5 estrelas

Autora: Morgan Rhodes
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Classificação: 5/5 estrelas

Maré Congelada começa exatamente a partir do ponto em que Primavera Rebelde termina, mas de uma forma ou de outra irei evitar spoilers para não estragar a surpresa de quem já leu. Devo dizer que estou muito contente com a autora, Morgan Rhodes. A saga se tornou mais uma das queridinhas de minha coleção. Fiquei com um pé atrás quando ela resolveu estender sua trilogia para quatro e, logo em seguida, seis livros, chegando a me preocupar de que cometesse os mesmos erros de Sarah J. Maas com Trono de Vidro, que embora eu não consiga largar por amar os personagens se perdeu muito em seu caminho de enrolações desnecessárias e reviravoltas amorosas forçadas. Felizmente Rhodes não perdeu a mão na sua escrita e entregou mais uma vez um livro maravilhoso que é mais do que uma simples fantasia para jovens adultos.
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Autora: Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas:
416
Classificação:
5/5 estrelas

Talvez seja um consenso entre alguns leitores de que o primeiro volume da trilogia Lar da Srta Peregrine para Crianças Peculiares seja deveras introdutório e pouco explorado, mas se com Cidade dos Etéreos Ransom Riggs mostrou que vinha pra ficar, com o desfecho da saga, Biblioteca das Almas, o autor conseguiu concluir sua história satisfatoriamente. O que ele criou, embora com elementos comparáveis com outras mídias, foi uma nova fábula fantasiosa que tem arrebatado órfãos de sagas marcantes como Harry Potter e Percy Jackson, mas com uma peculiaridade característica que é toda sua.

O livro anterior termina com uma grande reviravolta na vida das crianças peculiares que corriam contra o tempo em busca de recuperar a Srta Peregrine e salvar as fendas do tempo e o mundo como elas conhecem. Começando exatamente do ponto onde terminou, fica nas mãos de Jacob, Emma e um querido personagem nesse capítulo final reverter a grande enrascada em que se meteram. Quem leu sabe como o desfecho de Cidade dos Etéreos é desconcertante para qualquer um que precisasse que aguardar pela continuação!

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Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas:
368
Classificação:
5/5 estrelas

Lincoln é funcionário da área de TI de um jornal, e sua função, dentre outras coisas, é monitorar um programa que filtra e-mails que fugiriam da política da empresa, isso ainda na virada do ano entre 1999 para o 2000. Através desses e-mails ele conhece duas amigas, que sempre caem no filtro de conversas indevidas, mas Lincoln desde o início não vê problemas nas conversas das duas amigas, que falam mais da vida pessoal, problemas no relacionamento, caras fofos da empresa, família, do que do trabalho em si.

As amigas em questão são Jennifer, uma revisora, casada e que passa por uma pressão do seu marido para engravidar, algo que a coloca em um dilema. E Beth, uma resenhista de filmes o trabalho dos meus sonhos para o jornal, que possui um relacionamento estável com Chris, um rockeiro de uma banda de sucesso local, e aparentemente está feliz com a vida que leva.

O que é interessante, é que o leitor consegue construir uma personalidade para cada uma delas usando só conversas por e-mail, algo que é difícil de se fazer, já vi outros livros contados por e-mail onde ao chegar no final você não conseguia construir aquele personagem como uma pessoa real, aqui não, Rainbow consegue trazer as amigas a vida.

<> Acho que estou grávida.
<> O que? Por que você acha que está grávida?
<> Eu tomei três drinques sábado passado
<> Acho que precisamos ter uma conversa sobra a cegonha. Não é exatamente assim que acontece.

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Carry On surgiu pela primeira vez em um trabalho anterior de Rainbow Rowell, Fangirl, sendo uma ficção dentro da ficção. O título é sugestivo, mas basicamente Fangirl tem como foco uma personagem fanática por uma série de livros de um bruxo chamado Simon Snow, e desde que começou a publicar na internet fanfics com os personagens da obra original, Cath acaba ganhando muita popularidade entre os fãs do original (aliás, recomendo muito a leitura de Fangirl <3). No ano passado, então, Rainbow resolveu dar forma a um livro que mesclaria esses dois lados de Carry On retratados no livro anterior, mas de forma independente. Ou seja: não é uma continuação de Fangirl, sendo Carry On – A Queda e Ascenção de Simon Snow o desfecho que a autora acreditou que os personagens, até então duplamente fictícios, mereciam, os transportando para um livro só deles e se enveredando em um caminho não percorrido por ela até então: o da fantasia.

