Fora dos livros

Foram mais de dez anos torcendo pelo aprendiz de ninja órfão que só queria ter amigos e virar um Hokage, e ontem o último episódio do anime que encerra a fase de Naruto finalmente foi ao ar. Se você não chorou com o final, assista novamente porque você deve ter assistido errado.

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Dificilmente quem foi criança nos anos 90 passou batido pelos clássicos da Disney, eu tinha a coleção dos filmes e sempre assistia sozinha, com minha mãe ou minhas tias. E desde criança, apesar de amar os desenhos, eu e minhas tias ficávamos imaginando as versões live action desses filmes. Fico feliz que a Disney está usando a tecnologia para resgatar essa paixão infantil. Essa fase de remakes que começou com Malévola, seguidos por Cinderela e Mogli, já tinham trazido ao meu coração uma felicidade imensa, e com o anúncio de A Bela e a Fera não foi diferente.

A animação de 1991 já foi um marco, além de trazer várias inovações técnicas para a época como o uso do computador para fazer algumas cenas, foi o primeiro filme de animação a ser indicado ao Oscar de melhor filme, numa época onde não existia categoria de melhor animação e só eram 5 concorrentes, ou seja, não era qualquer coisa. Na época ele ganhou melhor trilha sonora e canção original.

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De antemão devo confessar que não sou fã dos livros da EL James, eu só os li para ter material de comparação com o filme, é um toc meu. E o que encontrei são livros repetitivos, com pouca ou quase nenhuma qualidade estilística, em resumo, são mal escritos. O que sustenta é a história que tem sim seus méritos, o que os filmes dessa série fizeram foram extrair o melhor que eles podiam do livro no roteiro dos filmes, e funcionou.

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O universo expandido de Star Wars é gigantesco, ele está em livros, jogos e desenhos animados, mas o que estava em falta era um filme spin-off que trouxesse para a telona uma história que fugisse dos episódios ligados aos Jedis e skywalkers. Em Rogue One nós temos a história do esquadrão que roubou os planos da estrela da morte que aparecem no Episódio 4 – Uma Nova Esperança. Então a primeira coisa que eu sabia antes de ver o filme era o final, ou seja, a gente só vai descobrir como aconteceu.


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Dra. Louisa Banks é uma linguista e professora universitária. Em um dia que parecia como outro qualquer, espécies de naves alienígenas aparecem em 12 lugares do mundo, e ela, diferente da maioria das pessoas, não parece se interessar ou se apavorar com o assunto e segue sua vida normalmente. Ela então recebe a visita do Coronel Weber, que quer sua ajuda para traduzir a comunicação que eles vêm tentando ter com os recém-chegados. Contudo, ela é firme em afirmar que somente o contato com os aliens poderá resultar em algum tipo de comunicação, e ainda que o coronel se mostre resistente, sua única opção é aceitar os pedidos da doutora.

A trama toda se passa ao redor da nave que aterrissou nos Estados Unidos, e dentro do acampamento militar onde Louisa trabalha ela conhece o físico Ian, que ao seu lado e com o apoio de militares vão tentar descobrir qual o propósito dessa chegada em massa dos aliens e qual é sua mensagem para o mundo.

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Parece que a Disney está cada vez mais pensando fora da caixa com suas animações, e após acertar em cheio com títulos como Frozen e Procurando Dory, chegou o momento de mergulhar fundo na cultura polinésia… ou não.

Sua mais nova animação gira em torno de Moana, garota que dá nome ao filme, filha do chefe de uma ilha na Oceania, a próxima na linha sucessória para tornar-se uma chefe, mas Moana não se encaixa no que esperam dela. E quando sua tribo precisa de ajuda, ela se aliará ao semideus Maui para encontrar um caminho para salvar seu povo, e de quebra também encontrar a si mesma

Ainda que siga a linha do previsível, eu me apaixonei por essa animação, a trilha sonora (que em alguns momentos ficou em excesso), o encanto envolvendo o mar, os personagens deliciosos, que vieram acompanhados de uma boa dose de humor e sarcasmo, eu preciso dizer que como espectadora não só apreciei como fiquei louca com tudo, mas há o meu outro lado que esperava bem mais.

Se você não conhece a cultura polinésia, não cabe a mim explicar agora, ainda que eu conheça de forma rasa, esse pouco é ainda suficiente para dizer que a Disney errou feio nesse filme, mas como fica difícil ilustrar isso para quem desconhece o problema, vamos falar da nossa cultura. Imagine que a Disney pega Jesus e faz uma animação com ele totalmente descaracterizado do que conhecemos, um cara sarcástico e desrespeitoso, etc e tal, qual seria a reação de muitos cristãos? Assustadora, para dizer o mínimo, e foi o que ocorreu em Moana.

Maui é sarcástico, sai daquele estereótipo de entidade perfeita e sua personalidade foi uma ótima adição ao filme. ENTRETANTO, porém, conquanto, vale lembrar que o personagem não é uma criação da Disney, logo rolou uma apropriação cultural de uma figura, o que incomodou muitos. E me doeu também porque eu esperava descobrir mais da cultura polinésia e isso não ocorreu, a Disney decidiu explorar algo completamente diferente.

Mas, vamos deixar por um momento a pisada de bola de lado e focar nos acertos. Moana, nossa maravilhosa Moana! É a primeira vez que uma personagem como ela toma espaço na Disney. Ela não é só polinésia, ela também sai do estereótipo de branca com cabelo escorrido que precisa de um homem para salvá-la. E Moana é maravilhosa, é um avanço e uma mensagem para as crianças e mulheres do mundo todo.

“O Oceano me escolheu.” –Moana
“Ele escolheu errado.” –Maui

Sim, eu entendo os problemas envolvendo a apropriação cultural desse filme, e concordo, entretanto preciso também destacar que a Disney acertou sim em sua personagem principal, e eu quero assistir esse filme pela vida toda porque Moana, filha do chefe, amiga do mar, e, se ela quiser, também do lar, é a principal mensagem do longa: não é sobre comandar uma tribo, ou explorar sua cultura, não é sobre comandar, mas do poder de escolher ser.


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