fiz. Assim, tudo que eu amei nessa obra foi uma surpresa, já que não criei nenhuma expectativa quanto a ele. Essa história me pegou desprevenida eu realmente não esperava o que eu li. E eu afirmo com toda a certeza que esse livro não é só para o público juvenil. Qualquer um pode lê-lo, dar risadas, sentir medo, ter uma sessão de nostalgia e pesadelos a noite.

Qualquer coisa era melhor do que mágica nenhuma.

Em Boneca de Ossos conhecemos a história de três pré-adolescentes: Zack, Alice e Poppy que são completamente diferentes um do outro – o que os fazem se completarem de forma que tenham uma amizade gostosa e divertida. Diferentemente de todos os outros de suas idades, eles escolhem fazer o que realmente gostam que é brincar criando histórias com seus bonecos. No entanto, Zack tem medo de que seus amigos da escola descubram sobre suas “atividades extracurriculares” brincando com duas meninas e com bonecos. Já Alice está crescendo e com isso seus hormônios estão vindo à tona e seus sentimentos não ficam apenas na amizade… ela começa ver algo a mais em um certo garoto e isso está fazendo-a mudar. E, Poppy, bom ela é uma figura e tanto! Ela não quer crescer e não quer que os amigos os façam. Ela quer que tudo continue do jeito que está.

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Autor: Robert Bloch
Editora: DarkSide
Páginas:
256
Classificação:
 4/5 estrelas

Psicose não é qualquer livro. Ele foi escrito por Robert Bloch em 1959, logo após seu lançamento o livro ganhou uma excelente resenha do New York Times. Vendo isso, o diretor Alfred Hitchcock foi correndo comprar os direitos de Psicose para lançar seu filme. Desde então, todas as edições dessa incrível história no Brasil são velhas e com uma linguagem difícil. Mas a Darkside fez um bem maior por todos e lançou essa reedição perfeita de Psicose (tem até capa dura, vejam só!).

Nós não somos tão lúcidos quanto fingimos ser.

Marion Crane, “Mary”, é uma garota apaixonada pelo homem com quem pretende se casar. Infelizmente, o casamento ainda não pode acontecer pois Sam, o noivo, herdou uma dívida de seu falecido pai e pretende pagá-la antes de trocar as alianças. E após esperar anos, Mary decide dar um basta e, quando a oportunidade aparece, rouba 40 mil dólares da empresa que trabalha.

Feito isso, ela arruma suas coisas e vai embora da cidade em direção à casa do seu amado. Durante o percurso, decide se hospedar em um motel na beira da estrada. O Bates Motel é dirigido por Norman Bates e por sua “mãe”. Ele nunca saía do seu estabelecimento, sua única companhia era a bebida e a “mãe”. Quando Mary chega ao motel, ele a vê com outros olhos, e enlouquece. Porém, sua “mãe” não acha isso certo, ela odeia as vadias que existem por aí. Qual seria a única solução para a “mãe” não deixar o filho se deixar levar por uma vadiazinha? Bem, matá-la, claro.

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