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Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry on é uma história de fantasmas, amor e mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

Você deve aprender a se proteger sozinho, Simon, e quanto antes, melhor. Ele é a nossa maior ameaça. E você é a nossa maior esperança.

Meu santo Raziel, há tempos que eu não me via tão envolvido com um livro, embora tenha lido ótimos neste último ano. Rowell definitivamente tem o dom de prender seus leitores do começo ao fim de suas histórias. Carry On começa cheio de mistérios, e em suas primeiras páginas pode enganar parecendo só mais um universo genérico de uma fantasia com magia, mas logo percebe-se que é proposital e que a história se mantém por si só, sendo desenvolvida, imagino eu, com muito carinho, carinho esse que somente alguém muito apaixonado (a) por escrever poderia criar.

Simon e Baz são personagens extremamente apaixonantes e diferentes um do outro. Na primeira parte (de quatro) do livro, Baz não aparece, então a imagem que o leitor cria dele surge apenas com base no que o outro diz (coisas horríveis, vale mencionar). Simon é um menino impetuoso, com as expectativas das pessoas ao seu redor sempre focadas nele. Embora hoje tenha encontrado o seu lugar na Escola de Magia, com uma grande amiga, uma namorada (blergh) e até mesmo um rival (<3), o garoto tem um passado triste que no decorrer do livro é explorado, e é chave para muitas respostas.

Falar de Baz sem dar spoilers seria praticamente impossível, então vou resumir dizendo que, po**a, melhor personagem do livro! Que humor mordaz! Que personalidade e sentimentos bem construídos. Seja ele bom ou ruim, ficou no meu coração.

É sempre fogo com Baz. Eu não acredito que ele ainda não me incinerou. Ou me queimou numa estaca.

Os personagens secundários também são bem legais, com destaque para a divertida Penélope, a típica garota alternativa e autêntica que você gostaria de andar no recreio. O Mago, diretor da instituição também foi um bom personagem, mas achei pouco explorado. Enquanto isso, Agatha foi uma personagem que detestei, principalmente da metade do livro em diante. Namorada de Simon até então, até consegui compreender os seus dilemas, mas a forma que ela lida com as coisas é lamentável.

A narrativa é intercalada entre vários personagens. Geralmente esse método me deixa com mais vontade de ler na voz de alguns personagens no que de outros, mas todas as perspectivas colaboram para a história como um todo. Isso contribui para ter uma visão ampla de vários pontos e atitudes tomadas no decorrer da trama.

O sistema de Magia é um pouco simples, mas ainda assim legal, com verbalização de frases que, não sei se foi pela tradução/adaptação, são bem nonsenses. Além de bruxos, Carry On flerta com muitos outros seres fantásticos do nosso imaginário, como vampiros, fadas e ogros.

– Eu não sou o escolhido – diz ele

– Eu te escolho – digo – Simon Snow, eu escolho você.

Carry On é mais um dos grandes achados que fico feliz por encontrar frequentemente por aí. Recomendo para qualquer pessoa que goste de uma leitura divertida e ao mesmo tempo sensível. E, além disso, que goste de sofrer todo o tempo torcendo para que os protagonistas se deem conta dos sentimentos de um pelo outro! HUhahaha

O livro termina com um gostinho de quero mais, e se depender de Rainbow Rowell teremos outra vez o sabor dessa história. A autora disse em entrevista que provavelmente publicará uma continuação, então resta ficar no aguardo e torcer para não ser trouxa como fomos com Eleanor & Park, já que um segundo livro nunca saiu do papel. De todo mundo, vocês já sabem que devem terminar essa resenha correndo em busca do livro. Boa leitura. <3

 

Simon serelepe


Autora: K.A. Tucker
Editora: Fábrica 231
Páginas:
320
Classificação:
5/5 estrelas

Kacey Cleary teve uma adolescência miserável. Depois de perder os pais, a melhor amiga e o namorado em um acidente de carro, sua vida acabou. Tudo que ela acreditava, toda esperança e alegria foram jogadas fora. Para não sentir mais dor Kacey começou a se enfiar no mundo das drogas, do álcool e do sexo. Porém, depois de quatro anos, ela percebe que tem que ser forte o suficiente por ela e sua irmã. Mas elas ainda vivem com seus tios – que só fazem reclamar da atitude de Kacey –, e Kacey finalmente decide que já é hora de mudar depois que seu tio tentou abusar sexualmente de sua irmã.

Eu quero fazer você sorrir. De verdade. Para sempre.

Alugaram um apartamento em Miami e começaram a reconstruir suas vidas. Elas não esperavam que esse lugar e as pessoas que conheceriam mudariam suas vidas para sempre. Primeiramente foi Storm e sua filha Mia que começaram a encantá-las. E, depois, o lindo, charmoso e amável Trent. Após tanto tempo sem sentir absolutamente nada, Kacey está surpresa com as sensações que Trent lhe provoca sem nem mesmo tocá-la. Mas ela mal pode esperar pelo passado sombrio que Trent tem guardado. E esse segredo pode mudar toda a vida dela e tudo que ela vem construindo.

“Apenas respire,” minha mãe costumava dizer. “Dez pequenas inspirações… Prenda-as. Sinta-as. Ame-as.”

É engraçada a magia que os livros possuem. Como é possível um livro que você não daria nada ser tão maravilhoso? Decidi ler Respire porque desde que foi lançada a sinopse de sua sequência tenho vontade de lê-la. Mas não faria sentido iniciar uma série pelo seu segundo livro. Portanto, comecei a ler a obra de K.A. Tucker e descobri um mundo onde apesar de tudo o perdão é possível.

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Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas:
496
Classificação:
5/5 estrelas

Em Espada de Vidro temos a continuação da história no exato momento em que A Rainha Vermelha termina. Mare Barrow está cada vez mais perto de uma guerra entre sangues, onde nem todos irão sobreviver.

Mare terá muitos desafios nessa busca pelos “sangue novos” para fazer parte da Guarda Escarlate, um grupo de rebeldes vermelhos. E isso não será tarefa fácil, os Vermelhos com dons especiais vivem em segredo e muitos sequer sabem que possuem algum poder dentro de si. Cabe a Mare Barrow, com a ajuda de Cal, colocar os Vermelhos na trilha certa para acabar com o reinado de Maven antes que ele os encontre, e então será cheque mate.

Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.

Neste segundo volume da série A Rainha Vermelha, conhecemos mais a fundo personagens que foram deixados de lado no livro anterior; um deles é Farley, uma personagem que instiga amor e ódio. E então há os novos personagens, novas descobertas, novos poderes, e ainda que a emoção tenha sido grade, preciso confessar que não foi fácil lidar com algumas dessas novidades e alguns desses personagens. Outro ponto que se destaca é a quantidade de sangue derramado entre os Vermelhos e Prateados neste livro. Ainda estamos no segundo livro de uma série de quatro e estou com medo do que pode acontecer nos próximos livros.

A escrita de Victoria Aveyard flui bem — por vezes posso apontar a construção como um pouco lenta, mas  nada que atrapalhasse minha leitura -, e mais uma vez ela se mostra uma autora fantástica, você se vê preso na leitura e me vi tão preso na leitura que quando parei para respirar mais da metade do livro foi lido. Com tantas reviravoltas e cenas de ação, ora eu me encontrei em agonia, desesperado para ver qual caminho a trama trilharia, e ora me encontrei completamente cativado. E claro, nem tudo são flores, e o sentimento mais presente em mim foi o luto.

Parecemos fracos porque queremos.

Mare Barrow também se mostrou uma protagonista repleta de nuances. Ela é forte, determinada, mas está longe de ser perfeita. Mare quer vencer a guerra mas está confusa, há toda uma gama de sentimentos e talvez seja complicado para alguns leitores lidar com isso. Muitos querem uma heroína perfeita, forte, acima de todos os erros, e o que encontramos foi uma garota que entre erros e acertos tenta mudar o destino de toda uma sociedade.

E o desfecho simplesmente não deixou por menos. Imprevisível, desesperador, uma explosão de sentimentos e foi preciso parar e respirar fundo. A autora deixou mais do que claro que essa será uma série que jorrará sangue, e ela não vai poupar ninguém. Estou louco para conferir o que ela vai aprontar na sequência, King’s Cage (A gaiola do rei, em tradução livre), mas longe de estar preparado para o que está por vir.

“Atenha-se ao seu destino, Mare Barrow.”
“Que é?”
“Se levantar. E se levantar sozinha.”


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